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Milho 2025/26: atraso no plantio da soja pode afetar segunda safra, aponta Itaú BBA

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A Atualização das Perspectivas 2025/26, divulgada pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apresenta um panorama detalhado sobre o mercado global e nacional de milho, destacando os principais fatores que podem influenciar o desempenho da safra brasileira. Segundo o relatório, o atraso no plantio da soja pode impactar diretamente a decisão de investimento na segunda safra de milho, especialmente nas regiões de Goiás e Minas Gerais.

Produção global em alta e preços pressionados nos Estados Unidos

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção americana de milho na safra 2025/26 deve atingir cerca de 425 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento da área cultivada e da produtividade. O relatório também prevê crescimento no consumo, nas exportações e nos estoques finais do cereal.

As exportações dos EUA foram ajustadas para 78,1 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais devem subir 40% em relação à safra anterior. Esse aumento no volume disponível cria um cenário de maior conforto no balanço americano, o que tende a manter os preços do milho sob pressão no mercado internacional.

Além disso, a elevada produção chinesa e a menor necessidade de importações pelo país asiático reforçam a expectativa de que as cotações internacionais sigam em níveis mais baixos ao longo de 2025.

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Condições climáticas e ritmo da soja influenciam o milho no Brasil

No Brasil, o andamento do plantio da soja — principal cultura de verão e antecessora direta do milho 2ª safra — tem papel determinante nas projeções para o cereal.

De acordo com o Itaú BBA, o plantio da soja 2025/26 avança em boas condições no Paraná e em parte do Mato Grosso, mas ainda enfrenta atrasos em Goiás e Minas Gerais. Já nos estados do Tocantins e Maranhão, a irregularidade das chuvas tem dificultado o ritmo de implantação das lavouras.

As próximas semanas serão decisivas para definir o tamanho da janela de semeadura do milho safrinha e o nível de investimento dos produtores. A boa notícia é que a queda recente no preço dos fertilizantes melhorou a relação de troca milho-insumos, o que pode estimular parte dos agricultores que conseguiram plantar soja mais cedo a ampliar a área destinada ao milho 2ª safra.

Perspectivas: milho segue como opção atrativa, mas risco climático preocupa

A definição final da área de milho safrinha dependerá de uma combinação de fatores: preços do cereal, potencial de rentabilidade, ritmo da colheita da soja e riscos climáticos associados ao período de plantio.

Caso o ciclo da soja ocorra dentro da normalidade, sem atrasos significativos, as perspectivas para o milho 2ª safra seguem positivas, com boa rentabilidade e mercado consolidado. No entanto, nas regiões onde a semeadura da soja atrasou — como Goiás e Minas Gerais —, a janela encurtada pode limitar a expansão da área de milho, levando parte dos produtores a optar por culturas de menor risco, como sorgo ou milheto.

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Ainda assim, o milho se mantém como a cultura mais atrativa, graças à sua alta liquidez, demanda constante e forte presença nas exportações brasileiras. Porém, o Itaú BBA alerta que, diante de uma janela reduzida, é provável que muitos produtores adotem estratégias mais conservadoras, com menor investimento tecnológico e redução no uso de insumos.

Cenário global favorece oferta, mas desafia rentabilidade do produtor

Mesmo com o cenário de maior produção global, o Itaú BBA ressalta que o excesso de oferta internacional pode limitar ganhos de preço no curto prazo, pressionando as margens dos produtores brasileiros.

A consultoria reforça que o milho continua como uma cultura estratégica para o agronegócio nacional, especialmente no Centro-Oeste, onde o cereal mantém papel essencial na rotação de culturas, no abastecimento do mercado interno e no fornecimento para a cadeia de proteína animal e de etanol de milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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