PARÁ
Governo apresenta projeto sobre equidade étnico-racial e de gênero no serviço público
PARÁ
O Governo do Estado apresentou, nesta quarta-feira (27), o projeto inicial “Censo de Equidade Étnico-Racial e de Gênero dos Servidores do Estado do Pará”, que visa desenvolver as estratégias para o levantamento de dados que embasem políticas públicas voltadas à igualdade e equidade entre servidores públicos estaduais.
O evento foi realizado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), por meio da sua Escola Superior da Advocacia Pública (ESAP), em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Secretaria de Planejamento e Administração (Seplad), Secretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado (Prodepa) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), no auditório Edgar Olyntho Contente, na sede da PGE, em Belém.
Com o tema “Letramento sobre Indicadores de Diversidade e Inclusão no Serviço Público Estadual”, a programação destacou a importância da produção de dados para subsidiar políticas públicas mais representativas, eficientes e alinhadas às diferentes realidades da sociedade paraense.
“Para chegar ao censo e aos resultados que ele pode trazer, precisamos entender o porquê, para quê e como esses dados poderão ser aplicados concretamente. Muitas vezes existe a percepção de que, porque todos prestam o mesmo concurso e recebem o mesmo salário, não há desigualdade no serviço público. E isso é um grande engano. Para gerir bem uma instituição e, também, ser espelho para o restante da administração pública, é preciso desenvolver ações dessa magnitude e discutir temas que são sensíveis, mas extremamente necessários”, reforçou a procuradora-geral adjunta Administrativa, Carla Nazaré Jorge Melém.
A iniciativa integra as ações implementadas no âmbito do Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial, movimento coordenado pelo TCE, para fomentar ações que promovam a equidade no Pará, por meio da colaboração entre as mais de 60 instituições participantes, incluindo debates sobre diversidade, inclusão e produção de indicadores voltados à formulação de medidas institucionais no contexto da administração pública estadual.
Mapeamento – A proposta do “Censo de Equidade Étnico-Racial e de Gênero dos Servidores do Estado do Pará” ainda está em fase inicial de construção e tem como objetivo subsidiar o desenvolvimento de uma iniciativa mais ampla voltada ao levantamento de dados sobre diversidade no serviço público estadual.
A ideia é mapear informações relacionadas ao perfil étnico-racial, de gênero e de inclusão entre servidores e colaboradores do Poder Executivo Estadual, permitindo ao Estado compreender melhor a realidade institucional e fortalecer ações e estratégias voltadas à promoção da equidade, representatividade e valorização das diferenças na administração pública.
“Sem dados, ficamos apenas no campo da percepção. E percepção não gera política pública. Dados e informações geram mudanças concretas. Quanto mais diversas são as instituições, maior é a capacidade de inovação, criatividade e compreensão das realidades da sociedade”, complementou a Presidente da Comissão de Diversidade Racial do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (IBDA) e membro do Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial, Daiesse Jaala.
A proposta de Censo constitui instrumento estratégico voltado ao mapeamento sistemático e integrado do perfil étnico-racial, de gênero e de diversidade dos servidores e colaboradores do Poder Executivo Estadual, fornecendo base de dados confiável para subsidiar a formulação, monitoramento e avaliação de políticas de gestão de pessoas com foco na equidade.
Programação – O evento, desta quarta-feira, contou com a palestra “Mapear para Incluir: a importância do Censo de Equidade Étnico-Racial e de Gênero no Serviço Público”., ministrada pela da presidente da Comissão de Diversidade Racial do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (IBDA), Daiesse Jaala.
Após palestra, o procurador do Estado Ibraim Rocha, membro do Comitê da Diversidade e Equidade da PGE, apresentou os eixos temáticos iniciais da proposta de Censo estadual e, em seguida, ocorreu o painel “Case de Sucesso: a experiência da Sefa na implantação do Censo Interno”, conduzido por Cristina Viana, diretora da Escola Fazendária, e Paulo Victor Squires, analista fazendário.
