AGRONEGÓCIO
DATAGRO lança novo indicador do boi gordo no Rio Grande do Sul e amplia cobertura do mercado pecuário
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O mercado pecuário do Rio Grande do Sul está prestes a ganhar uma nova referência para formação de preços. A DATAGRO anunciou que está em fase final de desenvolvimento do Indicador do Boi DATAGRO para o mercado gaúcho, ampliando a cobertura do indexador que já opera em nove importantes estados produtores do país.
A iniciativa foi impulsionada pela mobilização da Associação Brasileira de Angus, por meio do Programa Carne Angus Certificada, e será oficialmente apresentada no dia 9 de junho, durante a sexta etapa do circuito Indicador do Boi DATAGRO na Estrada 2026, que acontecerá na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre.
Novo indicador busca retratar a realidade da pecuária gaúcha
Segundo o líder da Área de Pecuária da DATAGRO, João Figueiredo, o trabalho de construção do novo indicador está em fase avançada, com coleta e validação de informações junto a frigoríficos e pecuaristas do estado.
“O Indicador do Boi DATAGRO chegará ao mercado gaúcho muito em breve. Estamos reunindo e conferindo dados para garantir um índice que represente fielmente a dinâmica local do mercado”, destaca.
Atualmente, o indicador já está presente em São Paulo, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Tocantins, consolidando-se como uma das principais referências de preços da pecuária nacional.
Evento reunirá produtores, frigoríficos e especialistas do setor
A edição gaúcha do Circuito Indicador do Boi na Estrada contará com apoio oficial da B3 e apoio institucional da Associação Brasileira de Angus, por meio do Programa Carne Angus Certificada.
Além da apresentação do novo indexador, o encontro promoverá debates sobre as perspectivas da pecuária para 2026, estratégias de comercialização futura na bolsa e tendências de mercado que impactam produtores e indústrias.
A programação também prevê a participação de representantes do Banco Pine, Nova Futura Investimentos, Genial Investimentos, Supera Invest | Necton Investimentos, Probeef/Cargill e Mitsubishi Motors, ampliando as discussões sobre gestão de risco, mercado financeiro e oportunidades para a cadeia pecuária.
Troca de informações fortalece a competitividade da cadeia
Para o diretor do Programa Carne Angus Certificada, Wilson Brochmann, o evento representa uma importante oportunidade para aproximar diferentes elos da cadeia produtiva e promover o compartilhamento de experiências entre pecuaristas de diversas regiões.
Segundo ele, a troca de informações e indicadores de mercado contribui para decisões mais assertivas e para o fortalecimento dos negócios em toda a cadeia da carne bovina.
O gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, reforça que a parceria com a DATAGRO busca ampliar o acesso a informações estratégicas capazes de elevar a eficiência e a competitividade da pecuária brasileira.
Ao final do encontro, os participantes poderão participar de uma degustação de cortes de Carne Angus Certificada fornecidos pelo frigorífico Minerva.
Indicador do Boi DATAGRO ganha relevância no mercado financeiro
Criado em 2019, o Indicador do Boi DATAGRO tornou-se uma das principais referências para precificação do boi gordo no Brasil. O índice é construído a partir de uma base auditada de informações coletadas junto a pecuaristas e frigoríficos distribuídos em mais de mil municípios brasileiros.
A ferramenta acompanha uma parcela significativa do mercado, abrangendo mais de 60% do volume de abates realizados no país.
Desde 2025, o indicador passou a ser utilizado como índice oficial para liquidação dos contratos futuros de boi gordo negociados na B3, fortalecendo a conexão entre os mercados físico e financeiro e aumentando a transparência nas operações da cadeia pecuária.
