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Íntegra do discurso do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin na VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN)

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É com grande satisfação que copresido, ao lado de Vossa Excelência, a VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação. A CAN é o mais elevado mecanismo de coordenação intergovernamental entre nossos países e reflete a densidade e a estabilidade da relação estratégica entre o Brasil e a Rússia. Parcerias sólidas não dependem apenas da conjuntura, mas de interesses estruturais bem compreendidos.

Brasil e Rússia são economias de grande escala, dotadas de ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes. Essa combinação cria oportunidades concretas para ampliar, diversificar e qualificar nossa cooperação econômica e comercial.

Nosso intercâmbio, embora relevante, ainda está aquém do potencial das duas economias. O comércio bilateral alcançou cerca de 11 bilhões de dólares em 2025, número expressivo, mas modesto diante das capacidades produtivas, tecnológicas e logísticas de Brasil e Rússia. O desafio que se impõe é claro: crescer mais, com maior equilíbrio e com maior valor agregado.

A agenda da CAN reflete prioridades claras: cooperação internacional, fortalecimento do agronegócio, energia, ciência, tecnologia e inovação, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável. Em todas essas áreas, buscamos promover integração produtiva, parcerias empresariais e cooperação tecnológica.

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Esta VIII Reunião da CAN estabelece diretrizes claras para o trabalho da Comissão Intergovernamental Brasileiro-Russa de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica, a CIC, que constitui o braço operacional deste mecanismo.

As subcomissões que integram a CIC oferecem um arcabouço institucional robusto para transformar convergências políticas em resultados concretos.

Esperamos que, a partir das orientações aqui definidas, essas subcomissões avancem na ampliação e diversificação do comércio bilateral, no estímulo a investimentos produtivos e na cooperação e promoção de parcerias capazes de gerar crescimento sustentável e de benefício mútuo para nossas economias. Podemos avançar também no intercâmbio cultural e educacional, promovendo um esforço conjunto de troca de conhecimento e de aprendizado mútuo das culturas.

O governo brasileiro tem adotado uma política consistente de neoindustrialização, baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão. Queremos uma indústria mais verde, mais digital e mais integrada às cadeias globais de valor. Vemos com grande interesse a ampliação de investimentos russos no Brasil, especialmente em setores como química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura.

Da mesma forma, há espaço para maior presença de empresas brasileiras no mercado russo, em áreas como alimentos processados, máquinas, equipamentos, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais.

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Para isso, é necessário fortalecer os canais institucionais, reduzir obstáculos logísticos e aprofundar o diálogo técnico entre nossas agências e ministérios.

A CAN oferece exatamente esse espaço: coordenação, previsibilidade e visão de longo prazo. As decisões que tomarmos aqui devem orientar o trabalho da Comissão Intergovernamental e de suas subcomissões, com foco em resultados concretos, mensuráveis e sustentáveis.

Com esse espírito, declaro aberta a VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, confiante de que nosso trabalho produzirá resultados concretos e duradouros.

Muito obrigado!

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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MDIC abre inscrições para o prêmio Selo de Boas Práticas Regulatórias

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Estão abertas as inscrições do prêmio Selo de Boas Práticas Regulatórias, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que busca aprimorar a ação normativa por meio do reconhecimento, da visibilidade e da disseminação de boas práticas;

Até 18 de setembro, órgãos e entidades reguladoras podem inscrever atos normativos federais, estaduais e municipais, de interesse geral de agentes econômicos ou de usuários dos serviços prestados, para concorrer ao prêmio.

A avaliação leva em conta os critérios de previsibilidade, transparência, qualidade regulatória, participação social e coerência regulatória.

As regras da edição 2026 do Selo foram publicadas pelo MDIC na quinta-feira (13/8), no Diário Oficial da União, em portaria da Secretaria de Competitividade e Política Regulatória. Os atos devem ser inscritos em formulário eletrônico específico.

Cada órgão ou entidade poderá apresentar até três atos. Para participar, o ato deve estar em vigor, ter sido publicados há no máximo quatro anos e não ter sido avaliado em edições anteriores do Selo.

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O resultado será divulgado no portal do MDIC e no Portal da Regulação em até 90 dias após o encerramento do prazo de submissão.

Período de inscrição: até 18 de setembro de 2026

Portaria de abertura das inscrições

Formulário de inscrição

Manual do participante

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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