PARÁ
Cinco casais de ararajubas foram soltas no Parque Estadual do Utinga
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Cinco casais de ararajubas foram soltas no Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”, na manhã desta terça-feira, (25). Com plumagem verde e amarela as aves passaram a sobrevoar o céu de Belém, e se juntam às 27 aves soltas no Parque na primeira etapa do projeto, somando 37 ararajubas soltas no habitat natural. A soltura faz parte da segunda etapa do projeto de “Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas em Unidades de Conservação da RMB – Belém Mais Linda!”.
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Para dar continuidade ao projeto, 11 ararajubas chegaram ao viveiro do Parque no início da tarde da segunda-feira (24). As aves foram enviadas pela Fundação Lymington, sediada em Juquitiba/São Paulo, parceira do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (IDEFLOR-Bio), que desenvolve o projeto por meio da diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBIO) do Instituto.
O projeto visa à conservação e proteção dessa espécie endêmica do bioma amazônico, ameaçada de extinção, segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN), do Ministério de Meio Ambiente e a Resolução Coema n° 54
As ararajubas que foram soltas nasceram no criadouro da Fundação Lymington, chegaram no viveiro do parque Utinga após serem aprovadas nos exames físicos, sanitários e comportamentais, para a segunda etapa do projeto. No decorrer de seis meses, foram monitoradas no viveiro de ambientação do (Peut) por biólogos do IDEFLOR-Bio e da Fundação Lymington. Durante o monitoramento as aves passaram por processo de adaptação, com treinamento de voo, defesa de predadores, exercícios para ganho de musculatura e alimentação com frutos, sementes e flores nativas.
A segunda etapa do projeto conta com o serviço de rastreamento, que será realizado por meio de rádio colar. Das dez aves soltas, cinco receberam o equipamento de monitoramento, que permitirá mapear o deslocamento dos espécimes, além de auxiliar no mapeamento da população.
A presidente do IDEFLOR-Bio, Karla Bengtson, reforça que as ararajubas são aves ameaçadas de extinção, incluídas tanto na lista estadual quanto federal. A soltura de mais dez ararajubas na natureza e a chegada de mais onze, é importante para a continuidade da segunda etapa do projeto e assim, repovoar a região metropolitana de Belém com as espécies, reforçando o compromisso do Instituto com a preservação e conservação da Biodiversidade. “Os profissionais do IDEFLOR-Bio e da Fundação Lymington, responsáveis por todo treinamento das aves, estão de parabéns, pela dedicação e comprometimento, para o sucesso do projeto”, ressaltou a presidente.
Parceria
Segundo o diretor de gestão de Biodiversidade (DGBIO), Crisomar Lobato, o IDEFLOR-Bio tem um acordo com a Fundação Lymington que é a única fundação que cria ararajubas no Brasil. “Quando contatamos que a espécie havia sido extinta na Região Metropolitana de Belém, entramos em contato através do IBAMA com a Fundação para que pudéssemos reintroduzi-las no Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna” e áreas protegidas do entorno. Nós já estamos há alguns anos com o projeto que já é um grande sucesso. As 11 ararajubas que chegaram ao Parque estão saudáveis e já estão em processo de adaptação ao nosso clima e alimentação da amazônia.
As aves são treinadas pelo biólogo Marcelo Vilarta, e aprendem a viver soltas na natureza e também a se defender dos predadores.
“Para nós, do IDEFLOR-Bio, que trabalhamos no sistema estadual de meio ambiente, é uma alegria enorme fazer isso, pois a espécie ararajuba é genuinamente paraense. Aproximadamente 80% das populações de ararajubas vivem no estado do Pará, predominantemente ao longo da rodovia Transamazônica, 10% estão no Maranhão e outros 10% no estado do Amazonas. Reintroduzir as ararajubas na região metropolitana de Belém é de uma satisfação enorme para nós. Torna-se importante salientar a dimensão desse projeto, para que a população do entorno esteja cada vez mais informada sobre o trabalho desenvolvido pelo IDEFLOR-Bio.
