BELÉM
Carteira de vacinação para inglês ver no Terminal Hidroviário
TE CONTEI
A seletividade para cobrança da carteira de vacinação contra a Covid-19 impressiona em Belém, onde a apresentação do documento e utilização de máscara facial ainda são obrigatórias. Acontece, que isso não é cumprido, nem cobrado, por todos.
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Não se entra na Estação das Docas, o cartão postal queridinho da Capital e que é concedido para uma Organização Social, sem que se apresente o documento. A cobrança, acertadamente, é rígida.
A poucos metros dali, no Terminal Hidroviário de Belém “Luiz Rebelo Neto”, administrado pela Companhia de Portos Hidroviários, a cobrança não existe, seja para entrar no local ou para embarcar em qualquer um dos barcos. Nem CPH nem as empresas parecem se preocupar com a pandemia, que ainda não acabou.
Aliás, dentro das lanchas climatizadas, a maior preocupação é com a temperatura e não com a saúde. É proibido abrir, minimamente, a janela para circular o ar.
Infelizmente, a rigidez não é a mesma para cobrar a utilização da máscara dentro das embarcações.
TE CONTEI
O alerta que veio de Campinas e precisa ecoar em Portel sobre o futuro do Futebol
O recente debate realizado durante o Congresso Brasileiro de Clubes 2026 acendeu um sinal de alerta para todo o esporte nacional. Especialistas, gestores e lideranças foram diretos: o futuro do esporte brasileiro está em risco se a base não for prioridade.
Mas essa não é uma realidade distante.Ela está presente em cada município do Arquipélago do Marajó.
Enquanto grandes centros discutem milhões em investimentos, na realidade marajoara o desafio é ainda maior: falta estrutura, continuidade, logística adequada e políticas públicas sólidas que enxerguem o esporte como ferramenta estratégica de transformação social.
Sem base, não há futuro
O principal recado do congresso foi claro: não existe alto rendimento sem base estruturada.
E no Arquipélago do Marajó, essa verdade se repete diariamente.
De Portel a Melgaço, Breves e passando por Curralinho e São Sebastião da Boa Vista, projetos esportivos sobrevivem graças ao esforço de professores, voluntários e lideranças comunitárias.
São escolinhas, clubes amadores e iniciativas sociais que resistem mesmo diante da ausência de investimentos consistentes.
Mas até quando isso será suficiente?
O risco do abandono silencioso
O que está em jogo no Marajó não é apenas o surgimento de atletas.
É algo muito maior:
* A proteção de jovens em áreas de alta vulnerabilidade
* A construção de valores como disciplina, respeito e coletividade
* A criação de perspectivas reais de futuro
Quando o esporte é negligenciado, o que se perde não é só talento — é uma geração inteira de oportunidades.
Desigualdade regional no esporte
Outro ponto levantado no congresso foi o impacto das decisões políticas e econômicas sobre o esporte.
E aqui está um dos maiores desafios do Arquipélago do Marajó: a desigualdade regional.
Muitas decisões são tomadas longe da Amazônia, sem considerar as dificuldades logísticas, o isolamento geográfico e a realidade socioeconômica dos municípios marajoaras.
O resultado é conhecido: menos acesso, menos investimento e menos oportunidades.
O caminho para o Marajó
Se o alerta veio de fora, a resposta precisa nascer dentro do próprio Marajó.
É necessário:
* Criar políticas públicas regionais para o esporte
* Integrar municípios em competições e projetos estruturados
* Investir em infraestrutura esportiva básica
* Apoiar e fortalecer quem já atua na base
O esporte pode — e deve — ser uma das principais ferramentas de transformação social na região.
Conclusão
O alerta foi dado em Campinas, mas ecoa nos campos de terra, nas beiras de rio e nas comunidades de todo o Arquipélago do Marajó.
A pergunta que fica é simples e urgente:
Vamos continuar assistindo à desigualdade… ou vamos construir, juntos, um novo futuro para o esporte marajoara?
Idinor Ferreira
Secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo de Portel
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