AGRONEGÓCIO
Preço do arroz reage no Rio Grande do Sul com avanço das exportações e dólar valorizado
AGRONEGÓCIO
O mercado brasileiro de arroz começou a apresentar sinais de recuperação nos preços, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país. O movimento é sustentado pelo fortalecimento da demanda internacional, pelo avanço dos embarques brasileiros e pela valorização do dólar frente ao real, fatores que vêm ampliando o interesse por lotes destinados à exportação.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que as cotações do arroz em casca registraram leve alta nas últimas semanas, refletindo um cenário mais favorável para os exportadores e para os produtores que possuem produto com características demandadas pelo mercado externo.
Exportações ganham força e sustentam valorização
Segundo os pesquisadores do Cepea, a recuperação dos preços está diretamente ligada ao aumento da competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.
Além da valorização da moeda norte-americana, os indicadores externos também apresentaram melhora, favorecendo os negócios de exportação e estimulando a procura por lotes de melhor qualidade.
O avanço dos embarques ocorre em um momento importante para o setor, que vinha enfrentando forte pressão sobre os preços devido à ampla oferta e ao ritmo mais lento das negociações domésticas.
Escassez de lotes específicos aumenta disputa entre compradores
Outro fator que contribui para a valorização observada no mercado é a menor disponibilidade de arroz com rendimento de 56% de grãos inteiros, padrão tradicionalmente mais direcionado às exportações.
Com a oferta limitada desse tipo de produto e a necessidade de cumprimento de contratos internacionais, exportadores passaram a buscar também lotes com rendimento de 58% de grãos inteiros.
Esse movimento ampliou a concorrência entre compradores e ajudou a impulsionar as cotações em diferentes segmentos do mercado gaúcho.
Mercado interno ainda enfrenta dificuldades
Apesar da melhora no ambiente exportador, o mercado doméstico continua operando com liquidez reduzida.
De acordo com o Cepea, a comercialização do arroz beneficiado segue enfrentando obstáculos, limitando a participação de compradores e vendedores nas negociações. A cautela dos agentes e as dificuldades de repasse de preços ao consumidor final continuam restringindo o volume de negócios no mercado interno.
Esse cenário cria uma dinâmica distinta entre os mercados interno e externo, com as exportações assumindo papel cada vez mais relevante na sustentação dos preços recebidos pelos produtores.
Perspectivas dependem do ritmo das exportações
A continuidade da recuperação dos preços deverá depender principalmente do desempenho das exportações brasileiras nos próximos meses e do comportamento do câmbio.
Caso a demanda internacional permaneça aquecida e o dólar siga em patamares favoráveis, o setor poderá encontrar maior sustentação para as cotações. Por outro lado, a permanência da baixa liquidez no mercado doméstico ainda representa um fator de atenção para produtores, indústrias e demais participantes da cadeia orizícola.
Neste momento, a demanda externa surge como o principal vetor de sustentação dos preços do arroz brasileiro, oferecendo um alívio ao mercado após meses de pressão sobre as cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina de Mato Grosso batem recorde em maio, mas China acende alerta para o segundo semestre
As exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançaram resultados históricos em maio de 2026, registrando os maiores volumes embarcados e o maior faturamento do ano para o período. Impulsionado pela forte demanda internacional, especialmente da China, e pela valorização da proteína no mercado externo, o estado consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carne bovina do país.
No entanto, apesar do cenário positivo, especialistas alertam para possíveis desafios no segundo semestre. O avanço da utilização da cota de salvaguarda chinesa pode aumentar os custos de acesso ao principal mercado comprador da carne brasileira, afetando a competitividade das exportações nos próximos meses.
Embarques crescem mais de 32% em um ano
De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 87,10 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC) em maio.
O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril e expressiva alta de 32,27% na comparação com maio de 2025. O resultado estabelece um novo recorde para o mês e também o maior volume mensal exportado pelo estado em 2026.
O desempenho reflete a manutenção da demanda internacional por carne bovina brasileira, em um momento de forte interesse dos principais mercados importadores e boa competitividade do produto nacional.
Receita avança mais de 64% e atinge patamar histórico
O crescimento dos embarques foi acompanhado por forte valorização da receita gerada pelas exportações.
Em maio, o faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, aumento de 7,83% frente ao mês anterior e expressivos 64,53% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Além do aumento no volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização da carne bovina no mercado internacional. O preço médio das exportações atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça, reforçando a rentabilidade das operações externas.
Segundo o Imea, tanto o volume embarcado quanto a receita obtida configuram os melhores resultados do ano e recordes históricos para os meses de maio.
China responde por mais de 60% das compras
A China manteve sua posição de principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso.
O país asiático foi responsável por 60,43% de todos os embarques realizados em maio, consolidando sua relevância estratégica para a pecuária exportadora brasileira.
A forte participação chinesa tem sido um dos principais motores do crescimento das exportações nos últimos anos, contribuindo diretamente para a valorização dos preços e para a expansão das receitas do setor.
Salvaguarda chinesa pode pressionar exportações
Apesar dos resultados positivos, o mercado acompanha com atenção a evolução da cota de salvaguarda aplicada pela China às importações de carne bovina.
Segundo o Imea, a utilização da cota já se encontra próxima do limite estabelecido, situação que poderá elevar os custos de acesso ao mercado chinês durante o segundo semestre.
Caso a tarifa adicional seja acionada, exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade frente a concorrentes internacionais, reduzindo parte do ritmo observado nos embarques ao longo da primeira metade do ano.
Perspectivas seguem positivas, mas exigem atenção
O desempenho recorde registrado em maio reforça a força da pecuária mato-grossense no mercado global e evidencia a importância da demanda chinesa para a cadeia produtiva.
Entretanto, a dependência do mercado asiático e a proximidade do preenchimento da cota de salvaguarda exigem monitoramento constante por parte do setor exportador. A evolução das relações comerciais e das condições de acesso ao mercado chinês será determinante para o comportamento das exportações brasileiras de carne bovina na segunda metade de 2026.
Com demanda internacional aquecida, preços valorizados e volumes recordes, o cenário permanece favorável para a pecuária de corte. Ainda assim, o mercado já começa a avaliar os possíveis impactos regulatórios que poderão influenciar a competitividade da carne bovina brasileira nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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