AGRONEGÓCIO
Senar-RS dá posse a novos integrantes dos conselhos administrativo e fiscal
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Em cerimônia online, na tarde de quarta-feira (26), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) empossou os novos integrantes dos Conselhos Administrativo e Fiscal da entidade. Os conselheiros terão mandato de três anos.
Uma das novidades da renovação dos colegiados é a chegada do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Cezar Vieira Pires, como membro titular do Conselho Administrativo, e do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, como membro suplente.
“Essa renovação que fizemos no conselho é para trazer um olhar externo, do setor de cooperativas e do setor orizícola. Levamos muito em consideração esses aspectos e precisamos que vocês não venham aqui só para dizer amém, mas para que sejam críticos e construtivos”, orientou o presidente do Conselho Administrativo do Senar-RS, Gedeão Pereira.
No evento, o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, fez uma apresentação institucional da entidade com seus conselheiros, apresentou um balanço das ações e atividades realizadas na gestão 2019-2021. Entre os destaques, a implantação da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), a realização de duas maratonas de inovação e a participação do programa Duas Safras.
As perspectivas para a nova gestão (2022-2024) também foram apresentadas. Entre as metas, a qualificação de ações de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS). As mudanças contemplarão, entre outras ações, a criação de um Programa Estruturado de Gestão Rural. Segundo Condorelli, o objetivo é que, junto ao Senar-RS, o produtor encontre um portfólio de ensino que o torne efetivamente um empresário rural.
A orientação sobre o uso de contratos de opção para produtores de soja, a intensificação dos processos do programa Duas Safras e a ampliação e reposicionamento do Programa Juntos para Competir – realizado em parceria com Farsul e Sebrae-RS – também foram planos antecipados por Condorelli.
O conselheiro Alexandre Velho parabenizou as realizações e os planos apresentados pelo Superintendente.
“A produção agrícola exige profissionalismo e na agricultura não seria diferente”, resumiu.
AS NOVAS NOMINATAS
Conselho Administrativo
Titulares
– Gedeão Silveira Pereira – Presidente
– Carlos Joel da Silva
– Daniel Klüppel Carrara
– Flavio Avancini Rodrigues
– Paulo Cezar Vieira Pires
Suplentes
– Elmar Konrad
– Eugênio Edevino Zanetti
– Hamilton Guterres Jardim
– Maria Tereza Scherer Mendes
– Alexandre Velho
Conselho Fiscal
Titulares
– Francisco Lineu Schardong
– Agnaldo Barcelos da Silva
– Paulo Roberto Vargas
Suplentes
– Paulo Ricardo de Souza Dias
– Jaciara Maria Muller
– César Luis Tagliari Vieira
*Reprodução permitida se atribuídos os créditos à ASCOM/Padrinho Conteúdo
AGRONEGÓCIO
Em ano de El Niño, Mapa recebe da Embrapa 163 medidas para gestão de riscos climáticos no campo
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu um conjunto de 163 medidas sistematizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao fenômeno El Niño na safra 2026/2027 e também propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.
A nota técnica foi elaborada no âmbito do Grupo de Trabalho sobre El Niño, instituído pelo Mapa, com a participação de especialistas da Embrapa e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Cerca de 50 profissionais da Embrapa contribuíram para a elaboração das recomendações.
“Embora motivado pelo El Niño 2026/27, o documento adota uma perspectiva mais ampla de gestão de riscos agroclimáticos, reconhecendo que grande parte das ameaças, vulnerabilidades e medidas analisadas é aplicável também a outros eventos e condições climáticas recorrentes”, afirma a presidente da Embrapa Silvia Massruhá.
Das 163 medidas propostas, 14 são transversais a todo o setor agropecuário, 139 são específicas por segmento produtivo e dez correspondem a ações viabilizadoras ou de apoio a programas de política pública.
Para o coordenador do Grupo de Trabalho, Bruno Leite, a nota técnica contribui para dimensionar os impactos associados ao El Niño e reúne referências técnicas que podem orientar ações de prevenção e redução de danos.
“Nós já temos um cardápio bastante grande de tecnologias que ajudam a enfrentar o El Niño e eventos climáticos adversos. O desafio agora é fazer com que esse conhecimento chegue ao produtor rural”, disse.
