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Painel internacional debate rastreabilidade da pecuária garantida

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O secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Mauro O’de Almeida, participou do painel ‘Soluções para ganho de escala de práticas de baixa emissão de carbono na agropecuária brasileira’, neste sábado (06), durante o Brazil Climate Action Hub, na Conferência do Clima da ONU (COP 26), em Glasgow, na Escócia.

No painel foi debatido o papel de ferramentas para a implementação de práticas sustentáveis na agropecuária brasileira. Mauro falou sobre os desafios e diversidade econômicas e sociais do Pará, principalmente em relação ao passivo de recuperação do desmatamento. “É necessário insumos de informações tecnológicas de campo. O CAR é um instrumento vital para ter essa dimensão sobre o desafio e a solução que se apresenta. Nesse aspecto reforçamos o pessoal, melhoramos os fluxos de análise do CAR e saímos de menos de mil CARs analisados por ano para mais de 3.700 análises por mês em outubro. Vamos chegar ao final de 2021 com 50 mil CARs analisados”, informou o secretário.

O titular da Semas comentou a parceria com o CIT – Centro de Inteligência Territorial e Universidade Federal de Minas Gerais -,  que deu origem à Plataforma SeloVerde. “Falamos sobre a as iniciativas positivas em relação a cadeias produtivas e apontamos a nossa aceleração de Cadastro Ambiental Rural e da Plataforma SeloVerde, que realiza a rastreabilidade da cadeia da pecuária e que dá insumos de informações para que possamos acelerar nosso processo de análise de CAR. Foi a convite da Coalisão Clima e Floresta e do Imaflora e que foi positivo para apresentarmos o que o Estado do Pará já está fazendo. Nada é promessa ou plano, já é uma realidade no Estado do Pará”, destacou o titular da Semas.

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A SeloVerde também permite incorporar informações sobre uso da terra por diversos órgãos estaduais do Pará em um banco de dados integrado com o objetivo de se combater o desmatamento ilegal, promover a regularização fundiária e prover de um modo transparente a rastreabilidade da produção agropecuária.
Além de Mauro, participaram Juliana Lopes (Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura); Gustavo Souza (CDP América Latina); Raoni Rajão (Universidade Federal Minas Gerais); Taciano Custódio Minerva; e Isabel Garcia Drigo (Imaflora).

A partir das trocas sobre casos práticos, o painel discutiu soluções para avançar as agendas de uso da terra e da atuação de governos subnacionais para ganho de escala de ações climáticas na agropecuária.
COP 26 O evento reúne autoridades, integrantes do setor privado, representantes do governo do Pará e do governo brasileiro para discutir a relação entre a transparência, produção, investimento e comércio internacional livre de desmatamento.

Fonte: Governo PA

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Alunos da rede estadual conquistam medalhas de ouro e bronze na Olimpíada Brasileira de Astronomia

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Estudantes da rede de ensino estadual do Pará voltaram a ser destaque em competições de nível nacional. Quatro alunos da Escola Estadual Dom Aristides Pirovano, em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, foram premiados na 15ª Mostra Brasileira de Foguetes (MobFog), evento científico que ocorreu paralelamente à 24ª Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

A estudante Karla Letícia Frazão conquistou a medalha de ouro no torneio escolar, enquanto seus colegas de classe, Arielson Batista, Isabelle de Melo e Gabriel Falcão, alcançaram o bronze. A divulgação do resultado final ocorreu no dia 30 de julho deste ano, mas a cerimônia de condecoração dos ganhadores foi realizada na quinta-feira (25), próximo à unidade escolar.

De acordo com a secretária de Estado de Educação, Elieth de Fátima Braga, “a iniciação científica destes alunos, por meio dessas atividades pedagógicas, estimula a criatividade e valoriza a ciência. Agradeço pelo empenho de todo o corpo técnico, docente e a todos aqueles que fazem a Escola Estadual Dom Aristides Pirovano. Muito orgulho dos nossos alunos que, mais uma vez, fizeram com que a escola pública paraense fosse destaque nacional”.

O diretor da escola, Paulo Silva, disse que o projeto apresentado no Rio de Janeiro já era desenvolvido pela instituição, e enfatizou a importância dessa iniciativa para agregar conhecimento aos alunos e, por consequência, incentivar o estudo da astronomia.

“O projeto é de extrema importância para os nossos alunos, pois motiva que eles busquem o conhecimento astronáutico e científico. Além disso, a iniciativa fomenta o desenvolvimento de outras disciplinas necessárias ao processo de ensino-aprendizagem, para que eles possam adquirir mais experiências e estejam aptos a participar de outros campeonatos e olimpíadas em todo o País”, reiterou o diretor.

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Execução – Para a construção dos foguetes, os alunos utilizaram garrafas PET, pasta transparente, fita adesiva, cano de PVC, fio de nylon, pregos, bicarbonato de sódio, vinagre e balão. Toda a execução dos experimentos pelos estudantes contou com a supervisão das professoras Meriluce Siqueira e Úrsula Lira, responsáveis por colocar em prática as atividades pedagógicas.

Depois de montado, a partir dos objetos mencionados anteriormente, um balão com vinagre foi amarrado ao foguete. Em seguida, houve a interação com o bicarbonato de sódio, e os estudantes acoplaram o experimento à base. Após solto, um prego furou o balão com as substâncias já utilizadas, causando a reação química necessária para que a pressão dentro do foguete o fizesse voar.

Segundo a professora Meriluce Siqueira, apesar das adversidades do cenário pandêmico, os alunos abraçaram a ideia e se esforçaram para executar os projetos experimentais. “A gente levou algumas semanas para reunir os alunos aqui na escola. Em seguida, lançamos o foguete em um campo de futebol, por ser o espaço apropriado para esse tipo de atividade, e tudo isso foi muito importante, porque os alunos se preocuparam com a sua segurança e se esforçaram bastante para colocar em prática o projeto. Essa iniciativa deu tão certo que todos fizeram questão de participar da prova on-line e também do lançamento virtual do foguete, o que foi motivo de alegria”, frisou a educadora.

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A estudante do 2º ano do ensino médio Karla Siqueira, 18 anos, foi medalhista de ouro na competição, e ressaltou sua satisfação em ter participado da MobFog. Ela afirmou, ainda, que a experiência foi fantástica, e que ficou lisonjeada em alcançar a mais alta premiação.

“Foi muito bom participar do torneio. Tudo isso é uma experiência nova para mim. Gostei muito da área, é bem interessante, e fico grata por ter recebido a medalha de ouro. O lançamento do foguete foi bem legal e, desde o início, tivemos aulas práticas em sala de aula, com a supervisão das nossas professoras, e estou muito feliz de ter participado desse projeto”, garantiu.

OBA e MobFog – A Olimpíada Brasileira de Astronomia, que ocorre desde 1998, é considerada o maior torneio científico do Brasil. Durante sua realização, uma prova escrita é aplicada entre os competidores, com o objetivo de testar seus conhecimentos acerca do assunto. Já na Mostra Brasileira de Foguetes, o que antes eram só projetos são colocados em prática.

O evento é promovido anualmente pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), e reúne diversos estudantes do ensino fundamental e médio de todo o País. As inscrições para participação nas competições ocorreram no início de maio, mas os estudantes tiveram até o dia 28 do mês para lançar o foguete na 15ª Mostra Brasileira de Foguetes.

Texto: Vinícius Leal, com a colaboração de Marx Vasconcelos – Ascom/Seduc

Fonte: Governo PA

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