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Niterói: Parque da Cidade entrega a melhor vista do Rio

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Niterói: Parque da Cidade entrega a melhor vista do Rio
Maurício Brum

Niterói: Parque da Cidade entrega a melhor vista do Rio

Que a “melhor coisa de Niterói é a vista para o Rio” é uma simplificação e tanto, mas tem seu fundo de verdade. O ápice dessa “maldade” é a vista estonteante que se tem do alto do Parque da Cidade para a Baía de Guanabara. Que vista, senhores!

O local no alto do Morro da Viração faz parte de um dos setores da área de preservação ambiental conhecido como Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT) e a crista do morro serve como divisor entre as bacias hidrográficas de Guanabara e das Lagunas de Piratininga e Itaipu.

Vista privilegiada no Parque da Cidade

No alto do Parque da Cidade é possível ter uma visão panorâmica da Baía de Guanabara, da laguna de Piratininga e das praias oceânicas de Niterói. A vista também alcança as montanhas, como o Pão de Açúcar, o Corcovado e a Pedra da Gávea. Em abril de 2024 foram concluídas obras de melhorias para revitalizar o paisagismo local do parque e melhorar a acessibilidade dos espaços de contemplação e de voo. São dois mirantes que também funcionam como rampas de voo livre: um virado para baía de Guanabara e outro para o trecho oceânico de Niterói.

​No Morro da Viração, a cereja do bolo é o Parque Bistrô , um bar e restaurante que oferece uma boa carta de cafés e outras bebidas para apreciar junto com a vista. A subida pelo Parque é íngreme, então, se você procura o local pelo lazer e não pela prática esportiva, a dica é subir de carro e estacionar ao longo da estrada. Ir de carro de aplicativo é fácil, mas a volta nem tanto porque os motoristas que costumam aceitar as corridas já estão pela área. Considere descer a pé, que todo santo ajuda.

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Passeios de parapente são atração Nuno Lopes/Pixabay

Diversidade de trilhas garante a emoção

Se você planeja uma visita ao Parque da Cidade com mais emoções elas estão garantidas nas trilhas com diferentes níveis de dificuldade. Entre as mais frequentadas estão a Trilha do Bosque dos Eucaliptos – que termina nas ruínas de um antigo posto de vigia (ou atalaia) do exército português construído no século 18 – e a Trilha da Pedra do Santo Inácio – que resulta em um dos mirantes que servem como ponto de voo para saltos de parapente.

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Para organizar o melhor passeio de acordo com seus interesses, vale conferir antes o Guia de Trilhas disponibilizado pela Prefeitura de Niterói.

Para aqueles que buscam rotas para a prática de downhill, o parque também possui a Travessia Waimea, à esquerda da rampa de voo com vista para a Região Oceânica. Já os saltos de parapente podem ser contratados no próprio local de voo ou antecipadamente com os operadores do salto e custam a partir de R$ 350,00. O Parque da Cidade funciona de terça a domingo, das 7h às 18h, com entrada gratuita.

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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