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México: como é a celebração do Dia dos Mortos

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México: como é a celebração do Dia dos Mortos
Lucca Bessa

México: como é a celebração do Dia dos Mortos

Todo dia 1 e 2 de novembro, caveiras, esqueletos, flores, velas e oferendas tomam conta das ruas e cemitérios do México em homenagem aos que já se foram. Trata-se do Dia de los Muertos (Dia de Finados), uma das mais importantes festas da tradição mexicana que já foi retratada de diversas formas: em murais (inclusive de Diego Rivera) , pinturas, literatura e até mesmo na animação da Pixar Viva – A Vida é uma Festa , que foi sucesso de bilheteria.

Inicialmente uma festa indígena, o Dia de los Muertos passou a agregar elementos da fé católica após a colonização espanhola. Desde então, as tradições são diversas: é comum, por exemplo, que se leve aos túmulos daqueles que se foram os seus pratos favoritos. As oferendas são formas de lembrar pessoas queridas e evocar seus espíritos para um dia de celebração no mundo dos vivos. Nas culturas pré-hispânicas, a morte não é uma separação ou rompimento, mas uma etapa da vida.

As celebrações costumam ser repletas de cores: crianças se fantasiam com roupas típicas e máscaras ou pinturas imitando caveiras. Músicos cantam as canções preferidas daqueles que se foram e dos que estão lá para celebrar também. Em suma: uma celebração dos mortos e da vida!

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A origem do Dia de Los Muertos

O Dia de los Muertos tem origem em tradições Toltecas e Aztecas que acreditavam que a alma daqueles que se foram voltavam uma vez ao ano para reencontrar os amigos e parentes vivos. Com a colonização espanhola, as celebrações foram mantidas e rearranjadas para os dias de todos os santos e finados — tradicionais festejos católicos.

As imagens mais famosas do Dia dos Mortos são as simpáticas caveiras coloridas, além de La Catrina — personagem do artista José Guadalupe Posada —, associada à deusa asteca Mictecacíhuatl, esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos.

Quando acontece o Dia de Los Muertos

As festas do Dia de los Muertos acontecem anualmente nos dias 1 e 2 de Novembro. O primeiro dia é chamado de Día de los Inocentes (dia dos inocentes) ou Día de los Angelitos (dia dos anjinhos), e são especialmente dedicados à memória das crianças. O segundo é efetivamente o Día de Los Muertos , quando ocorrem as maiores paradas e celebrações.

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Onde celebrar o Dia de Los Muertos

As festas ocorrem por todo o México, mas algumas são maiores ou mais conhecidas. Na Cidade do México , por exemplo, ocorre o Desfile de Alebrijes, no qual milhares de mexicanos vão às ruas vestidos com as tradicionais pinturas de caveiras e carregando representações dos alebrijes: figuras coloridas de animais místicos, produzidos por artesãos especialmente para a parada.

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Na cidade de Mérida , 300 km a leste de Cancún , mais de 5o mil pessoas são esperadas para as procissões chamadas de Paseo de las Animas (caminhada das almas) em as pessoas carregam uma vela e caminham do cemitério até o centro da cidade, realizando uma série de homenagens e oferendas pelo caminho.

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Fonte: Turismo

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Conjunto Moderno da Pampulha: um marco da arquitetura brasileira reconhecido pela Unesco

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Na capital mineira, Belo Horizonte, a Lagoa da Pampulha emoldura um dos marcos mais revolucionários da história da arquitetura mundial. Inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco em 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha foi concebido entre 1940 e 1943 e representa o nascimento de uma identidade arquitetônica genuinamente brasileira, unindo arte e paisagismo.

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o complexo integrou o uso do concreto armado a painéis de azulejos de Candido Portinari, esculturas de Alfredo Ceschiatti e jardins tropicais do paisagista Roberto Burle Marx.

Reconhecimento

A Unesco concedeu o título de Patrimônio Mundial ao Conjunto Moderno da Pampulha por ser um testemunho das artes e da arquitetura do século 20. O projeto introduziu novas formas ao movimento moderno internacional, ao flexibilizar as linhas retas da época em favor das curvas no concreto.

O reconhecimento destaca a integração entre as edificações e o espelho d’água da lagoa artificial, criando uma “cidade-jardim” onde arquitetura, artes plásticas e paisagismo conversam em perfeita harmonia. A Pampulha serviu também como um verdadeiro laboratório de ideias que, anos mais tarde, inspiraria a construção de Brasília – outro ícone brasileiro reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco. Confira AQUI.

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O que fazer

Entre os principais atrativos do Conjunto Moderno da Pampulha estão:

  • Igreja de São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha): mais famoso cartão-postal da capital, destaca-se pelo seu formato ondulado e linhas curvas, pelos jardins de Burle Marx e pelo impressionante painel externo em azulejos azuis, pintado por Candido Portinari.

  • Museu de Arte da Pampulha (MAP): o primeiro edifício do conjunto a ser concluído surpreende pelo jogo de espelhos, transparências e mármores, abrigando exposições e eventos culturais.

  • Casa do Baile: em uma ilha artificial conectada por uma ponte, destaca-se pela marquise que contorna o espelho d’água. É o atual Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design.

  • Iate Tênis Clube: projetado para a prática de esportes náuticos, possui arquitetura que remete à estrutura de um barco.

  • Casa Kubitschek: antiga residência de férias de JK, projetada por Niemeyer, com jardins de Burle Marx, hoje é aberta à visitação como museu.

Como chegar

O Conjunto Moderno da Pampulha fica na Zona Norte de Belo Horizonte (MG), a cerca de 10 quilômetros do centro da capital.

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Para quem chega de avião, o ponto de acesso principal é o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins), a cerca de 30 quilômetros da Pampulha. O deslocamento, a partir do aeroporto ou da região central, pode ser feito de carro ou ônibus executivos pelas avenidas Antônio Carlos e Pedro I.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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