PARÁ
PL da Seduc que institui o programa “Escola Segura” é aprovado na Alepa
PARÁ
Nesta quarta-feira (26) a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), em Belém, aprovou a lei nº 169/2023 que institui o programa “Escola Segura” e cria o Núcleo de Segurança Pública e Proteção Escolar.
A iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), torna possível a implementação de ações para garantir a segurança, prevenir a violência escolar e reforçar o bem-estar de estudantes, docentes e demais profissionais da educação. Desde o dia 14 de abril, as escolas da rede estadual de ensino contam com o apoio de agentes da segurança pública em revezamento no três turnos e com o aplicativo “Alerta Pará Escola”, para situações emergenciais. O investimento do Estado ultrapassa R$77 milhões.
“Os episódios recentes de violência em escolas no Brasil merecem uma resposta ágil e firme por parte do Estado. A proposição legal justifica-se, em suma, pela necessidade de o Estado promover medidas a fim de garantir a segurança dos estudantes, docentes e demais profissionais da educação, prevenir a violência no âmbito escolar, assim como assegurar o bem-estar de todos os envolvidos“, disse o governador Helder Barbalho, em carta anexada no projeto aos deputados da Alepa.
Aprovado por unanimidade em sessão ordinária realizada nesta quarta-feira, o projeto de lei segue agora para sanção do Governo do Estado do Pará. O projeto nº 169/2023 já contava com voto favorável das Comissões de Educação, Segurança Pública, Fiscalização Financeira e Orçamentária e na de Constituição e Justiça, e Redação Final.
“Já estamos desenvolvendo inúmeras ações de segurança e convivência escolar com a rede. Formações, disponibilização e ampliação de psicólogos e assistentes sociais, aplicativo ‘Alerta Pará Escola’ e a presença dos agentes de segurança pública trabalhando em conjunto com as comunidades. Com a aprovação do ‘Escola Segura’, hoje, na Alepa, poderemos potencializar nossas ações e garantir maior assistência às escolas. Para termos maior resultado, precisamos principalmente da participação ativa das famílias, na identificação de comportamentos e acompanhamento da vida social e escolar de seus filhos. Estamos disponibilizando ferramentas, mas essa não é e não deve ser somente uma pauta das escolas e da segurança pública, precisamos de toda a sociedade. Vamos proteger nossas crianças”, declarou Rossieli Soares, secretário de Estado de Educação do Pará (Seduc).
“Escola Segura” – O programa “Escola Segura” é uma iniciativa do Governo do Estado que surge a partir da parceria entre as Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). A iniciativa conta com mais de mil policiais militares da ativa, que já estão contratados em jornada extraordinária, e outros 45 da reserva serão convocados para apoiar as regionais de ensino. Desde o dia 14 de abril, as escolas da rede estadual de ensino passaram a contar com o apoio da frota do programa e com o aplicativo “Alerta Pará Escola”, para apoio imediato em situações emergenciais em todas as escolas. Em 2023, os investimentos em segurança ultrapassam R$54 milhões.
A partir do programa, a Seduc estabelece o Núcleo de Segurança e Proteção Escolar com oficiais da Polícia Militar e assessor de segurança pública no órgão central para monitoramento e planejamento de ações a partir de ocorrências, assim como a definição de protocolos de ação em situações rotineiras e de crises.
A articulação conjunta contará com policiais da ativa atuando nas proximidades das escolas, com a reestruturação e reforço da Ronda Escolar e com policiais da reserva no interior das escolas, trabalhando de forma ativa e contínua em harmonia com a comunidade escolar. A disponibilização gradual dos agentes de segurança pode alcançar mil profissionais, e terá prioridade para escolas em maior vulnerabilidade. O Núcleo também contará com a integração das câmeras da Seduc e das escolas estaduais ao Centro de Operações Integradas (COI).
Aplicativo – No mesmo momento de lançamento do programa, foi anunciada a criação de um aplicativo para situações emergenciais, o “Alerta Pará Escola”. Com o aplicativo, os diretores das 898 escolas estaduais já cadastradas têm acesso facilitado e imediato à cobertura policial. Basta segurar o botão de alerta por três segundos para enviar uma notificação com todos os dados da escola, incluindo a localização precisa, para as autoridades, que rapidamente irão apurar o caso, paralelamente ao envio da viatura mais próxima da escola. O aplicativo já está em funcionamento, beneficiando mais de 300 escolas estaduais cadastradas no sistema.
Com o recurso tecnológico será possível construir um amplo banco de dados, que possibilitará ações cada vez mais aprimoradas e a definição de protocolos precisos. Nesta primeira fase, o “Alerta Pará Escola” está integrado à rede estadual de ensino, mas também foi anunciada a concessão do software para as redes municipais e particulares do Estado, o que deve ocorrer em breve.
Ação multidisciplinar – Dentro das ações do programa, o Governo do Estado já autorizou a contratação de 42 psicólogos e 42 assistentes sociais para cada Regional de Ensino, e agora anuncia a contratação e convocação de mais 300 psicólogos para atuação direta e contínua nas escolas. Essa é a maior quantidade proporcional de psicólogos na rede pública do Brasil, e representa um investimento superior a R$23 milhões. A Seduc também realizou processo seletivo simplificado para contratação de psicólogos e assistentes sociais, que já começaram a ser convocados.
Texto: Marcelo Júnior/Ascom Seduc
Fonte: Governo PA
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Embarcação com 60 búfalos naufraga em Soure e animais morrem afogados
Uma embarcação que transportava 60 búfalos naufragou em Soure, no arquipélago do Marajó, no Pará. Segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, todos os animais morreram no acidente.
A carga seria levada para Belém. Dois homens que estavam no barco conseguiram se salvar.
O naufrágio ocorreu na quinta-feira (3) e a Polícia Civil informou nesta sexta-feira (4) que a Delegacia de Soure investiga o que aconteceu. A ocorrência foi comunicada à Capitania dos Portos, que também deve apurar o caso.
Os animais eram transportados até Belém, onde seriam entregues a uma cooperativa da indústria pecuária. O transporte era feito pela embarcação denominada “Arca da Aliança”, segundo o registro policial.
De acordo com o boletim de ocorrência, os 60 búfalos foram inicialmente embarcados no cais da Fazenda São Lourenço, em Soure, por volta das 14h17. O documento informa que 40 animais pertenciam à Fazenda São Lourenço e outros 20 ao homem que registrou a ocorrência. A carga foi avaliada em R$ 250.750.
Ainda segundo o registro policial, após essa etapa do transporte, os animais seguiram em direção à Fazenda São Sebastião. Parte do trajeto foi feita a nado e outra parte por terra.
Ao chegar à região do Igarapé São Sebastião, os búfalos foram colocados na embarcação “Arca da Aliança”, contratada para realizar o transporte fluvial. Segundo o boletim, o barco começou a afundar após o embarque dos animais, por causas ainda desconhecidas.
Os dois tripulantes que estavam na embarcação conseguiram retornar à Fazenda São Sebastião, de acordo com o relato registrado na delegacia. O boletim informa que os 60 búfalos morreram e que houve perda total da carga.
Representantes dos proprietários da carga também encaminharam uma comunicação formal à autoridade marítima pedindo a apuração do acidente, preservação da embarcação e realização de inspeção e perícia. No documento, eles relatam ainda a permanência das carcaças dos animais junto à embarcação e pedem providências diante de possíveis riscos ambientais, sanitários e à segurança da navegação.
Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o que provocou o naufrágio. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.
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