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11 cidades no Brasil para viajar na primavera

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11 cidades no Brasil para viajar na primavera
Maurício Brum

11 cidades no Brasil para viajar na primavera

Com a proporção continental do Brasil, as estações do ano acabam se manifestando de formas diferentes ao longo das regiões. A própria primavera vai da floração marcante na região sul, sudeste e centro-oeste, passando pelo clima seco do nordeste e as chuvas fortes no norte.

A boa notícia é que não faltam opções de bons destinos no Brasil durante essa estação. Por isso, separamos aqui 11 destinos em boa hora para visitar na primavera:

1. Holambra (SP)

Com as marcas da imigração holandesa presentes em toda cidade, Holambra não poderia deixar de ser referência em floricultura. Localizada no interior paulista, a 130 km da capital, o município abriga a Expoflora (maior feira do gênero na América Latina), que terminou no último dia 30 de setembro. Mas a cidade continua sendo um bom programa com suas várias plantações que permitem a visitação do público, com destaque para o Bloemen Park , que além de tudo é pet-friendly.

Crisântemos no Rancho Raízes, Holambra, São Paulo, Brasil
Crisântemos no Rancho Raízes, Holambra, São Paulo, Brasil Estufas Abertas/Divulgação

A visita a Holambra também é uma boa oportunidade para conhecer e apreciar a cultura da Holanda através da culinária e dos museus espalhados pela cidade.

+ Veja um guia de Holambra

2. Nova Petrópolis (RS)

Da mesma forma que a cidade paulista, Nova Petrópolis também tem um festival com a temática primaveril que terminou no dia 22 de setembro, a Frühlingsfest, com atrações relacionadas ao folclore e à cultura da cidade, além de ter o ambiente decorado com belíssimas flores colhidas no horto de Nova Petrópolis.

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Natureza e preservação das raízes germânicas dão o tom dos passeios por Nova Petrópolis Sabrina Schuster/Secretaria de Turismo de Nova Petrópolis/Divulgação

Diferente do festival, essa decoração natural não vai embora tão cedo. A Praça das Flores segue deslumbrante, além de abrigar outras atrações, como o Labirinto Verde. Vale também dar um pulo no Parque Aldeia do Imigrante. A cidade fica a 100 km de Porto Alegre e funciona bem com a dobradinha Gramado e Canela.

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+ Veja um guia de Nova Petrópolis

3. Joinville (SC)

Não é só de praias que vive Santa Catarina. A maior cidade do estado (superando em população até a capital Florianópolis) recebe anualmente a Festa das Flores , que este ano ocorre de 12 a 17 de novembro. Além do festival, a cidade conta com o Parque dos Hemerocallis (ou, simplesmente, Hemero) onde é possível conhecer uma plantação com 18 mil girassóis – além de outras variedades de flores.

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Vista aérea do Parque Hemero Visite Hemero/Divulgação

Outra boa pedida da cidade é a visita ao Mirante do Morro da Boa Vista , que tem um percurso até o topo pelo meio da mata. O visual lá do alto é belíssimo.

4. Campos do Jordão (SP)

Apesar de famosa pelo inverno, a cidade repleta de parques também é uma ótima opção na estação das flores. O Parque Estadual Campos do Jordão é um dos mais completos, com espaço para piqueniques, arvorismo, tirolesa e diversas trilhas. Para quem quer um passeio mais tranquilo, o Parque Amantikir ou o Parque das Cerejeiras são um colírio para os olhos. O Bosque do Silêncio é a escolha ideal para quem quer unir paisagem e relaxamento.

No entanto, se você quer levar os filhos para viverem uma aventura, as melhores opções são o Tarandu ou o Parque Capivari . Ou se quiser uma novidade, não perca o incrível Parque Bambuí, que ainda por cima é pet-friendly.

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+ Veja um guia de Campos do Jordão

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5. Cunha (SP)

A primavera é uma das melhores épocas para conhecer as paisagens naturais de Cunha , situada a cerca de 200km da capital paulista. A região se destaca pelas suas trilhas, cachoeiras e plantações de lavanda. A fauna e a flora típicas da Mata Atlântica e o relevo montanhoso também são cartões-postais do município, que fica na divisa entre a Serra da Bocaina e a Serra do Mar.

