AGRONEGÓCIO
Mapa lança campanha de orgânicos com foco na saúde no campo e na mesa
AGRONEGÓCIO
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta terça-feira (26), a XXII Campanha Nacional de Promoção do Produto Orgânico 2026. O lançamento ocorreu na sede do Ministério e reuniu autoridades, representantes da sociedade civil e produtores rurais.
Com o tema “Saúde no Campo e na Mesa”, a edição de 2026 busca evidenciar que a saúde promovida pelos sistemas orgânicos de produção começa no campo, por meio de práticas agrícolas sustentáveis que respeitam o meio ambiente e preservam a saúde e a qualidade de vida de agricultores, agricultoras e trabalhadores rurais. A iniciativa também destaca os benefícios da oferta de alimentos saudáveis e sustentáveis à população brasileira.
“Esta campanha reforça, de forma cada vez mais necessária para o Brasil e para o mundo, que a saúde da população começa na maneira como produzimos os alimentos, cuidamos do solo, protegemos a água, preservamos a biodiversidade e valorizamos as pessoas que vivem e trabalham no campo”, afirmou o secretário adjunto de Desenvolvimento Rural do Mapa, João Crescêncio.
Durante o evento, Crescêncio destacou que a promoção da produção orgânica e agroecológica está diretamente relacionada a sistemas produtivos que respeitam a vida em suas dimensões ambiental, social, econômica e humana. Segundo ele, trata-se de um modelo de agricultura que reduz a exposição a insumos químicos sintéticos, protege produtores e consumidores, fortalece a segurança alimentar e contribui para um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.
Entre os objetivos da campanha estão a conscientização da sociedade sobre os benefícios da produção orgânica e agroecológica, o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor, a valorização de agricultores e agricultoras envolvidos na produção orgânica nacional, o incentivo ao consumo consciente e sustentável e a ampliação da integração entre governo federal, sociedade civil e redes de produção orgânica em todo o país.
A diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), Judi Nóbrega, ressaltou que a campanha fortalece um ambiente permanente de cooperação e construção coletiva, essencial para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao setor.
“É justamente nesse ambiente de diálogo, fortalecimento institucional e participação social que avançamos nas ações de fiscalização e nos mecanismos de controle, garantindo a integridade da produção orgânica brasileira”, disse.
Atualmente, a pauta de produção orgânica envolve duas frentes de atuação no Mapa: a SDA, responsável pelas ações de fiscalização, e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), responsável pelo fomento e pela promoção da produção orgânica e agroecológica.
PARCEIROS INSTITUCIONAIS
Realizada de forma articulada entre órgãos do Governo Federal, sociedade civil e redes de produção orgânica, a Campanha Nacional de Promoção do Produto Orgânico constitui espaço de mobilização, diálogo e fortalecimento institucional em torno da agroecologia e da produção orgânica no Brasil.
Para a secretária-executiva da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Patrícia Tavares, discutir agricultura orgânica, agroecologia e políticas agrícolas é colocar o alimento no centro do debate sobre o desenvolvimento do país.
“Como o presidente Lula sempre reforça, combater a fome é uma prioridade. E combater a fome não significa apenas produzir alimentos, mas garantir que eles cheguem com qualidade à mesa da população. Isso exige políticas públicas que assegurem produção, comercialização e acesso à alimentação saudável”, declarou.
Durante o lançamento, o representante da Comissão Nacional da Produção Orgânica, Fabiano Gomes, realizou a leitura da Carta Anual da CPOrg e das Comissões da Produção Orgânica nas Unidades da Federação (CPOrg-UF). Segundo ele, o objetivo é garantir que o setor orgânico continue avançando e que os instrumentos normativos sejam atualizados de acordo com as demandas do segmento.
A edição de 2026 também destaca a importância da integração entre órgãos governamentais e instâncias participativas na implementação do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), reconhecendo que a promoção da saúde no campo e na mesa depende de estratégias intersetoriais construídas de forma coletiva, democrática e participativa.
