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MEC celebra o Dia do Diretor Escolar

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Mais de 28,7 mil escolas apoiadas financeiramente, 8 mil diretores capacitados pelo Curso de Aperfeiçoamento em Mentoria de Diretores Escolares e outros 15 mil em formação. Esses são alguns números divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quarta-feira, 12 de novembro, Dia do Diretor Escolar. Os dados integram as ações de formação em gestão escolar promovidas pela pasta por meio de iniciativas como o Programa de Formação Continuada para Diretores Escolares e Técnicos das Secretarias de Educação (Proditec), o Programa Escola e Comunidade (Proec) e o aplicativo Clique Escola

O Dia do Diretor Escolar é celebrado como forma de reconhecimento do trabalho dos profissionais que desempenham um papel de liderança e contribuem para a melhoria da qualidade educacional, sendo responsáveis pela gestão e pela administração do ambiente escolar. No MEC, as ações para o público são coordenadas pela Secretaria de Educação Básica (SEB). 

A secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, afirma que o Proditec tem se consolidado como uma iniciativa fundamental e de grande escala do ministério. “O programa oferece formação qualificada e continuada, que fortalece as competências de liderança, gestão pedagógica e administrativa dos diretores escolares”, ressalta. Atualmente, o programa atende a todas as unidades da Federação, em mais de 2,5 mil municípios, atuando de forma direta no aperfeiçoamento dos diretores de escolas. 

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Já o Proec apoiou financeiramente 28.771 escolas em todo o país, possibilitando a realização de projetos de formação que envolvam ativamente toda a comunidade escolar e local. Instituído pela Portaria nº 264/2024, incentiva a atuação conjunta e democrática entre a gestão e o conselho escolar, de forma a promover ações efetivas que aproximam a escola das famílias e da comunidade local.  

Com mais de 470 mil downloads, o aplicativo Clique Escola permite que os diretores divulguem ações, projetos e resultados das suas escolas diretamente para a sociedade, transformando boas experiências em inspiração para outras instituições em diferentes regiões do Brasil. A plataforma também atua como um recurso de gestão prática, pois permite que os diretores logados sejam informados sobre pendências relativas à unidade executora, além de contar com um ambiente de colaboração que visa engajar os diretores a partir do compartilhamento de experiências administrativas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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