PARÁ
São José Liberto é palco do lançamento da revista em quadrinhos para promover educação inclusiva
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Na tarde deste sábado, 18, o Anfiteatro Coliseu das Artes, no Espaço São José Liberto, em Belém, foi o cenário do lançamento da história em quadrinhos “Inclusão: uma Aventura Sem Igual com o Balada Kids”, do autor paraense Lucas Quaresma, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Lucas se dedica à criação de ilustrações e histórias em quadrinhos infantis para promover a conscientização e ampliar o tema da inclusão social por meio de atividades culturais. O livro infantil, lançado em formato de quadrinhos, compõe uma coleção intitulada “De Que o Mundo Precisa?”.
A programação teve o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), responsável pela gestão direta do Espaço São José Liberto (ESJL).
O público infantil marcou presença no evento e se divertiu ao som da banda Balada Kids, que, durante a apresentação, transmitiu mensagens educativas sobre o papel da sociedade em relação à inclusão. Conhecida pelo repertório lúdico e inclusivo, a banda aborda temas como aceitação, respeito e diversidade.
De acordo com a mãe de Lucas, Eliane Quaresma, esta é a 12ª história em quadrinhos lançada pelo filho. As HQs de Lucas são uma iniciativa que fala do autismo de uma forma diferente, com leveza e alegria. “Foi por meio das HQs que ele encontrou uma maneira única de abordar a temática do autismo no seu dia a dia, mostrando como vê o mundo. Há oito anos, Lucas escreve sobre sua perspectiva do mundo, mas o interesse por desenhos começou aos 4 anos de idade. Suas obras incentivam a reflexão ao revelar o potencial das pessoas com deficiência e promovem um novo olhar sobre elas”, disse Eliane
Thais Amorim, professora de Literatura e Libras da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), foi prestigiar o lançamento do livro com seu filho Davi Pereira, de 5 anos, e destacou a importância do evento, como essencial para garantir direitos, oportunidades e entender melhor as questões relacionadas ao autismo e à diversidade. Segundo ela, o livro aborda uma temática que precisa de toda a atenção da sociedade. “Como professora, defendo a inclusão em diversas perspectivas. Quando vejo um material muito bem escrito e elaborado por um autista, e prestigiamos ,estamos valorizando a inclusão. Este autista é capaz de criar uma obra maravilhosa. E eu sempre levo meu filho para que ele valorize essa produção escrita e é uma forma de também incentivar a leitura”, disse a professora.
Conforme a coordenadora de Projetos Estruturantes da Sedeme, Poliana Gualberto, o Espaço São José Liberto é uma vitrine para os produtos dos artesãos e designers paraenses nos segmentos de joias, moda, artesanato, como peças em cerâmica marajoara e tapajônica, joias paraenses, biojoias e outros materiais desenvolvidos pelas cooperativas do Estado do Pará, como chocolate e bebidas artesanais. Enfim, é um local que funciona como uma vitrine para os produtos produzidos no Pará.
Em relação à promoção da cultura, Poliana destaca que o Espaço São José Liberto é um lugar que, periodicamente, realiza atividades que valorizam a cultura e a arte paraense. “Recebemos exposições artísticas e apresentações de artistas locais. Em 2023, por exemplo, tivemos três edições de eventos musicais referentes ao poeta e escritor paraense Nego Bruno, além de atividades valorizando a cultura portuguesa, com a apresentação de uma cantora de fado. Esses são apenas alguns exemplos das iniciativas realizadas no Espaço São José Liberto, um espaço de inclusão, divulgação e promoção da cultura e dos produtos paraenses”, destacou Poliana Gualberto.
A coordenadora ressaltou que, sob a nova gestão direta pelo governo do Estado, através da Sedeme, o ESJL busca se transformar em um espaço inclusivo. “Queremos que não só os autistas, mas também outros públicos que têm poucos espaços na cidade possam conhecer e visitar o local. Temos um público composto por pessoas com dificuldades de locomoção, entre outros. Nosso objetivo, daqui para frente, é promover cada vez mais a acessibilidade desses diversos públicos ao Espaço São José Liberto”, afirmou.
Serviço:
Amanhã, domingo, 19, das 10h às 12h, o Espaço Coliseu das Artes do São José Liberto (ESJL) recebe mais uma edição do Dança Circular, coordenado pela médica e terapeuta vibracional Ana Lúcia Rubim. A atividade acontece sempre no 1º e 3º domingo de cada mês. O evento é gratuito e aberto ao público, e não é preciso saber dançar, os passos são ensinados na hora aos participantes.
Ainda no ESJL, o Museu de Gemas do Pará promove, até este domingo, a exposição “Memorial Padre Bruno: A Caminho do Emaús”, no anfiteatro da Casa do Artesão. A visita pode ser feita das 10h às 17h.
Fonte: Governo PA
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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes
O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.
Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado
Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.
Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.
Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.
Quedas aparecem em segundo lugar
As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.
No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.
Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.
Acidentes com animais também chamam atenção
O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.
O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.
Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.
Acidentes de trânsito
Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.
As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.
Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.
Mortes
O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.
As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.
As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.
Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.
O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.
A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.
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