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ABUNDÂNCIA DO FRUTO

Safra do açaí começa em agosto e pode reduzir preço do litro em até 40%

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Foto: Divulgação

A safra do açaí deve começar oficialmente em agosto. Prevista para a segunda metade do mês, o período é marcado pela abundância do fruto, aumento da oferta e melhoras no sabor e na textura do sumo. Em Belém, já crescem as boas expectativas de venda para os batedores de açaí que já vivenciam recuo no valor dos paneiros do fruto. A época também acompanha o recuo do alimento para os consumidores, que já esperam um preço mais acessível.

De acordo com o presidente da Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém e Região Metropolitana (Avabel), Carlos Alberto Noronha, apesar da expectativa, o período da safra “não vai ser de muita quantidade de frutos”. Isso porque as altas temperaturas registradas no segundo semestre do ano podem prejudicar a produção do açaí.

“Não se espera uma grande safra de açaí esse ano. O consumidor pode esperar ter uma queda no preço, mais ou menos entre 30% a 40%. Esse ano, o litro do açaí do tipo médio na entressafra chegou a custar entre R$40 e R$45. Acredito que o litro na safra vai ficar em torno dos R$26 a R$28, e isso naqueles pontos que tem o fruto e a polpa de açaí com qualidade, que faz o branqueamento, que é o procedimento correto a fazer, e o custo para todo esse processo é alto”, prevê.

Na entressafra, o paneiro de açaí proveniente da cidade Macapá, no Amapá, chegou a custar entre R$150 e R$170. Atualmente, o açaí das ilhas de Belém, considerado de “melhor qualidade”, está custando em torno de R$90 a R$100. “Já teve uma queda, sim, no fruto, assim como já teve queda também da polpa nos pontos de venda”, disse.

Apesar disso, até o momento, os batedores de açaí de Belém e região metropolitana não conseguiram retomar o lucro perdido na entressafra. Segundo Noronha, a situação é explicada pela diminuição da colheita do açaí nas ilhas de Belém neste mês de julho, época de férias escolares, o que faz com que o fruto ainda chegue em pequenas quantidades nos pontos de venda.

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“Agora, o problema é que o açaí da região de Macapá parou de vir. Não foi mais viável vir de lá pra cá porque a safra diminuiu e as viagens têm despesa muito alta. O açaí que está tendo em Belém, das ilhas, da região de Igarapé-Miri, não está suprindo a necessidade de consumo da região. Mas afirma dizer que a tendência é melhorar daqui para frente”, garante o presidente da Avabel.

Expectativa de preços e produção

Na Feira da Pedreira, o batedor de açaí Heron Rocha, 57 anos, já espera por uma maior disponibilidade e boa qualidade de frutos durante a safra, que deve ocorrer a partir de 24 de agosto. O preço do sumo da fruta já sofreu um recuo com a chegada do verão amazônico. No Açaí do Heron, por exemplo, o litro do tipo médio está custando R$28, enquanto em março, no pico da entressafra, chegou a R$40.

“Eu costumo observar se os preços se estabilizam para eu poder baixar o meu preço. Não adianta baixar o preço, se o valor do fruto está alto porque eu posso ter que mexer na qualidade, e eu não quero isso. Então, eu aguardo até os últimos momentos para eu manter a qualidade, essa é a prioridade. Hoje, o açaí está de R$28 com uma esperança que esse preço caia para que a gente consiga repassar ao consumidor, assim é possível que a gente aumente o volume de vendas. Pode chegar até R$25”, afirma o batedor.

A queda acompanha a redução do preço do açaí da região das ilhas de Belém, que está estabilizado entre R$100 e R$140, o paneiro com duas latas. Já o fruto da região da Ilha do Marajó, oriundo de São Sebastião da Boa Vista e Curralinho, custa de R$50 a R$60, a lata. A diferença de preço é expressiva em relação a entressafra, quando o custo do paneiro pode chegar a R$600, tendo menos frutos, menor capacidade de produção e inferioridade de sabor.

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“A grande vantagem do período da safra é que os apanhadores só conseguem ter uma boa venda se esperarem amadurecer o fruto. Não existe o caso de apanhar verde com intuito de pegar o preço mais alto. Consegue o preço mais alto aquele que consegue deixar amadurecer melhor o fruto. E é isso que garante o melhor sabor, cheiro e a produtividade do fruto”, explica Heron.

Consumo e expectativas dos clientes

Consumidora assídua, Patrícia Silva, de 55 anos, não deixa de comprar o açaí um único dia. Por isso, ela pondera que, mesmo com a baixa mais recente, o preço do sumo poderia diminuir mais um pouco, já que na entressafra o alimento pesou no bolso. Além disso, ela relata que o vinho da fruta já está mais saboroso, o que tende a aumentar a compra de um litro do açaí para dois do tipo médio.

“Nessa época o açaí fica muito mais gostoso, a qualidade é muito melhor, é outra coisa tomar açaí na safra. Eu tomo açaí desde pequena, fui criada tomando açaí todo dia, e na entressafra o preço do açaí vai lá pro alto, fica muito caro. Então, a gente diminui, de um litro, passei a comprar meio litro. Agora eu já to esperando pelo pico da safra porque tem que baixar só mais um pouquinho. Se diminuir, a gente compra mais”, disse a jornaleira.

“Eu costumo tomar sempre, na safra e na entressafra”, afirma o comerciante Antônio Nunes, 59, que sempre compra a mesma quantidade: dois litros do tipo médio, duas vezes na semana. Agora, com a chegada da safra, ele conta que espera pelo menos mais uma diminuição do valor, já que nos meses anteriores o sumo pesou no orçamento. “Além dele ser mais saboroso e mais grosso, eu espero que o preço fique mais barato porque na entressafra estava bem alto, R$40 que pesa no bolso”, disse.

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Operação Festival de Paz prende três homens em Oeiras do Pará, no Marajó

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Três homens foram presos durante a Operação Festival de Paz, realizada pelas polícias Civil e Militar, em Oeiras do Pará, na Região de Integração do Marajó. As ações ocorreram durante o Festival do Camarão e resultaram no cumprimento de dois mandados de prisão e em uma prisão em flagrante por embriaguez ao volante e lesão corporal no trânsito.

Segundo a Polícia Civil, um dos presos era alvo de um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. De acordo com as investigações, o suspeito teria invadido por duas vezes a residência da ex-companheira e abordado o filho dela, de seis anos, para obter informações sobre a mãe, mesmo após determinação judicial que o impedia de se aproximar da vítima.

Em outra ação, as equipes cumpriram um mandado de prisão civil contra um homem por dívida de pensão alimentícia. Conforme a polícia, ele foi localizado durante as diligências, não ofereceu resistência e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

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Ainda durante a operação, um terceiro homem foi preso em flagrante após provocar um acidente de trânsito enquanto conduzia uma motocicleta sob efeito de álcool. Segundo a Polícia Civil, ele trafegava em alta velocidade quando colidiu contra outro veículo ocupado por um homem e uma criança de três anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbal.

Com o impacto, a criança sofreu ferimentos no rosto e precisou ser internada para observação médica. O pai também ficou ferido. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito tentou fugir do local sem prestar socorro às vítimas, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar após levantamento de informações realizado pela Polícia Civil.

Submetido a exame pericial, o homem teve constatado o estado de embriaguez e foi autuado em flagrante pelos crimes de embriaguez ao volante e lesão corporal no trânsito.

Os três presos passaram por exames de corpo de delito e permanecem à disposição da Justiça.

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