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IMPACTO SOCIAL

Instituto Mondó recebe prêmio internacional de impacto social durante fórum em Oxford

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O Instituto Mondó foi uma das três organizações brasileiras vencedoras da primeira edição do Prêmio Josué de Castro de Impacto Social, promovido durante o Brazil Forum UK 2026, realizado nos dias 16 e 17 de maio, na University of Oxford, no Reino Unido.

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O reconhecimento internacional destacou iniciativas brasileiras que desenvolvem soluções concretas para desafios sociais em seus territórios de atuação. Ao todo, 342 projetos de diferentes regiões do país participaram do processo seletivo, que reuniu organizações da sociedade civil, startups de impacto, grupos de pesquisa e pesquisadores independentes.

Desde 2020, o Instituto Mondó atua no município de Breves, no arquipélago do Marajó, desenvolvendo projetos nas áreas de Educação, Saúde, Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura. O trabalho da organização é construído a partir de diagnósticos territoriais e do diálogo com comunidades locais, valorizando saberes tradicionais e estratégias de desenvolvimento conectadas à realidade amazônica.

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Entre as iniciativas desenvolvidas pelo instituto estão programas voltados ao enfrentamento da pobreza multidimensional, saúde mental nas escolas, qualificação de gestores educacionais, voluntariado e planejamento territorial participativo. Segundo o Relatório Anual de 2024, os projetos do Mondó já impactaram cerca de 37 mil estudantes, alcançaram 237 escolas e contribuíram para a capacitação de mais de 1.200 professores no Marajó. Considerando todas as ações desenvolvidas pela organização, aproximadamente 70 mil famílias foram beneficiadas direta e indiretamente.

Inspirado no legado do médico, geógrafo e pensador brasileiro Josué de Castro, o prêmio busca reconhecer iniciativas capazes de promover transformações estruturais em contextos marcados por desigualdades sociais. A seleção ocorreu em três etapas e contou com avaliação de uma banca formada por 21 especialistas do Brasil e do exterior, incluindo pesquisadores, professores universitários, gestores públicos e profissionais do terceiro setor.

Além da análise técnica, o processo considerou critérios de diversidade territorial, étnico-racial e de gênero, valorizando iniciativas lideradas fora do eixo Sudeste e projetos originados em territórios historicamente sub-representados nos grandes debates nacionais.

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Para o Instituto Mondó, o reconhecimento representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade das pautas amazônicas e fortalecer conexões com pesquisadores, organizações e investidores interessados em iniciativas de impacto social desenvolvidas na região.

A diretora executiva do instituto, Carolina Maciel, destacou a importância da presença amazônica em espaços internacionais de debate.

“A presença do Marajó em um espaço internacional como Oxford reforça que soluções transformadoras também nascem em territórios historicamente invisibilizados. Esse reconhecimento amplia a voz das comunidades amazônicas e fortalece a importância de pensar desenvolvimento a partir da realidade local.”

Já a diretora de relações institucionais, Júlia Jungmann, afirma que a premiação também contribui para ampliar o alcance de experiências desenvolvidas na Amazônia.

“O reconhecimento internacional ajuda a ampliar a circulação de experiências que muitas vezes permanecem invisíveis nos grandes centros de debate. Estar em um espaço como o Brazil Forum UK também abre possibilidades de articulação com organizações, pesquisadores e investidores interessados em iniciativas que já geram impacto concreto em territórios amazônicos.”

Criado por estudantes brasileiros no Reino Unido, o Brazil Forum UK 2026 reúne lideranças políticas, acadêmicas, empresariais e representantes da sociedade civil para discutir temas relacionados à democracia, desigualdade, sustentabilidade e desenvolvimento global.

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MPPA inicia ações do projeto “Rios de Proteção” em Gurupá, no Marajó

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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) iniciou, nesta segunda-feira (25), em Gurupá, no Arquipélago do Marajó, a programação do projeto “Rios de Proteção – o MPPA no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes”. A agenda seguirá no município até o dia 28 de maio.

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A iniciativa é coordenada pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAOIJ), em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), Promotoria de Justiça de Gurupá e Prefeitura Municipal, e integra a estratégia institucional de fortalecimento da rede de proteção à infância e adolescência no arquipélago do Marajó.

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A abertura da programação contou com credenciamento, mesa institucional com autoridades locais, apresentação cultural e assinatura de Termo de Compromisso do município de Gurupá, voltado à construção do fluxo da rede de atendimento às crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

Ainda neste primeiro dia, foram realizadas práticas voltadas à conscientização e capacitação da rede de proteção. Entre as ações realizadas, estiveram a palestra magna sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, abordando a importância da identificação, acolhimento e notificação; rodas de conversa com adolescentes, promovendo o diálogo sobre proteção, protagonismo juvenil e construção de relações saudáveis; e atividades formativas e educativas, com foco na atuação integrada das áreas de educação, saúde e assistência social.

O projeto Rios de Proteção tem como objetivo fortalecer e capacitar a rede de proteção, mobilizar e sensibilizar famílias e comunidades, fortalecer a escuta especializada, reduzir a subnotificação, construir uma rede de agentes multiplicadores locais e promover o protagonismo juvenil – por meio de atividades como rodas de conversa com adolescentes e ações educativas de autoproteção para crianças. A iniciativa também busca fomentar a atuação articulada da rede de proteção e induzir políticas públicas estruturantes sob a ótica da lei da escuta protegida, respeitando as especificidades culturais das comunidades locais e ampliando o acesso à informação e aos direitos fundamentais.

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Ao longo dos próximos dias, a programação seguirá com palestras, oficinas, rodas de conversa, atividades com famílias, ações em comunidades tradicionais e capacitação de agentes multiplicadores, ampliando o alcance das ações e fortalecendo a rede de proteção no município.

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