AGRONEGÓCIO
Brasil e União Europeia negociam acordo para evitar perdas de até US$ 2 bilhões nas exportações de proteína animal
AGRONEGÓCIO
O governo brasileiro intensificou as negociações com a União Europeia para evitar impactos nas exportações de produtos de origem animal, após a decisão do bloco de restringir o acesso de itens brasileiros ao seu mercado. A medida pode gerar perdas estimadas em até US$ 2 bilhões por ano para o setor de proteína animal.
Entenda a crise entre Brasil e União Europeia no comércio de carnes
Durante encontro do G7, realizado em 16 de junho, representantes do Ministério da Agricultura e da DG Santé, órgão de saúde e segurança alimentar da União Europeia, avançaram em uma nova rodada de negociações.
O foco das discussões é a criação de mecanismos de controle e comprovação do uso de substâncias permitidas na produção animal destinada à exportação.
Segundo nota do Palácio do Planalto, ambas as partes demonstraram disposição para construir soluções que atendam às exigências sanitárias e industriais europeias, sem comprometer os interesses comerciais do Brasil e os avanços do acordo Mercosul–UE.
UE suspende habilitações e acende alerta no agronegócio brasileiro
A crise teve início após a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco.
A restrição foi oficializada em 5 de junho e deve entrar em vigor em 3 de setembro, afetando:
- Carne bovina
- Carne de frango
- Carne suína
- Carne equina
- Pescado
- Mel
- Tripas
De acordo com a União Europeia, o Brasil não teria apresentado informações suficientes para atender às exigências previstas no Regulamento Europeu 2019/6 e no Regulamento Delegado 2023/905, especialmente relacionadas ao uso de antimicrobianos e riscos de resistência microbiana.
Impacto pode chegar a US$ 2 bilhões por ano
O setor de proteína animal estima que o fechamento parcial do mercado europeu pode gerar perdas próximas de US$ 2 bilhões anuais.
Mesmo com a abertura do canal de diálogo, exportadores demonstram preocupação com o curto prazo até a entrada em vigor da medida e a ausência de definição sobre eventual revisão da decisão.
Especialistas alertam para efeito em cadeia no agronegócio
Para o sócio-diretor do Banco Fiscal, Pedro Schuch, o cenário representa um dos episódios mais relevantes para o comércio exterior brasileiro nos últimos anos.
Ele destaca que o impacto vai além das exportações diretas de carne:
“A produção de carne afeta toda uma cadeia de negócios interdependentes, incluindo a demanda por ração e grãos como milho.”
Schuch também lembra que o Brasil já enfrentou restrições semelhantes no passado e avalia que o momento exige atuação diplomática intensa para evitar prejuízos maiores.
Comércio exterior brasileiro enfrenta cenário de pressão simultânea
O especialista chama atenção para um contexto mais amplo de desafios recentes:
- aumento de tarifas em outros mercados relevantes
- novas barreiras sanitárias na União Europeia
- restrições a diferentes produtos do agronegócio
Segundo ele, o cenário atual exige resposta coordenada para preservar a competitividade internacional do Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de proteína animal.
Mercado europeu segue estratégico para o agronegócio brasileiro
Apesar das restrições, a União Europeia permanece como um dos principais destinos da proteína animal brasileira.
Em 2025, os resultados foram expressivos:
- Carne bovina: US$ 1,048 bilhão (128 mil toneladas)
- Carne de frango: US$ 762 milhões (230 mil toneladas)
- Carne suína: US$ 2,3 milhões (542,8 toneladas)
Já no acumulado de janeiro a março de 2026, o Brasil exportou US$ 508,7 milhões em proteínas animais para o bloco, somando 116,5 mil toneladas.
Perspectiva do setor
Os números reforçam a relevância estratégica do mercado europeu para o agronegócio brasileiro. O avanço das negociações será decisivo para definir o impacto real das restrições e o futuro do fluxo comercial entre Brasil e União Europeia no setor de proteína animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Leilão da GAP Genética movimenta R$ 3,3 milhões e avalia cavalo Crioulo em R$ 2,5 milhões
O mercado de cavalos Crioulos voltou a registrar forte valorização no Sul do país. O Remate dos Sonhos II, promovido pela GAP Genética, alcançou média geral de R$ 97 mil por lote e movimentou cerca de R$ 3,3 milhões neste domingo (14), em Uruguaiana (RS).
O evento, realizado de forma presencial, contou com a condução da Trajano Silva Remates e reuniu compradores do Brasil, Uruguai e Paraguai, reforçando a demanda internacional pela genética da raça Crioula.
Cota de 10% do garanhão GAP São Pedro é vendida por R$ 250 mil
O principal destaque do leilão foi o garanhão GAP São Pedro, que teve uma cota de 10% comercializada por R$ 250 mil. Com base na negociação proporcional, o cavalo foi avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões, consolidando-se como um dos animais mais valorizados do mercado atual da raça Crioula.
O resultado reforça o posicionamento da GAP Genética no desenvolvimento de animais de alta performance morfológica e funcional, com forte apelo em pistas e provas da modalidade.
Genética de alto padrão impulsiona disputa entre compradores
Segundo o diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, a oferta apresentada reuniu animais com histórico consistente de desempenho em competições e forte planejamento genético.
De acordo com ele, o leilão confirmou a firmeza do mercado para animais de elite, com disputa ativa entre criadores e investidores.
“São animais muito bem planejados, que vêm acumulando resultados importantes em pista. O mercado está muito firme e com grande demanda. Foram 34 lotes com média próxima de R$ 100 mil”, destacou.
O dirigente também ressaltou a presença de compradores internacionais e a consistência dos resultados da GAP Genética em eventos e competições da raça.
Machos alcançam até R$ 200 mil e fêmeas chegam a R$ 155 mil
Entre os machos inteiros, o destaque foi GAP Senhor, vendido por R$ 200 mil, registrando o maior valor da categoria.
A média dos machos ficou em R$ 66.590,00, refletindo o interesse por animais com potencial esportivo e reprodutivo.
Nas fêmeas, o destaque foi GAP Soraia, negociada por R$ 155 mil, enquanto a média do segmento atingiu R$ 93.166,00.
Já as cotas comercializadas registraram média de R$ 141.250,00, com o maior valor concentrado na participação de GAP São Pedro.
Mercado do cavalo Crioulo segue em alta e atrai investidores
O desempenho do Remate dos Sonhos II reforça a valorização contínua do cavalo Crioulo no mercado de genética de elite, impulsionado pela demanda de criadores, investidores e competidores.
A combinação entre seleção genética, desempenho em pista e reputação de criatórios consolidados tem sustentado preços elevados e fortalecido o segmento no cenário nacional e internacional.
Com média elevada e forte disputa entre compradores, o leilão da GAP Genética confirma o momento positivo do setor e a consolidação do cavalo Crioulo como ativo de alto valor no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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