BRASIL
MME reforça papel da indústria na expansão sustentável do setor elétrico
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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quinta-feira (18/6), do painel “Reindustrialização Verde”, no segundo dia do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (ENASE), realizado no Rio de Janeiro. A discussão destacou o papel estratégico da indústria brasileira na transição energética e as ações do MME para transformar a expansão renovável em competitividade industrial.
A secretária substituta de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim, reforçou a importância da complementaridade das renováveis no sistema, sinalizando a necessidade de ações coordenadas no curto prazo para garantir a segurança do suprimento energético.
“Sob liderança do ministro Alexandre Silveira, o MME tem buscado incorporar tecnologias que aumentem a eficiência do sistema elétrico e potencializem a complementaridade entre as fontes renováveis. A resposta da demanda já se consolidou como um recurso estratégico e, juntamente com a expansão dos recursos energéticos distribuídos, tem reforçado a necessidade de potência no sistema. Diante desse cenário, é fundamental avançar em diversas frentes no curto prazo. Entre as iniciativas em andamento está a ampliação do programa de resposta da demanda, recurso que figura entre as principais ferramentas utilizadas por operadores de sistemas elétricos em diversos países”, afirmou.
A secretária destacou ainda que a próxima fronteira para o planejamento energético é o armazenamento de energia. Além das tecnologias eletroquímicas, mencionou o potencial do armazenamento hidráulico e a necessidade de aprofundar os estudos sobre recursos hídricos e sua integração ao sistema. Outro ponto considerado fundamental é o avanço na sinalização de preços, de forma a orientar adequadamente os investimentos e indicar com maior precisão o volume de expansão necessário para garantir a segurança e a eficiência do sistema elétrico.
Durante o painel, também foi abordado o Plano Nacional de Transição Energética (Plante). Entre os apontamentos destacados, esteve a necessidade de fortalecer a industrialização do país como elemento central para a retomada do crescimento da demanda energética. O desenvolvimento industrial é essencial para que os benefícios da expansão econômica sejam distribuídos de forma mais ampla na sociedade. A competitividade dos produtos brasileiros foi apontada como um fator estratégico, exigindo energia acessível, confiável e capaz de sustentar o crescimento da atividade produtiva.
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Potência e consumo de energia: o que são e como impactam na conta de luz
Um chuveiro elétrico costuma ter potência maior do que uma televisão, mas isso não significa que ele será o principal responsável pelo consumo de energia na residência. A diferença entre potência e consumo está justamente no tempo de utilização dos equipamentos. Esse é um fator fundamental para entender como a eletricidade é utilizada no dia a dia e como ela influencia no cálculo final do valor cobrado na conta de energia elétrica.
A potência elétrica indica a capacidade de um equipamento utilizar energia em determinado instante e é medida em watts (W). De forma geral, aparelhos que demandam maior quantidade de energia para funcionar, como chuveiros elétricos e ar-condicionado, apresentam uma potência maior do que lâmpadas ou televisão, por exemplo.
Já o consumo de energia considera não apenas a potência do equipamento, mas também o tempo em que ele permanece em funcionamento. Por isso, a unidade utilizada na conta de energia é o quilowatt-hora (kWh), que representa a quantidade de energia consumida ao longo de um determinado período.
Na prática, um equipamento de alta potência utilizado por poucos minutos pode consumir menos energia do que um aparelho de menor potência ligado durante várias horas. Dessa forma, o consumo de energia resulta da combinação entre a potência dos equipamentos e o tempo de utilização de cada um deles.
Por isso, entender a diferença entre potência e consumo de energia é um passo importante para o uso consciente da eletricidade. Ao conhecer como os equipamentos influenciam o consumo, os consumidores podem tomar decisões mais eficientes no dia a dia e contribuir para o uso racional dos recursos energéticos.
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