Participaram da cerimônia o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos; o diretor de Políticas de Gestão Ambiental Rural do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Daniel Peter Beniamino; e a coordenadora de Transição Agroecológica do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ynaiá Bueno.
QUEM ESTÁ NA PONTA
O evento contou ainda com a participação de produtores rurais que atuam na produção orgânica. A produtora Bernadeth Oliveira destacou a importância do compromisso com a produção de alimentos saudáveis para as famílias brasileiras.
“Assim como a minha mãe, acredito que cada mulher que produz no campo trabalha com muito amor, carinho e esforço, levando saúde, cuidado e dignidade para a mesa das pessoas”, afirmou.
O produtor Isaú Nascimento, do Amapá, relatou que, em 2023, obteve oficialmente a certificação e a declaração de produção orgânica, tornando sua organização a primeira Organização de Controle Social (OCS) declarada no estado.
“Ainda somos pioneiros nesse processo no nosso estado, mas acreditamos que vamos crescer junto com os demais estados que já possuem uma trajetória mais avançada na produção orgânica”, comemorou.
Ao final do evento, foram entregues declarações de cadastro aos produtores da OCS “Pitaia Luz”, do Distrito Federal, em reconhecimento a iniciativas que fortalecem os circuitos locais de produção e consumo e ampliam o acesso da população a alimentos orgânicos.
Informações à imprensa
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AGRONEGÓCIO
Exportações de milho do Brasil disparam em maio e volume já supera em cinco vezes todo o embarque de 2025
As exportações brasileiras de milho registraram forte avanço em maio de 2026 e já superam em mais de cinco vezes todo o volume embarcado no mesmo mês do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que o Brasil exportou 201.735,3 toneladas do cereal até a terceira semana do mês.
O resultado ultrapassa com ampla margem o total exportado em maio de 2025, quando os embarques somaram 38.928,1 toneladas durante todo o mês.
O crescimento acelerado reforça o aumento da competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, em um momento marcado pela ampliação da oferta global e pela busca de compradores por origens mais competitivas.
Média diária de exportações cresce mais de 625%
Considerando os 15 dias úteis de maio de 2026, o país embarcou média diária de 13.449 toneladas de milho, avanço expressivo de 625,5% em relação às 1.853,7 toneladas por dia registradas em maio do ano passado, que contou com 21 dias úteis.
O desempenho positivo nas exportações ocorre em meio ao avanço da segunda safra brasileira, fator que amplia a disponibilidade interna do cereal e fortalece o fluxo logístico nos portos.
Mesmo diante da forte retração nos preços internacionais do milho, o elevado volume embarcado sustentou o crescimento da receita obtida com as vendas externas.
Queda nos preços reduz valor da tonelada exportada
O preço médio da tonelada exportada caiu 42,9% na comparação anual. Em maio de 2025, o valor médio negociado foi de US$ 467,1 por tonelada, enquanto neste mês recuou para US$ 266,6.
Ainda assim, o aumento no ritmo dos embarques garantiu avanço significativo no faturamento diário das exportações brasileiras de milho.
A média diária de receita alcançou US$ 3,585 milhões até a terceira semana de maio de 2026, crescimento de 314,1% frente aos US$ 865,8 mil registrados em igual período do ano passado.
Faturamento com milho supera US$ 53 milhões em maio
Com o forte avanço no volume exportado, o faturamento acumulado com os embarques de milho atingiu US$ 53,775 milhões até a terceira semana de maio.
O resultado já supera amplamente os US$ 18,182 milhões registrados em todo o mês de maio de 2025, consolidando um cenário de recuperação no fluxo das exportações brasileiras do cereal.
A expectativa do mercado é de que os embarques continuem ganhando ritmo nas próximas semanas, impulsionados pela entrada mais intensa da safrinha no mercado e pela demanda internacional aquecida pelo milho brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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