PARÁ
Semas inscreve agricultores de Pacajá no Programa de Pagamento por Serviços Ambientais
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Na última quinta-feira (18), encerrou o evento de apresentação e inscrição ao programa de Pagamento por Serviços Ambientais, em etapa piloto com o Projeto Valoriza Territórios Sustentáveis no município de Pacajá. O evento foi realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em parceria com a Secretaria de Estado Agricultura Familiar (Seaf), Câmara dos Vereadores, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Secretaria de Habitação. O evento ocorreu nos dias 17 e 18 de julho.
A Técnica em Gestão de Meio Ambiente da Semas, Erika Veloso, esclarece que o corpo técnico das secretarias locais e representantes de associações presentes no primeiro dia do evento, puderam tirar dúvidas sobre os critérios de adesão às políticas apresentadas e também quanto à regularização ambiental.
“O objetivo do evento foi proporcionar o melhor entendimento de como essas políticas estão chegando ao município de Pacajá, bem como impulsionar o encaminhamento de inscrições de agricultores e agricultoras familiares a estas políticas. Ainda foi possível realizar uma atividade de campo, na propriedade do produtor Manoel Missias, agricultor familiar, utilizada para exemplificar aos técnicos como ocorre a confirmação das modalidades de regeneração de APP, recuperação, manutenção e conservação do Projeto Valoriza TS”, explica.
A ação teve a apresentação de políticas públicas de forma mais detalhada como: o Programa de Atuação Integrada para Territórios Sustentáveis (PTS) apresentado pela servidora Michelle Lima e o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, que está sendo positivado através do Projeto Piloto Valoriza Territórios Sustentáveis, com mobilização do corpo técnico das Secretarias Municipais, Emater e iniciativas parceiras.
O projeto da Semas tem como objetivo o incentivo à recuperação de áreas degradadas e alteradas, o que contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa, promovendo ainda regularização ambiental e fundiária, além fornecimento de serviços ambientais pelos produtores rurais, que agora passam a receber incentivos econômicos, contribuindo para o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Amazônia Agora.
O programa é voltado para o incentivo, com o pagamento a produtores rurais no valor de até R$ 2,6 mil, por hectare de propriedade, sendo 5 hectares, o máximo permitido, para incentivar ações de regeneração, recuperação, manutenção e conservação ambiental.
O agricultor familiar Manoel Messias conta como foi receber a equipe do estado em sua propriedade. “O trabalho da Semas é importante principalmente por causa do projeto chamado PSA, que eu tanto almejava há algum tempo, e graças a Deus chegou até a porta de casa. Estamos aqui hoje com esse intuito: de ouvir e tentar realmente trabalhar da maneira correta juntamente com a Semas”, diz.
No Ginásio Municipal de Pacajá foi realizada uma reunião com uma mesa de apresentação envolvendo diversas entidades do governo, tais como Incra regional Tucuruí e Altamira, Governo do Estado, com a presença da SEAF e SEMAS, instituições locais como secretarias municipais de meio ambiente, habitação e desenvolvimento econômico, representantes do sindicato dos produtores rurais, organizações como a Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP), bem como representantes da sociedade civil, para apresentação das ações, programas e projetos, que estão sendo desenvolvidos por cada entidade no município.
Ao longo da mesa, que contou com a participação do titular da Seaf, Cássio Pereira, foi apresentado também o Programa PTS e o Valoriza Territórios Sustentáveis a todos os agricultores e agricultoras familiares presentes. Ao final do evento, foi ofertado o atendimento individualizado aos agricultores familiares para esclarecimento de dúvidas e consultas da situação ambiental de suas propriedades.
Dorival Lima, vice-presidente da Casa Família Rural de Pacajá, afirma que o município necessita de programas com esse intuito. “Não tem outro caminho, é o convencimento de dizer que o sustentável não quer dizer que ele não é rentável, que ele não é ambientalmente correto, que ele pode ser produtivo e que ele pode ser rentável para o agricultor. Eu acredito que o programa visa mostrar isso, que o governo está com as portas abertas. Eu parabenizo a Semas por estar abrindo essa porta para os agricultores, para que eles possam se regularizar e produzir com quantidade e qualidade para ter rentabilidade para a família”, afirma.
Texto: Vinícius Silva – Ascom Semas
Fonte: Governo PA
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Embarcação com 60 búfalos naufraga em Soure e animais morrem afogados
Uma embarcação que transportava 60 búfalos naufragou em Soure, no arquipélago do Marajó, no Pará. Segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, todos os animais morreram no acidente.
A carga seria levada para Belém. Dois homens que estavam no barco conseguiram se salvar.
O naufrágio ocorreu na quinta-feira (3) e a Polícia Civil informou nesta sexta-feira (4) que a Delegacia de Soure investiga o que aconteceu. A ocorrência foi comunicada à Capitania dos Portos, que também deve apurar o caso.
Os animais eram transportados até Belém, onde seriam entregues a uma cooperativa da indústria pecuária. O transporte era feito pela embarcação denominada “Arca da Aliança”, segundo o registro policial.
De acordo com o boletim de ocorrência, os 60 búfalos foram inicialmente embarcados no cais da Fazenda São Lourenço, em Soure, por volta das 14h17. O documento informa que 40 animais pertenciam à Fazenda São Lourenço e outros 20 ao homem que registrou a ocorrência. A carga foi avaliada em R$ 250.750.
Ainda segundo o registro policial, após essa etapa do transporte, os animais seguiram em direção à Fazenda São Sebastião. Parte do trajeto foi feita a nado e outra parte por terra.
Ao chegar à região do Igarapé São Sebastião, os búfalos foram colocados na embarcação “Arca da Aliança”, contratada para realizar o transporte fluvial. Segundo o boletim, o barco começou a afundar após o embarque dos animais, por causas ainda desconhecidas.
Os dois tripulantes que estavam na embarcação conseguiram retornar à Fazenda São Sebastião, de acordo com o relato registrado na delegacia. O boletim informa que os 60 búfalos morreram e que houve perda total da carga.
Representantes dos proprietários da carga também encaminharam uma comunicação formal à autoridade marítima pedindo a apuração do acidente, preservação da embarcação e realização de inspeção e perícia. No documento, eles relatam ainda a permanência das carcaças dos animais junto à embarcação e pedem providências diante de possíveis riscos ambientais, sanitários e à segurança da navegação.
Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o que provocou o naufrágio. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.
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