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Leilões da ExpoGenética começam hoje; feira abre no sábado

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Começa nesta segunda-feira (10.08), em Uberaba (481 km da capital, Belo Horizonte), Minas Gerais, a temporada de leilões da 19ª ExpoGenética. A agenda comercial terá 32 remates e sete shoppings de animais até 23 de agosto. A feira, porém, será aberta oficialmente apenas no sábado (15.08), no Parque Fernando Costa.

O primeiro leilão será realizado nesta segunda-feira, às 20 horas, em formato virtual. Os demais eventos ocorrerão ao longo das próximas duas semanas, presencialmente ou pela internet, com a oferta de touros, matrizes, embriões, doses de sêmen, prenhezes e participações em animais de alto valor genético.

A ampliação da agenda ocorre depois de a ExpoGenética registrar R$ 128,57 milhões em negócios em 2025. O resultado, obtido em 27 leilões e nove shoppings, foi 41,9% superior aos R$ 90,61 milhões movimentados em 2024.

No ano passado, foram comercializados 1.097 lotes, envolvendo 1.107 animais de raças zebuínas. O balanço considera os negócios oficializados pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), mas não inclui a movimentação indireta provocada pela feira em hotéis, restaurantes, transportes e outros serviços de Uberaba.

A entidade ainda não divulgou uma previsão de faturamento para 2026. O aumento de 27 para 32 leilões amplia as oportunidades de negócio, mas o resultado dependerá da quantidade e da qualidade dos animais ofertados e dos preços alcançados nos principais remates.

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A ExpoGenética é voltada aos zebuínos avaliados. O grupo reúne raças como Nelore, Brahman, Gir, Guzerá e Tabapuã, adaptadas ao clima tropical e utilizadas na produção de carne e leite. Os animais apresentados na feira possuem informações de genealogia, desempenho e características que podem ser transmitidas aos descendentes.

A principal novidade técnica deste ano será o lançamento da avaliação genômica para a raça Brahman. A tecnologia analisa milhares de pontos do DNA do animal e compara essas informações com uma base formada por bovinos cujo desempenho já é conhecido.

O método permite estimar, quando o animal ainda é jovem, a possibilidade de transmitir características como ganho de peso, fertilidade, eficiência alimentar, habilidade materna e qualidade de carcaça. Antes dessa ferramenta, o criador precisava esperar o reprodutor crescer e produzir descendentes para obter uma avaliação mais segura.

A análise não determina exatamente quanto o animal produzirá nem substitui a observação no campo. Alimentação, sanidade, manejo e ambiente continuam influenciando o resultado. A genômica reduz parte da incerteza e ajuda o produtor a decidir mais cedo em quais touros, matrizes, embriões ou doses de sêmen deverá investir.

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A avaliação do Brahman será incorporada ao Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), mantido pela ABCZ. A ferramenta já atende as raças Nelore, Tabapuã e Guzerá de corte e, desde este ano, também o Gir Leiteiro.

A associação informa ter alcançado 700 mil genótipos analisados em 2026. A meta é chegar a um milhão até 2028 e oferecer a avaliação genômica para todas as raças zebuínas acompanhadas pela entidade.

A programação terá ainda divulgação de avaliações e sumários de raças, palestras, debates técnicos, atividades para compradores estrangeiros e a etapa final do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT). Dos 73 animais avaliados neste ano, 21 foram classificados e serão apresentados durante o evento.

Serviço

Agenda comercial: 32 leilões e sete shoppings de animais, de 10 a 23 de agosto.

ExpoGenética: de 15 a 23 de agosto.

Local: Parque Fernando Costa, Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110, bairro São Benedito, Uberaba (MG).

Fonte: Pensar Agro

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Galinhas soltas e felizes, ovos caipiras, orgânicos: Mapa acompanha diversificação do mercado

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Happy eggs, galinhas livres, ovos orgânicos, caipiras, com ômega 3, líquidos ou em pó, brancos, vermelhos e até azulados. O mercado de ovos no Brasil oferece uma variedade de produtos e sistemas de produção. As diferentes denominações estão relacionadas às características do sistema de criação, à composição ou ao processamento do alimento e devem observar as regras previstas para produção e rotulagem.