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Lavandário de Cunha Marco Antonio Leonel Caetano/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Em tempos primaveris, dois dos principais pontos turísticos da cidade são O Lavandário e o Contemplário , campos floridos destinados à pesquisa e cultivo da lavanda e de outras ervas aromáticas. Nesses espaços, também são destilados óleos essenciais e desenvolvidos produtos artesanais.

+ Veja um guia completo de Cunha

6. Gramado (RS)

No município mais badalado da Serra Gaúcha, a chegada da estação das flores torna as paisagens ainda mais encantadoras. As temperaturas amenas fazem com que esse seja o melhor período para curtir ao ar livre e conhecer as ruas gramadenses, repletas de hortênsias, flores típicas da região.

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Pedalinhos no Lago Negro, em Gramado (RS) Yeuxpapilon/Wikimedia Commons

Uma visita ao Lago Negro, com direito a passeio de pedalinhos e piquenique, pode ser uma boa pedida. A Igreja São Pedro, a Rua Torta e a Praça das Etnias são outros pontos que ficam ainda mais belos na primavera. Em 2024, a estação ainda será cenário para o Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado , que ocorre de 10 a 20 de outubro, e na sequência já emenda com o maior evento da Serra Gaúcha, o Natal Luz, que começa no dia 24 de outubro.

+ Veja um guia de Gramado

7. João Pessoa (PB)

À medida que a primavera desponta, a capital paraibana vai ganhando cores. Além de contar com dias ensolarados e temperaturas amenas, quase não chove e o tempo costuma seguir nessa toada até janeiro.

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Considerado um dos mais arborizados do país, o município reúne diversas áreas verdes, imperdíveis em qualquer roteiro de primavera, com destaque para o Jardim Botânico Benjamin Maranhão e o Parque Solon de Lucena . A presença de ipês coloridos, árvores frutíferas e plantas nativas, como a corticeira-do-banhado, tornam esse o período ideal para contemplar a biodiversidade de João Pessoa. Ainda que muita gente busque a capital paraibana pelo que ela tem de melhor, que são as praias.

+ Veja um guia de João Pessoa

8. Curitiba (PR)

Na capital paranaense , a primavera é, sem dúvida, a estação mais encantadora do ano. Os ipês espalhados pela chamada “Cidade Verde” colorem as ruas com diferentes tons de roxo, amarelo e rosa. Entre seus diversos parques e bosques , uma atração imperdível, ainda mais nessa época do ano, é o Jardim Botânico de Curitiba, que é inspirado no paisagismo francês.

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Jardim Botânico de Curitiba, Paraná
Jardim Botânico de Curitiba Halley Pacheco de Oliveira/Wikimedia Commons

Na entrada, já é possível contemplar um belo tapete de flores, que se estende até a estufa. Esse “palácio de vidro” abriga plantas nativas da Mata Atlântica. Além disso, há o Jardim das Sensações, que abre de terça a domingo e reúne 50 espécies de diferentes cores, aromas e texturas. As trilhas ecológicas, o Museu Botânico , o jardim de ervas medicinais e o bosque de araucárias também são grandes atrativos.

+ Veja um guia de Curitiba

9. Foz do Iguaçu (PR)

Outubro costuma ser o mês mais chuvoso em Foz do Iguaçu e 2023 está aí para comprovar: há um ano a vazão das cataratas chegou a ser 16 vezes maior que o fluxo normal. Ainda assim, Foz é um destino que cai bem o ano inteiro, mas vale ficar de olho na previsão e quem sabe deixar a viagem para novembro. Nesse período, também pode acontecer de abrirem as comportas de Itaipu, o que torna a visita à hidrelétrica mais interessante.

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Cataratas do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil
Uma das Sete Maravilhas da Natureza, as Cataratas do Iguaçu agora podem ser visitadas ao amanhecer Nilmar Fernando/Divulgação

Um adicional interessante e recente são os passeios dentro do parque nacional que podem ser feitos ao nascer do Sol, no fim de tarde, na lua cheia e também de bicicleta; saiba mais .

+ Veja um guia sobre Foz do Iguaçu

10. Blumenau (SC)

A cidade faz parte do Vale Europeu de Santa Catarina, então apresenta aquela arquitetura característica, recheada de casas enxaimel e valorizando muito o plantio de flores. Uma boa representação disso é o Parque Ramiro Rüdiger, um lugar muito tranquilo, florido e perfeito para passeios a pé.

