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Sespa recomenda atenção aos sintomas suspeitos de doença de Chagas

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Transmitida por insetos conhecidos como barbeiros, a doença de Chagas tem seu dia lembrado nesta terça-feira (14). Nesse sentido, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) alerta a população sobre a importância de saber prevenir a doença, cuja maior possibilidade de infecção se dá pela ingestão de alimentos contaminados pelas fezes do Tripanosoma cruzy, devido à falta de controle de higiene e de cuidados no momento do processamento.

A doença de Chagas é transmitida pelo barbeiro infectado que, ao picar uma pessoa sadia, deposita fezes contaminadas no ferimento, permitindo a entrada do parasito Trypanosoma cruzi na corrente sanguínea (transmissão vetorial).

Na fase aguda, os principais sintomas são dor de cabeça, febre, cansaço, edema facial e dos membros inferiores, taquicardia, palpitação e dor no peito e falta de ar. Como os sintomas iniciais parecem com o de outras doenças, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para atendimento médico para fazer os exames.

O diagnóstico precoce é fundamental nos casos de doença de Chagas, pois quanto mais tempo leva para o paciente iniciar o tratamento, mais danos o parasita Trypanosoma cruzi causa no organismo, principalmente no coração e no sistema digestivo.

“Um paciente com suspeita da doença precisa comparecer na Unidade Básica de Saúde, ser logo notificado e imediatamente encaminhado para exame e início do tratamento”, explica o coordenador do Programa de Controle da Doença de Chagas pela Sespa, Eder Monteiro. Assim, o paciente com Chagas recebe medicamento específico por dois meses e permanece sob acompanhamento pelo período de cinco anos na atenção básica municipal e, quando necessário, por especialista cardiologista, infectologista e gastroenterologista.

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Recomendações como essas já fazem parte de conteúdos repassados por diversas capacitações feitas pela Coordenação Estadual do Programa de Controle da Doença de Chagas, que correspondem ao papel da Sespa nesse fluxo, que é o de apoiar os municípios com assessoria técnica, por meio de treinamento de profissionais, para que a rede de atendimento esteja articulada e funcione da melhor forma possível, o que garante diagnóstico oportuno e tratamento imediato aos casos notificados.

“Além desses treinamentos, intensificados a partir de 2019, damos apoio aos municípios nas ações de prevenção da doença, tanto na atenção básica e nas escolas municipais, como também em ações educativas para produtores de açaí e treinamentos para batedores da fruta sobre as boas práticas na manipulação de alimentos”, complementa Eder.

Em março, aconteceu em Belém uma Oficina de Alinhamento para a elaboração do Plano de Prevenção de Surtos de Doença de Chagas no Estado do Pará, feita em parceria com o Ministério da Saúde, e que dinamizou os esforços da secretaria na estruturação de estratégias específicas em municípios prioritários e integração entre diversas áreas da saúde e outros setores. Isso já resultou na capacitação de mais de 600 profissionais e na redução significativa de casos e óbitos relacionados à doença no Estado.

Essas providências ainda incluem ajuste de fluxo para atendimento dos casos suspeitos e confirmados; reuniões técnicas on-line para orientação e discussão dos surtos; webconferências com os coordenadores dos Centros Regionais de Saúde e representantes da Vigilância Epidemiológica, interpretação do diagnóstico laboratorial fluxo de abastecimento da medicação para o tratamento específico e a importância da completitude das notificações na investigação dos casos.

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Nesse contexto, a Sespa também tem colaborado com uma série de iniciativas do governo do Estado, por meio da parceria da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) com instituições como o Ministério Público e a Universidade Federal do Pará (UFPA), em favor do aperfeiçoamento de práticas e inovações que permitam a garantia de qualidade do açaí vendido ao consumidor.

