ANUÁRIO DA SEGURANÇA
Pará fica fora da lista das 10 cidades mais violentas do Brasil, aponta Anuário
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Nenhum município paraense aparece entre as dez cidades mais violentas do Brasil na nova edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O resultado representa uma mudança importante para o Pará, que, em anos anteriores, chegou a ter três ou mais municípios entre os primeiros colocados nos levantamentos nacionais de letalidade.
Elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o ranking considera a taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) em municípios com mais de 100 mil habitantes. O indicador reúne crimes como homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.
A lista deste ano é liderada por Maranguape, no Ceará, com 100,3 mortes violentas para cada grupo de 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Eunápolis, na Bahia, com taxa de 85,1; Maracanaú, no Ceará, com 80,7; Porto Seguro, na Bahia, com 71,2; e Simões Filho, também na Bahia, com 68,1.
Completam as dez primeiras posições Jequié, na Bahia, com taxa de 67,4; Caucaia, no Ceará, com 66,6; Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, com 65,1; Santa Rita, na Paraíba, com 60,9; e Juazeiro, na Bahia, com 55,8 mortes por 100 mil habitantes. A Bahia concentra cinco dos dez municípios presentes no topo do ranking.
Amapá é o estado mais violento
No panorama estadual, o Amapá permanece com a maior taxa de violência letal do país, registrando 42,5 mortes para cada 100 mil habitantes. Na outra ponta, Santa Catarina passou a ocupar a posição de estado menos violento, com índice de 7,6, ficando à frente de São Paulo.
O levantamento também aponta uma melhora no cenário nacional. Pela primeira vez na série histórica do anuário, o Brasil registrou uma taxa média de Mortes Violentas Intencionais inferior a 20 por 100 mil habitantes. O índice ficou em 19,1.
No Pará, embora alguns municípios ainda apresentem taxas elevadas e exijam atenção permanente do poder público, a ausência de cidades entre as dez primeiras colocações reforça a trajetória de redução da violência registrada nos últimos anos. Marituba aparece com taxa de 52,7 mortes violentas por 100 mil habitantes, enquanto Altamira registra 45,4 e Marabá, 36,8.
O cenário é bastante diferente do observado em anos anteriores, quando Altamira, Marabá e municípios da Região Metropolitana de Belém apareciam em posições mais preocupantes nos levantamentos nacionais. A melhora coincide com a adoção de uma estratégia que combina repressão qualificada ao crime organizado, investimentos em inteligência policial e políticas de prevenção social.
TerPaz influenciou no resultado
Entre as principais iniciativas está o programa Territórios pela Paz (TerPaz), desenvolvido pelo Governo do Pará em áreas marcadas historicamente pela vulnerabilidade social. Um dos pilares do programa são as Usinas da Paz, complexos públicos que concentram serviços gratuitos de saúde, educação, esporte, cultura, qualificação profissional, assistência social e cidadania.
As unidades oferecem cursos profissionalizantes, inclusão digital, apoio ao empreendedorismo e atividades destinadas principalmente a jovens e adolescentes. Os espaços também contam com equipamentos esportivos e culturais, apoio escolar, atendimento médico e odontológico, acompanhamento psicológico e ações de mediação de conflitos.
Ao ampliar o acesso da população a direitos e oportunidades, as Usinas da Paz atuam sobre fatores sociais associados à violência, sobretudo em comunidades onde jovens estão mais expostos ao aliciamento pelo tráfico e por organizações criminosas. A política preventiva complementa o trabalho das forças de segurança e contribui para fortalecer os vínculos familiares e comunitários.
A redução dos indicadores, no entanto, não elimina os desafios enfrentados pelo Pará. Os números mostram que o combate à criminalidade exige ações permanentes, integração entre os órgãos de segurança e continuidade dos investimentos sociais. A saída do estado do grupo que concentra as cidades mais violentas do país indica que essa combinação começa a produzir uma transformação significativa no cenário paraense.
Belém teve redução histórica
Belém registrou uma expressiva redução nas Mortes Violentas Intencionais (MVI) e em outros crimes violentos ao longo dos últimos anos. Historicamente apontada como uma das capitais mais perigosas do país, a cidade conseguiu deixar os rankings de liderança em letalidade no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com os dados históricos compilados pelo Fórum e pela Secretaria de Segurança Pública do Pará (SEGUP), os homicídios na capital caíram drasticamente de 877 casos em 2017 para cerca de 213 ocorrências anuais, consolidando uma queda acentuada impulsionada por investimentos em inteligência e integração policial.
Diante do recuo consistente dos crimes de sangue, o novo foco estratégico das autoridades de segurança na Região Metropolitana de Belém (RMB) passou a ser o combate aos crimes contra o patrimônio. A migração das atenções institucionais atende diretamente aos novos dados alarmantes do setor, que colocam a capital e municípios vizinhos como Ananindeua e Marituba entre as piores taxas nacionais de roubos e furtos de celulares. O planejamento operacional da polícia na RMB agora prioriza o patrulhamento em vias públicas nos horários de pico e o combate a receptadores para conter o avanço dessas infrações financeiras e patrimoniais.
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3º Open de Jiu-Jítsu de Portel reúne mais de 500 atletas e fortalece o esporte no Marajó
O 3º Open de Jiu-Jítsu de Portel – GI/NO-GI reuniu 507 atletas e consolidou o município como um dos principais destinos para competições da modalidade na região do Marajó. O evento integra a programação oficial do Festival de Verão de Portel 2026.
Do total de inscritos, 204 são atletas de Portel, demonstrando o crescimento do jiu-jítsu no município e o fortalecimento do trabalho desenvolvido por academias, professores e projetos sociais voltados à formação de novos competidores.
Além dos representantes de Portel, a competição conta com atletas dos municípios de Curralinho, Belém, Breves, Anajás, São Sebastião da Boa Vista e Ananindeua, promovendo integração entre os participantes e incentivando o intercâmbio esportivo na região.
Mais do que uma disputa por medalhas, o Open de Jiu-Jítsu reforça o esporte como ferramenta de inclusão social, disciplina e desenvolvimento de crianças, adolescentes e adultos. O evento também impulsiona o turismo esportivo e movimenta a economia local durante o Festival de Verão.
Com mais de 500 atletas inscritos, o 3º Open de Jiu-Jítsu reafirma a importância de Portel no cenário esportivo paraense e fortalece o município como sede de grandes competições na região amazônica.
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