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Mercado de café inicia semana com cautela; Bolsa de Nova York sobe e dólar recua no Brasil

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O mercado brasileiro de café começa a semana com ritmo moderado de negociações, refletindo um cenário de cautela entre produtores e compradores. A valorização dos contratos futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e a queda do dólar frente ao real criam forças opostas na formação dos preços, levando agentes do setor a negociarem apenas volumes pontuais e conforme necessidades imediatas de caixa.

A expectativa é de continuidade do comportamento observado nos últimos dias, marcado por baixa liquidez e comercialização seletiva, principalmente em lotes de qualidade inferior.

Mercado físico registra poucos negócios e preços mais fracos

Na última sexta-feira (5), o mercado físico apresentou movimentação reduzida. A queda das cotações internacionais ao longo da semana anterior, somada ao feriado recente, limitou o interesse dos compradores e manteve os produtores afastados das vendas.

No Sul de Minas Gerais, principal região produtora de café arábica do país, o café bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.570 e R$ 1.580 por saca, recuando em relação aos valores anteriores, que variavam de R$ 1.580 a R$ 1.590.

No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.590 e R$ 1.600 por saca, também registrando leve queda frente aos preços observados na sessão anterior.

Já na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica tipo rio manteve estabilidade, sendo negociado entre R$ 1.150 e R$ 1.160 por saca.

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Entre os cafés robusta (conilon), o movimento foi de desvalorização. Em Vitória (ES), o conilon tipo 7 ficou entre R$ 915 e R$ 920 por saca, enquanto o tipo 7/8 foi negociado entre R$ 905 e R$ 910, ambos abaixo dos níveis registrados anteriormente.

Estoques certificados da ICE voltam a cair

Outro fator que segue no radar dos investidores é a redução dos estoques certificados de café nos armazéns credenciados pela ICE Futures. Em 5 de junho de 2026, o volume disponível somava apenas 19.504 sacas de 60 quilos, uma queda diária de 6.659 sacas.

A redução dos estoques monitorados pela bolsa norte-americana reforça a percepção de oferta mais ajustada no mercado global e tende a oferecer sustentação às cotações futuras do café arábica.

Bolsa de Nova York opera em alta

Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE registram valorização nesta segunda-feira. O vencimento julho de 2026 avança 0,44%, negociado a 247,60 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar da recuperação observada no início da semana, o mercado vem de uma sessão negativa. Na sexta-feira, o mesmo contrato encerrou o pregão cotado a 246,50 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,26%.

Dólar mais fraco reduz competitividade das exportações

No mercado cambial, o dólar comercial opera em queda de 0,19%, sendo negociado ao redor de R$ 5,14. O movimento acompanha o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior, refletido pela queda do Dollar Index para a faixa dos 99,90 pontos.

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Para o setor cafeeiro, a valorização do real tende a limitar ganhos no mercado interno, uma vez que reduz a competitividade das exportações brasileiras e impacta diretamente a formação dos preços pagos ao produtor.

Bolsas globais e petróleo influenciam sentimento dos mercados

O ambiente financeiro internacional apresenta sinais mistos. As bolsas asiáticas encerraram o pregão em forte queda, com destaque para o Japão, que recuou 3,85%, e para a China, com baixa de 1,70%.

Na Europa, os principais índices operam sem direção única. Frankfurt e Paris registram perdas moderadas, enquanto Londres apresenta leve valorização.

Já o petróleo avança mais de 1%, com o barril do WTI para julho negociado acima de US$ 91,50. A alta da commodity energética mantém a atenção dos mercados em relação aos riscos inflacionários globais, fator que pode influenciar o comportamento das moedas, das commodities agrícolas e dos fluxos financeiros internacionais.

Perspectiva para o mercado de café

A tendência para os próximos dias é de continuidade da cautela no mercado físico brasileiro. Enquanto a valorização dos contratos futuros em Nova York oferece suporte às cotações, a fraqueza do dólar limita repasses para os preços internos.

