AGRONEGÓCIO
Desinformação ameaça marcas e negócios e amplia preocupação de empresas com reputação digital
AGRONEGÓCIO
A desinformação deixou de ser um problema restrito ao ambiente político e passou a representar um risco crescente para empresas, marcas e instituições. O avanço das fake news e das narrativas enganosas no ambiente digital foi tema central do ABMRA Ideia Café, promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, que reuniu especialistas do Instituto Ethos e do NetLab para discutir os impactos da desinformação sobre reputação, confiança e resultados corporativos.
O encontro destacou que o fenômeno evoluiu nos últimos anos e hoje já é considerado uma ameaça econômica global, afetando diretamente a credibilidade das empresas, o comportamento dos consumidores e a integridade das informações que circulam nas plataformas digitais.
Fake news deixam de ser debate político e passam a afetar negócios
Na abertura do evento, o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, afirmou que o tema está alinhado à missão da entidade de fortalecer a comunicação no agronegócio e no ambiente empresarial.
Segundo os especialistas presentes, a desinformação se transformou em uma atividade estruturada economicamente, capaz de manipular comportamentos, monetizar audiência e gerar impactos diretos sobre empresas de diferentes setores.
Para a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e fundadora do NetLab, Marie Santini, a política funcionou inicialmente como um laboratório para compreender o fenômeno, mas os efeitos atualmente atingem toda a economia.
Segundo ela, a confiança é um dos principais ativos do mercado e a desinformação atua justamente no enfraquecimento desse elemento central para empresas, consumidores e instituições.
Desinformação afeta reputação, consumo e ambiente corporativo
Os pesquisadores explicaram que a desinformação não se limita à circulação de notícias falsas. O processo envolve a construção de narrativas que geram dúvidas sobre informações legítimas, comprometem a credibilidade institucional e direcionam usuários para ambientes digitais monetizados por publicidade, golpes ou manipulação de comportamento.
De acordo com o pesquisador do NetLab, Márcio Borges, os reflexos econômicos são diretos para o setor empresarial.
Segundo ele, ataques à confiança comprometem relações comerciais, reputação corporativa e até a legitimidade das marcas diante dos consumidores. O especialista destacou ainda que empresas frequentemente têm suas marcas utilizadas em golpes digitais, anúncios falsos e esquemas de fraude online.
Coalizão empresarial busca combater avanço da desinformação
A preocupação crescente com os impactos econômicos das fake news motivou a criação da Coalizão Empresarial contra a Desinformação, iniciativa liderada pelo Instituto Ethos em parceria com entidades empresariais e com apoio técnico do NetLab.
O movimento conta também com apoio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica e Interfarma.
Lançada em abril deste ano, a coalizão pretende mobilizar lideranças empresariais, mapear riscos e desenvolver diretrizes voltadas ao fortalecimento da integridade informacional no ambiente corporativo.
Segundo a gestora de projetos do Instituto Ethos, Marcela Greco, o objetivo é transformar o debate sobre desinformação em ações práticas para empresas e organizações.
A iniciativa prevê a elaboração de um documento de referência com diagnósticos, recomendações e boas práticas para o setor empresarial brasileiro, que deverá ser apresentado em fóruns internacionais sobre integridade da informação.
Brasil lidera consumo de notícias nas redes sociais
Um dos dados que mais chamaram atenção durante o encontro foi o levantamento apresentado pelo NetLab sobre hábitos de consumo de informação em 21 países.
Segundo o estudo, cerca de 80% dos brasileiros utilizam redes sociais como principal fonte de notícias e informações, colocando o Brasil na liderança global nesse tipo de consumo.
Ao mesmo tempo, o país aparece na última posição em capacidade de identificar conteúdos falsos entre as nações analisadas, evidenciando elevada vulnerabilidade à desinformação digital.
Na avaliação dos especialistas, a combinação entre alto consumo de conteúdo nas plataformas digitais e dificuldade de verificação das informações cria um ambiente favorável à disseminação de narrativas enganosas, com impactos sobre marcas, instituições e empresas.
Publicidade digital também entra no debate
Outro ponto abordado no encontro foi o papel da publicidade programática no financiamento indireto de ambientes que propagam conteúdos enganosos.
Segundo os pesquisadores, o modelo automatizado de distribuição de anúncios digitais pode levar empresas a financiarem sites e canais de baixa credibilidade sem conhecimento direto sobre onde suas campanhas estão sendo exibidas.
A falta de transparência nos sistemas de publicidade digital foi apontada como um dos principais desafios para anunciantes, plataformas e reguladores, ampliando a preocupação do mercado com segurança de marca e integridade informacional.
Com o avanço da desinformação além do campo político, especialistas avaliam que o tema deve ganhar espaço cada vez maior nas estratégias corporativas de comunicação, reputação e gestão de risco.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do trigo segue firme no Sul com oferta restrita e expectativa de maior importação
O mercado de trigo no Sul do Brasil mantém cenário de preços firmes diante da oferta restrita, da baixa disponibilidade de trigo de qualidade e das incertezas em relação à próxima safra. A avaliação é da TF Agroeconômica, que aponta tendência de aumento das importações e possível alinhamento das cotações internas aos preços internacionais nos próximos meses.
No Rio Grande do Sul, os valores da safra velha continuam avançando de forma gradual. Os moinhos elevaram as indicações para entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada CIF para trigo padrão, sem características de branqueador ou melhorador. No mercado FOB, as referências giram em torno de R$ 1.330 para junho, R$ 1.350 para julho e R$ 1.370 para agosto.
Segundo a consultoria, a redução de área destinada ao cereal no estado é considerada ampla, influenciada pela escassez de sementes e pela menor adoção de tecnologia nas lavouras. Esse cenário tende a limitar a oferta futura e dar sustentação aos preços, embora possa ocorrer pressão pontual durante dezembro em caso de concentração de colheita.
Em Santa Catarina, o custo do frete continua sendo o principal fator de diferença nas negociações. O trigo catarinense passou a ser negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. Já o produto vindo do Paraná aparece entre R$ 1.320 e R$ 1.350, enquanto o trigo branqueador do Rio Grande do Sul registra pedidas entre R$ 1.350 e R$ 1.450 por tonelada.
A expectativa de menor produção nacional, combinada à redução de área plantada e ao menor investimento tecnológico, deve ampliar a necessidade de importações ao longo da temporada. Para os analistas, esse movimento pode beneficiar produtores que mantiveram o cultivo do cereal nesta safra.
No Paraná, a escassez de matéria-prima de melhor qualidade segue sustentando os preços em níveis elevados. Negócios recentes foram registrados a R$ 1.350 por tonelada na região central do estado, R$ 1.400 FOB no Norte e R$ 1.450 CIF na região de Curitiba.
Apesar das cotações firmes, o mercado continua travado em algumas regiões. Produtores seguem retraídos, aguardando preços mais altos, enquanto os moinhos demonstram resistência aos atuais níveis de negociação, mesmo diante da diminuição das ofertas mais competitivas.
Com menor oferta doméstica e demanda ativa da indústria, o mercado brasileiro de trigo deve continuar operando com viés sustentado no curto prazo, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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