Com a chegada ao Rio Grande do Sul, a expectativa é ampliar ainda mais a representatividade do indicador e oferecer aos agentes do setor uma ferramenta alinhada às particularidades da pecuária gaúcha.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Sorgo avança no MATOPIBA e se consolida como alternativa estratégica para enfrentar desafios climáticos
O sorgo está deixando de ser uma cultura complementar para assumir papel cada vez mais estratégico no agronegócio brasileiro. Impulsionado pela necessidade de adaptação às mudanças climáticas, pela busca por maior estabilidade produtiva e pelo crescimento da demanda por sistemas agrícolas mais eficientes, o cereal vem ampliando sua presença nas áreas agrícolas do MATOPIBA — região que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O potencial da cultura foi destaque na segunda edição do Momento Sorgo+, evento promovido pela Sementes Oilema em Barreiras (BA), que reuniu cerca de 200 participantes entre produtores rurais, pesquisadores, consultores e representantes do setor agropecuário.
Durante o encontro, especialistas discutiram tendências de mercado, desafios climáticos e os avanços da genética aplicada ao sorgo, reforçando o papel da cultura como uma das principais alternativas para reduzir riscos produtivos em regiões sujeitas a déficit hídrico.
Mudanças climáticas ampliam importância do sorgo
A crescente ocorrência de eventos climáticos extremos tem levado produtores a buscarem culturas mais resilientes e capazes de manter bons níveis de produtividade mesmo sob condições adversas.
Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, o Dr. Flávio Dessaune destacou que o sorgo reúne características que o posicionam como uma das culturas mais promissoras para as próximas décadas.
Segundo ele, a elevada capacidade de adaptação, aliada à estabilidade produtiva, torna o cereal uma ferramenta importante para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
A resistência ao estresse hídrico e a eficiência no uso da água fazem do sorgo uma alternativa especialmente atrativa para regiões onde as chuvas são mais irregulares, cenário cada vez mais comum em diversas áreas agrícolas do Brasil.
MATOPIBA lidera expansão da cultura
Considerada uma das principais fronteiras agrícolas do país, a região do MATOPIBA tem apresentado forte crescimento no cultivo de sorgo, especialmente como opção para a segunda safra.
Com janelas de plantio frequentemente marcadas por menor disponibilidade de água, o cereal surge como uma solução capaz de reduzir riscos sem comprometer a rentabilidade das propriedades.
Para Paulo Levinski, executivo comercial da Sementes Oilema, o sorgo não deve ser visto como concorrente do milho, mas como uma cultura complementar dentro do planejamento agrícola.
Segundo ele, a adoção do cereal permite ampliar a segurança produtiva, melhorar o aproveitamento das áreas agrícolas e gerar novas oportunidades de renda para os produtores.
Segunda safra impulsiona oportunidades
O avanço do sorgo também está relacionado à sua capacidade de se encaixar em sistemas produtivos cada vez mais intensivos e eficientes.
Produtores que já utilizam a cultura relatam ganhos importantes em estabilidade produtiva e diversificação de receitas. É o caso de Alan Juliani, agricultor que cultiva sorgo em sucessão à soja há mais de uma década.
Segundo ele, o sucesso da cultura está diretamente ligado ao planejamento adequado, ao posicionamento correto dentro da janela de plantio e ao manejo eficiente do solo.
A experiência reforça uma das principais mensagens debatidas durante o evento: o potencial do sorgo está associado não apenas à genética, mas também à adoção de boas práticas agronômicas.
Demanda deve continuar crescendo
A perspectiva para os próximos anos é de fortalecimento do mercado de sorgo no Brasil.
Especialistas apontam que a busca por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e resiliência climática deverá impulsionar o consumo do cereal tanto para alimentação animal quanto para outras aplicações industriais.
Além disso, a expansão da produção de proteínas animais no Brasil continua sustentando a demanda por grãos destinados à formulação de rações, segmento em que o sorgo ganha espaço como alternativa competitiva ao milho.
Cultura fortalece sustentabilidade no agronegócio
O crescimento do sorgo acompanha uma tendência global de desenvolvimento de sistemas agrícolas mais adaptados às novas condições climáticas.
Com menor exigência hídrica, elevada estabilidade produtiva e capacidade de integração em diferentes modelos de produção, o cereal vem se consolidando como uma ferramenta estratégica para garantir segurança alimentar, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
Ao investir em pesquisa, genética e transferência de conhecimento, iniciativas como o Momento Sorgo+ reforçam o papel da inovação no fortalecimento de uma cadeia produtiva que ganha importância crescente dentro do agronegócio nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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