“É importante pra nós que elas fiquem soltas e se adaptem nos locais de onde nunca deveriam ter saído. Já existe uma geração de ararajubas belenenses soltas pelo Parque do Utinga e Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia. Poucas aves têm uma cor tão brasileira, como as ararajubas, verde e amarelo. Nós temos que fazer um trabalho de conscientização e divulgação no país inteiro para que o Brasil conheça essa espécie tão importante”, reforçou Crisomar.
Marcelo Vilarta, biólogo de campo do Projeto Ararajubas, diz que reverter os impactos ambientais e recuperar os danos sofridos pela natureza é um dos grandes desafios do século. Assim, o Projeto de Reintrodução de Ararajubas é de grande importância por representar a possibilidade de reversão de sua extinção local.
“A ave foi extinta na RMB há aproximadamente um século, devido à ocupação humana, mas agora está gradualmente se restabelecendo na mesma área através das solturas de indivíduos nascidos na Fundação Lymington ou resultados de apreensões do comércio ilegal. O processo de reintrodução é longo e ainda há muito a ser feito para que a população de ararajubas volte a ser o que já foi, mas a cada soltura nos aproximamos cada vez mais desse ideal.”, ressaltou o biólogo.
O Projeto de Reintrodução e Monitoramento das Ararajubas nas Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém teve início em 2017, com a chegada das primeiras ararajubas em agosto, ao viveiro de ambientação construído no Parque Utinga. A primeira soltura das espécies foi realizada em janeiro de 2018.
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Governo confirma edital da Seduc-PA na segunda; concurso terá mais de 2 mil vagas
O concurso da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc-PA) terá o edital publicado na próxima segunda-feira. A informação foi anunciada neste domingo (30) pela governadora Hana Ghassan, que confirmou a abertura da seleção para a rede estadual de ensino.
Ao todo, o concurso terá mais de 2 mil vagas efetivas, com oportunidades distribuídas pela rede estadual. Segundo o anúncio da governadora, as provas serão realizadas em 25 Regionais de Educação do Pará, permitindo que candidatos de diferentes regiões do estado participem da seleção sem precisar se deslocar para Belém.
A publicação do edital representa mais uma etapa de um concurso que já vinha avançando nos trâmites administrativos. Uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado instituiu a comissão responsável por acompanhar os procedimentos da seleção.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) será a banca organizadora do concurso.
Concurso terá vagas para professores
Entre as oportunidades previstas estão vagas destinadas à área da educação, incluindo cargos para professores. A seleção prevê oportunidades para o quadro efetivo da Seduc-PA.
As informações divulgadas anteriormente apontavam para 2 mil vagas, com remunerações que podem chegar a R$ 4.582,58, conforme o cargo e a jornada de trabalho.
A previsão também inclui oportunidades para Professor Indígena, com exigência de formação em nível superior e lotação no Pará.
Provas serão realizadas em 25 regionais
Uma das novidades destacadas por Hana Ghassan é a distribuição dos locais de prova. A seleção terá aplicação em 25 Regionais de Educação, abrangendo diferentes municípios paraenses.
A medida amplia o alcance do concurso e facilita a participação de candidatos que vivem no interior do estado.
O detalhamento sobre cargos, número exato de vagas, requisitos, salários, inscrições, taxas, cronograma e conteúdo das provas será conhecido com a publicação do edital na segunda-feira.
A Seduc-PA ainda deverá divulgar as orientações oficiais para os candidatos após a publicação do documento.
Concurso Seduc-PA
- Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc-PA)
- Edital: previsto para segunda-feira (31)
- Vagas: mais de 2 mil
- Banca: Fundação Getulio Vargas (FGV)
- Provas: 25 Regionais de Educação do Pará
- Remuneração prevista: até R$ 4.582,58
- Cargos: oportunidades para a rede estadual de ensino, incluindo professores
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