Com a colheita avançando em importantes regiões produtoras e os estoques certificados internacionais em queda, o mercado segue monitorando o equilíbrio entre oferta e demanda, fator que será determinante para o comportamento dos preços do café ao longo das próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sorgo avança no MATOPIBA e se consolida como alternativa estratégica para enfrentar desafios climáticos

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O sorgo está deixando de ser uma cultura complementar para assumir papel cada vez mais estratégico no agronegócio brasileiro. Impulsionado pela necessidade de adaptação às mudanças climáticas, pela busca por maior estabilidade produtiva e pelo crescimento da demanda por sistemas agrícolas mais eficientes, o cereal vem ampliando sua presença nas áreas agrícolas do MATOPIBA — região que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O potencial da cultura foi destaque na segunda edição do Momento Sorgo+, evento promovido pela Sementes Oilema em Barreiras (BA), que reuniu cerca de 200 participantes entre produtores rurais, pesquisadores, consultores e representantes do setor agropecuário.

Durante o encontro, especialistas discutiram tendências de mercado, desafios climáticos e os avanços da genética aplicada ao sorgo, reforçando o papel da cultura como uma das principais alternativas para reduzir riscos produtivos em regiões sujeitas a déficit hídrico.

Mudanças climáticas ampliam importância do sorgo

A crescente ocorrência de eventos climáticos extremos tem levado produtores a buscarem culturas mais resilientes e capazes de manter bons níveis de produtividade mesmo sob condições adversas.

Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, o Dr. Flávio Dessaune destacou que o sorgo reúne características que o posicionam como uma das culturas mais promissoras para as próximas décadas.

Segundo ele, a elevada capacidade de adaptação, aliada à estabilidade produtiva, torna o cereal uma ferramenta importante para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

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A resistência ao estresse hídrico e a eficiência no uso da água fazem do sorgo uma alternativa especialmente atrativa para regiões onde as chuvas são mais irregulares, cenário cada vez mais comum em diversas áreas agrícolas do Brasil.

MATOPIBA lidera expansão da cultura

Considerada uma das principais fronteiras agrícolas do país, a região do MATOPIBA tem apresentado forte crescimento no cultivo de sorgo, especialmente como opção para a segunda safra.

Com janelas de plantio frequentemente marcadas por menor disponibilidade de água, o cereal surge como uma solução capaz de reduzir riscos sem comprometer a rentabilidade das propriedades.

Para Paulo Levinski, executivo comercial da Sementes Oilema, o sorgo não deve ser visto como concorrente do milho, mas como uma cultura complementar dentro do planejamento agrícola.

Segundo ele, a adoção do cereal permite ampliar a segurança produtiva, melhorar o aproveitamento das áreas agrícolas e gerar novas oportunidades de renda para os produtores.

Segunda safra impulsiona oportunidades

O avanço do sorgo também está relacionado à sua capacidade de se encaixar em sistemas produtivos cada vez mais intensivos e eficientes.

Produtores que já utilizam a cultura relatam ganhos importantes em estabilidade produtiva e diversificação de receitas. É o caso de Alan Juliani, agricultor que cultiva sorgo em sucessão à soja há mais de uma década.

Segundo ele, o sucesso da cultura está diretamente ligado ao planejamento adequado, ao posicionamento correto dentro da janela de plantio e ao manejo eficiente do solo.

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A experiência reforça uma das principais mensagens debatidas durante o evento: o potencial do sorgo está associado não apenas à genética, mas também à adoção de boas práticas agronômicas.

Demanda deve continuar crescendo

A perspectiva para os próximos anos é de fortalecimento do mercado de sorgo no Brasil.

Especialistas apontam que a busca por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e resiliência climática deverá impulsionar o consumo do cereal tanto para alimentação animal quanto para outras aplicações industriais.

Além disso, a expansão da produção de proteínas animais no Brasil continua sustentando a demanda por grãos destinados à formulação de rações, segmento em que o sorgo ganha espaço como alternativa competitiva ao milho.

Cultura fortalece sustentabilidade no agronegócio

O crescimento do sorgo acompanha uma tendência global de desenvolvimento de sistemas agrícolas mais adaptados às novas condições climáticas.

Com menor exigência hídrica, elevada estabilidade produtiva e capacidade de integração em diferentes modelos de produção, o cereal vem se consolidando como uma ferramenta estratégica para garantir segurança alimentar, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Ao investir em pesquisa, genética e transferência de conhecimento, iniciativas como o Momento Sorgo+ reforçam o papel da inovação no fortalecimento de uma cadeia produtiva que ganha importância crescente dentro do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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