GRUPO DE TRABALHO APRESENTA RELATÓRIO
Na próxima quinta-feira (3), o Grupo de Trabalho instituído pela Portaria MAPA nº 928/2026, apresenta relatório com propostas e estratégias de adaptação e mitigação diante do fenômeno El Niño. A nota técnica elaborada pela Embrapa integra uma das frentes de trabalho do grupo.
Durante o período de atuação, o GT reuniu informações e contribuições de diferentes instituições, entre elas a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Embrapa, o Inmet e secretarias do Mapa.
Entre as propostas que serão apresentadas pelo grupo está a implantação de um plano de comunicação coordenado entre as instituições. Paralelamente, o Mapa trabalha na elaboração de uma página especial, vídeos informativos e outros materiais voltados à divulgação de informações sobre riscos climáticos e medidas de prevenção e adaptação.
MEDIDAS PARA DIFERENTES CADEIAS PRODUTIVAS
As recomendações da Embrapa estão estruturadas a partir da identificação dos principais riscos e impactos sobre culturas e cadeias produtivas e consideram diferentes formas de tratamento dos riscos, incluindo prevenção, redução de impactos, transferência de riscos e aceitação do risco remanescente.
As 163 medidas indicam, ainda, o horizonte de implementação – imediato, curto, médio ou longo prazo – e as condições necessárias para sua adoção.
Entre as medidas transversais estão o monitoramento de previsões meteorológicas e o uso de dados meteorológicos locais; a utilização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc); a diversificação espacial e temporal da produção; a adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF); a elaboração de planos de contingência para eventos climáticos adversos; a manutenção da infraestrutura da propriedade rural; a avaliação econômica do nível de proteção para cada risco; dimensionamento da capacidade operacional; registro de eventos e impactos climáticos para melhor avaliação sobre as medidas adotadas; avaliação econômica do nível de proteção para cada risco; criação de reservas financeiras; utilização de seguro rural e outros mecanismos de transferência de risco; e capacitação de equipes.
As recomendações específicas para as cadeias produtivas abrangem temas como manejo do solo, escolha de cultivares, planejamento das operações, estruturas de proteção, drenagem e irrigação.
O documento também apresenta medidas de caráter institucional, financeiro, científico, tecnológico e de assistência técnica, cuja implementação depende da atuação de instituições públicas e de políticas voltadas à gestão de riscos climáticos. Entre elas estão o fortalecimento e aperfeiçoamento do Zarc, a ampliação de mecanismos de financiamento para adaptação climática, o aperfeiçoamento de instrumentos de transferência de riscos, como o seguro rural, o fortalecimento da assistência técnica e da pesquisa, além do aprimoramento dos sistemas de monitoramento agrometeorológico e da gestão integrada de recursos hídricos.
GESTÃO PERMANENTE DE RISCOS
O coordenador da Rede Zarc e pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Eduardo Monteiro, destaca que a nota técnica aponta para um desafio que vai além dos efeitos específicos do El Niño: a consolidação de uma política permanente de gestão de riscos agroclimáticos.
“O principal legado desse grupo de trabalho pode ser a transição de uma lógica predominantemente reativa de gestão de crises para uma cultura permanente de antecipação, preparação, adaptação, monitoramento e aprendizagem”, analisa Monteiro.
Na prática, a abordagem considera a necessidade de ampliar a capacidade de antecipar, monitorar e responder a diferentes eventos climáticos, como secas, excesso de precipitação, ondas de calor, geadas, tempestades e incêndios.
IMPACTOS DO EL NIÑO
A nota técnica apresenta o histórico dos efeitos associados ao El Niño no Brasil e as projeções para 2026. As informações, no entanto, não determinam antecipadamente os impactos sobre cada região, cultura ou sistema produtivo.
Entre os cenários considerados está a maior probabilidade de precipitação abaixo da média em áreas do Centro-Norte do país e acima da média na Região Sul. O documento considera riscos como atraso ou irregularidade no início da estação chuvosa, chuvas abaixo da média e déficit hídrico prolongado, temperaturas elevadas, chuvas acima da média e tempestades convectivas severas.
Os impactos e as medidas de gestão são detalhados para diferentes cadeias, incluindo grãos e fibras, fruticultura, silvicultura, olericultura, pastagens e pecuária, culturas industriais e aquicultura.
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