Durante a mesa de abertura, o Subsecretário de Administração Tributária da Sefa, Eli Sósinho, ressaltou a importância da igualdade no atendimento à população. “Devemos servir à sociedade em pé de igualdade com todos. Todos merecem ser tratados com igualdade, respeitando suas escolhas e compreendendo que vivemos em uma sociedade múltipla e diversa”, afirmou.
O evento reuniu gestores e titulares de órgãos públicos do Poder Executivo Estadual, além de agentes que atuam nas áreas de gestão de pessoas, assistência social, qualidade de vida, equidade e saúde ocupacional.
A secretária adjunta de Gestão de Pessoas da Seplad, Iris Alves Miranda Negrão, ressaltou que a construção do projeto passa pelo diálogo e pela escuta dos servidores. “O censo vem para ouvir as pessoas. Inclusão também é escuta. Estamos muito felizes em participar desse processo de promoção da equidade dentro do serviço público estadual”, disse.
O secretário de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Miriquinho Batista, também destacou a relevância do debate sobre inclusão e acesso no serviço público. “Quando vamos para a sociedade, encontramos pessoas que muitas vezes sequer compreendem o próprio papel dentro dela. Os órgãos públicos precisam estar presentes nesse debate. Não devemos economizar inteligência quando tratamos de equidade e inclusão”, finalizou.
Fonte: Governo PA
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Dois meses depois, sumiço de bebê no Pará continua cercado de mistério
Dois meses após o desaparecimento de José Arthur, o caso continua sem resposta e mantém aberta uma investigação cercada por sigilo, angústia e cobranças por esclarecimento. O menino, que tinha 1 ano e 6 meses, desapareceu na noite de 26 de março, na Vila Peruana, próximo ao Assentamento Lourival Santana, na zona rural de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará, município localizado a cerca de 650 quilômetros de Belém.
Segundo a Polícia Civil, José Arthur estava brincando na área externa da residência onde morava com a família, ao lado da irmã, de uma prima e de uma amiga, quando desapareceu. Desde então, nenhum vestígio da criança foi encontrado.
O cenário onde o menino sumiu reúne áreas de vegetação, rio e a passagem de uma rodovia federal, o que ampliou a complexidade das buscas realizadas logo nos primeiros dias. Para tentar localizar a criança, uma força-tarefa reuniu equipes do Corpo de Bombeiros, moradores da região, cães farejadores, drones e mergulhadores. Apesar da mobilização e das varreduras feitas em diferentes pontos da área rural, as buscas não chegaram a uma resposta concreta.
Família busca apoio jurídico e cobra respostas
A falta de respostas prolonga a dor da família. Dois meses depois do desaparecimento, a mãe de José Arthur, Geiciara Souza Gonçalves, afirmou ao site Bebê Mamãe, do portal R7, continuar sem informações sobre o paradeiro do filho e relata que a espera tem sido marcada pela ansiedade e pela incerteza.
Geiciara também afirmou que a rotina da família mudou desde o desaparecimento. Segundo ela, o sofrimento afeta não apenas a mãe, mas também os irmãos da criança.
“Tem dias que eu não consigo dormir, dias que não consigo comer porque eu penso nele, sem saber onde ele está, com quem possa estar. Meu filho de 8 anos também sofre com a falta dele”, relatou.
Em meio à falta de respostas e diante da demora por novidades na investigação, a família decidiu reforçar a busca por esclarecimentos. Recentemente, Geiciara anunciou a contratação do advogado criminalista Elisson Araújo, que passa a acompanhar o caso e cobrar informações sobre o andamento das investigações.
Segundo o advogado, o trabalho será voltado para buscar esclarecimentos junto às instituições responsáveis e garantir apoio à família na busca por respostas.
A Polícia Civil reforça que qualquer informação que possa ajudar nas investigações pode ser repassada de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181. Enquanto isso, o caso José Arthur permanece sem desfecho público, mantendo viva a mobilização em Eldorado do Carajás e aumentando a pressão por respostas sobre um desaparecimento que segue sem solução dois meses depois.
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