Vila Germânica, Blumenau, Santa Catarina, Brasil
A Vila Germânica recebe os principais eventos de Blumenau, incluindo a Oktoberfest Daniel Zimmermann/Divulgação

Se você busca algo mais agitado e festivo, Blumenau entrega muito já que a cidade abriga na primavera a maior Oktoberfest do Brasil . O festival de origem alemã é regado a muita cerveja, música e alegria, combinando perfeitamente com o clima de primavera.

+ Veja um guia de Blumenau

11. São Francisco de Paula (RS)

Essa é mais uma charmosa cidade gaúcha que não poderia ficar fora da lista. Também chamado de São Chico , o município serrano abriga o maior parque de flores das Américas: o Mátria . Com 50 hectares, o lugar reúne cerca de 10 milhões de plantas de 300 espécies diferentes. Cada um de seus 30 jardins possui um conceito único, baseado na individualidade e na beleza da botânica.

Um dos destaques da temporada é o túnel de glicínias que conta com 102 metros de flores lilases. Embora o famoso Festim de Primavera já tenha ocorrido em meados de setembro, vale visitar o parque para contemplar seus belos cenários, experimentar as delícias do Mátria Restobar , fazer um piquenique ao ar livre e andar de barco.

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Fonte: Turismo

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Uma jornada de amor e fé pelas montanhas de São Paulo e Minas Gerais

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Inspirado no tradicional Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho da Fé nasceu para estruturar e dar suporte aos milhares de peregrinos que realizam a jornada rumo ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo. A marca oficial da trilha traz o contorno da clássica pegada de bota abraçando a imagem estilizada de Nossa Senhora Aparecida, simbolizando o turismo religioso e a união entre caminhos espirituais.

Considerando todas as suas ramificações, o Caminho da Fé possui uma extensão total de 2.500 quilômetros, entre as regiões de planície no centro do estado de São Paulo e as áreas de serra de Minas Gerais. O ramal “principal” conta com 320 quilômetros, geralmente percorridos em cerca de 12 dias de expedição. Desse total da rede, aproximadamente 400 quilômetros atravessam as montanhas da Serra da Mantiqueira, alternando entre trilhas de terra, bosques e trechos de asfalto. 

Inserida no bioma Mata Atlântica, a rota atinge pontos de até 1.024 metros de altitude. Essa diversidade de ambientes garante uma ampla oferta de atrativos, com paradas em mirantes e picos, além de excelentes oportunidades para a observação de aves e da fauna nativa. Durante a jornada, o peregrino cruza dezenas de Unidades de Conservação como os Parques Estaduais de Águas da Prata, Campos do Jordão e Porto Ferreira, além de diversas Áreas de Proteção Ambiental, como as da Serra da Mantiqueira, Sapucaí-Mirim, Ibitinga e Bacia do Rio Paraíba do Sul. 

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Experiência do viajante 

Em média, quem opta por fazer o roteiro a pé caminha de 25 a 30 quilômetros por dia, enquanto os ciclistas costumam cobrir cerca de 60 quilômetros diários, variando conforme o preparo físico de cada um.

Ao passar por dezenas de municípios paulistas e mineiros, a trilha impulsiona fortemente o turismo de base comunitária. A presença constante de viajantes estimula o desenvolvimento econômico e social de pequenas cidades e vilarejos. O visitante vivencia autênticas experiências rurais e visita cidades históricas, compreendendo a simplicidade e o acolhimento dos pontos de apoio e das hospedagens, o que propicia uma rica integração cultural entre os moradores locais e peregrinos de todas as partes do Brasil e do mundo.

Como chegar 

A organização prévia é uma das chaves para o sucesso na travessia. Como o caminho é dividido em vários ramais com características próprias, o roteiro pode ser desenhado com base nos dias disponíveis e no modal escolhido. O percurso tem como um de seus marcos iniciais a cidade de Águas da Prata (SP), mas as opções de começo abrangem diversas outras cidades.

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Quem vem de estados mais distantes pode desembarcar em qualquer aeroporto da capital paulista ou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. A partir dos grandes terminais rodoviários, como o do Tietê (SP) ou o da capital mineira, basta seguir de ônibus para a cidade do interior escolhida para iniciar a jornada. É recomendado simular o roteiro previamente e contatar os locais de hospedagem com antecedência.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, têm mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca, inserindo um desenho próprio que a represente, dentro do formato de pegada.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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