De acordo com o Instituto Ovos Brasil, o consumo por habitante passou de 120 ovos por ano, em 2010, para 310 ovos em 2026. O país é o sexto maior consumidor e o quarto maior produtor mundial.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a evolução do setor, estabelece normas para a produção e fiscaliza estabelecimentos e produtos de origem animal, dentro de suas competências. Os produtos podem ser identificados conforme a espécie de origem e as características do sistema de produção. No caso de ovos de outras aves, como codornas, patos e avestruzes, a espécie deve ser informada na embalagem. Denominações como “caipira” e “orgânico” também devem observar regras específicas de produção e rotulagem.

DIFERENÇAS

Os ovos convencionais, brancos ou vermelhos, apresentam a mesma composição nutricional. A principal diferença entre eles está relacionada à linhagem ou raça das galinhas: ovos brancos geralmente vêm de aves de penas brancas, enquanto os de casca vermelha são produzidos por linhagens de penas mais escuras. A cor da casca, por si só, não determina diferenças nutricionais.

Na produção convencional, as aves podem ser criadas em diferentes sistemas, inclusive em gaiolas, conforme as normas aplicáveis.

A produção de ovos caipiras prevê requisitos específicos para a criação das aves, incluindo acesso a áreas externas de pastejo. As áreas destinadas às aves devem observar medidas de biosseguridade para reduzir riscos sanitários, inclusive relacionados ao contato com aves silvestres.

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Já as galinhas criadas em sistemas livres de gaiolas ficam soltas em galpões. Conforme o sistema adotado, podem ter ou não acesso a áreas externas. As condições de criação e a densidade das aves devem observar os requisitos previstos para o sistema de produção.

Expressões como “galinhas felizes” ou “happy eggs” podem ser utilizadas como estratégia de comunicação ou marketing. Elas, no entanto, não substituem as denominações e informações exigidas pela legislação. Quando a embalagem apresenta uma característica diferenciada, a informação deve corresponder às condições efetivamente verificadas na produção.

Também existem ovos cuja composição é associada à presença de nutrientes específicos, como ômega 3, selênio ou vitamina E. Nesses casos, a alimentação fornecida às aves pode ser formulada para influenciar a composição do produto final. As informações e alegações apresentadas na embalagem devem observar as regras aplicáveis à rotulagem de alimentos.

O ovo orgânico segue a legislação de produção orgânica em vigor no país, que estabelece requisitos específicos para alimentação, manejo das aves e utilização de insumos. O sistema também prevê restrições específicas para medicamentos, insumos e componentes utilizados na alimentação.

Ovos líquidos e em pó são produtos obtidos a partir do processamento dos ovos. Podem ser utilizados pela indústria de alimentos, por padarias e também em preparações destinadas ao consumidor. A apresentação facilita a manipulação e o uso do produto, e clara e gema podem ser comercializadas separadamente.

No Brasil, os ovos de diferentes cores ainda são menos comuns, mas existem variedades com casca azulada e outras tonalidades. A cor da casca está relacionada à linhagem ou raça da galinha e, por si só, não indica diferença nutricional. Quando essa característica estiver associada à origem genética da ave, a informação deve observar as regras de identificação e rotulagem.

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CURIOSIDADES

A diversificação dos produtos não é, por si só, uma exigência legal. No entanto, quando o produtor declara uma condição diferenciada, como “caipira” ou “orgânico”, é necessário atender aos requisitos correspondentes.

Cabe aos serviços de inspeção competentes verificar o cumprimento dessas condições dentro de suas atribuições. Assim, as características declaradas na embalagem devem corresponder ao produto efetivamente produzido e comercializado.

VENDAS

A fiscalização da produção de ovos nos estabelecimentos produtores envolve os serviços de inspeção competentes, conforme o tipo de estabelecimento e o âmbito de comercialização. O estabelecimento deve estar registrado no serviço de inspeção correspondente – municipal, estadual ou federal – de acordo com as regras aplicáveis à comercialização do produto.

No varejo, a fiscalização também envolve as vigilâncias sanitárias municipal ou estadual, conforme suas atribuições.

De acordo com o Instituto Ovos Brasil, cerca de 20% da produção nacional de ovos chega às grandes redes de supermercados. Os demais são comercializados por outros canais, como pequenos estabelecimentos, feiras e diretamente à indústria.

O Brasil também exporta ovos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações em 2025 somaram 40.894 toneladas, aumento de 121% em relação ao ano anterior. Entre os principais destinos estiveram Estados Unidos, Japão, Chile, México e Emirados Árabes Unidos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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