Atualmente, o Pará é o responsável por cerca de 80% das ocorrências da doença de Chagas no Brasil. Foram registrados 494 casos de Doença de Chagas Aguda em 2024, com seis óbitos e 512 casos em 2025, com oito óbitos. Em 2026, no período de 1º de janeiro até 11 de abril, foram confirmados 97 casos, com quatro óbitos.

A Sespa informa, ainda, que 89% dos casos ocorrem por transmissão oral (alimentos contaminados) 53% dos afetados são do sexo feminino, 50% dos casos são registrados em área periurbana, 24,3% zona rural e 24,3% zona urbana.

Para controlar os casos de doença de Chagas em municípios prioritários, a Sespa, por meio da Coordenação Estadual de Doença de Chagas e Vigilância Sanitária Estadual, tem realizado ações específicas em parceria com as Prefeituras Municipais e com o apoio do Ministério Público do Estado. “Devido às notificações estarem sendo feitas com mais tempo hábil, mais de 90% dos casos confirmados no Pará melhora da doença sem intercorrências”, enfatiza Eder Monteiro.

 

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Com apoio da Emater, escola de Melgaço vai receber alimentos produzidos por agricultoras

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Agricultoras familiares da Associação de Mulheres da Ilha Grande do Pacajaí (AMAIGP), do município de Portel, no Arquipélago do Marajó, vão fornecer para a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMFM) Junior Viegas, no município de Melgaço, R$ 290 mil em alimentos para a merenda escolar. A proposta, apresentada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), foi aprovada em abril, beneficiando cerca de 1.400 alunos.

Após a aprovação, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)/ Superintendência Regional da Conab no Pará, a Associação pode iniciar a entrega dos produtos relativos ao Termo de Pactuação da Agricultura Familiar (TPAF), no valor de R$ 290 mil, com vigência de 24 meses.

Protagonismo – Para a presidente da AMAIGP, Geovana da Silva, a parceria com a Emater vai além da entrega de alimentos, via Conab. “Nós estamos falando de geração de renda dentro das próprias comunidades, de fortalecimento da agricultura familiar e, principalmente, de garantir que alimentos de qualidade, produzidos por mãos ribeirinhas, cheguem até a mesa dos estudantes. Esse processo valoriza diretamente o protagonismo das mulheres agricultoras, que historicamente sempre contribuíram com a produção de alimentos, mas nem sempre tiveram esse espaço de visibilidade e comercialização”, ressaltou.

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Segundo ela, fazer parte de uma associação composta só por mulheres, com mais de 50 associadas, é motivo de orgulho, por conquistar o acesso a políticas públicas que agregam dignidade à comunidade. “Ser uma das associações contempladas nos enche de orgulho, porque mostra que estamos no caminho certo, organizadas, produzindo com responsabilidade e contribuindo com a segurança alimentar da nossa região. Essa parceria fortalece não só a nossa Associação, mas toda a comunidade”, completou.

Acesso a produtos de qualidade – O chefe do Escritório Local da Emater em Breves, Jocimar Mendonça, disse que os alunos da escola municipal vão receber produtos de alta qualidade, produzidos pelas agricultoras da AMAIGP, como farinha de mandioca, açaí, abóbora, limão, laranja, batata-cará, batata-doce e farinha de tapioca.

Ele informou que um dos objetivos da Emater é garantir acesso a políticas públicas que promovam dignidade, transformação social e segurança alimentar, melhorando a qualidade de vida na região.

“A Associação foi contemplada para receber esse valor em troca do fornecimento dos produtos à escola. Vale ressaltar que é a primeira vez que uma proposta é aprovada diretamente entre associação e escola, por meio da Conab. As mulheres irão entregar os alimentos e, após a unidade de ensino confirmar o recebimento, o valor é liberado à Associação. Foi um projeto feito por nós, da Emater, e nos enche de orgulho e satisfação poder ajudar a transformar as vidas dessas mulheres, e também garantir segurança alimentar às crianças, com alimentos feitos com qualidade”, reiterou Jocimar Mendonça.

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