COP 30
Jader Filho diz que não há possibilidade de a COP30 não ser realizada em Belém
COP 30
O ministro das Cidades, Jader Filho, disse nesta sexta-feira, 1º de agosto, que não há possibilidade de a COP30 não ser sediada em Belém. A capital paraense é alvo de ressalvas de nações participantes devido a entraves na alocação das autoridades no sistema hoteleiro da cidade.
“Eu não acredito que haja nenhuma possibilidade (da COP30 não ser sediada em Belém). Eu acho que o presidente Lula, quando ele escolheu Belém como a sede da COP30, tinha uma intenção. A intenção era a de mostrar para o mundo como é a realidade de uma cidade amazônica”, declarou Jader.
Um documento enviado ao presidente da COP30, André Correa do Lago, por 29 delegações que devem ir à COP30, pedem a mudança de sede do evento caso não haja a garantia de acomodações adequadas e acessíveis aos participantes na capital do Pará.
Os países expressam preocupação com a “persistente ausência de acomodação adequada e acessível” e a “falta de clareza de que isso seja resolvido a tempo”. Dizem que isso afeta negociadores, observadores, empresas e representantes de povos indígenas, com número “altamente incomum” de delegações ainda sem lugar.
Segundo Jader, uma solução para os problemas denunciados pelas delegações será encontrado até a abertura do evento, marcado para o dia 10 de novembro. O ministro afirmou que haverá uma parceria do governo federal com o governo do Pará, comandado por Helder Barbalho, irmão do chefe das Cidades.
“Eu acredito que essa questão das hotelarias, seja através do governo do Estado, seja do governo federal, nós vamos encontrar uma solução relacionada a isso e a Copa vai ser em Belém em novembro desse ano”, disse Jader.
COP 30
Pará discute cadeia produtiva, inovação e mercado global do cacau na COP 30
O diretor de Comunidades Tradicionais e Comercialização da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf), Anderson Serra, representou o Pará na discussão e destacou que o estado já tem cerca de 150 fábricas de chocolate da agricultura familiar e que muitas famílias descobriram como produzir amêndoas de alta qualidade, inclusive, algumas já são reconhecidas, com prêmios nacionais e internacionais.
Anderson frisou iniciativas paraenses que devem servir de inspiração e ampliadas, por serem boas experiências de sistemas agroflorestais que impactam além da questão econômica, com benefícios sociais e ambientais.
“Assim, a cacauicultura vai continuar colaborando com o incremento de renda, com paisagens mais diversificadas, com a recuperação de áreas degradadas, em agrofloresta, consolidando a conservação da biodiversidade e capturando carbono”, pontuou o diretor.
Legislação para proteger a lavoura
Marta Silva, coordenadora da Fundação Viver, Produzir e Preservar que atua no apoio a agricultores familiares na região da Transamazônica, também participou do painel e afirmou que a economia criativa tomou força e o cacau tem sido escolhido como estratégia de produção com muitas possibilidades.
“O cacau possibilita a economia circular, ele possibilita uma estratégia organizativa das pessoas que, para além do individual, é uma cultura que traz a interação com outras culturas”, disse Marta Silva. Ela defendeu o reconhecimento do cacau como economia circular e a proteção da lavoura pela legislação, em caso de perda total em situações de desastre.
Também participaram da discussão Marcelo Carin, pesquisador do Instituto de Pesquisas Científicas do Amapá (IEPA) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR); José Raul dos Santos Guimarães, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac); e Marcos Rocha, chefe da Divisão de Produção Familiar e coordenador do Programa Estadual do Cacau da Secretaria de Agricultura do Acre, com o debate mediado pelo secretário Executivo do Consórcio Amazônia Legal (CAL), Marcello Brito.
Marcelo Carin, disse que o cacau tem nichos específicos espalhados pela Amazônia. “Nós adotamos isso como estratégia mercadológica. Nós temos cooperativas que estão funcionando”, comentou Carin, que ressaltou a importância do cacau para o PIB amazônico.
Maior produtor
O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e é referência mundial no cultivo em sistema agroflorestal (SAF). Medicilândia, no sudoeste do Estado, é o município com a maior produção de amêndoas de cacau do país.
Fonte: Governo PA
-
HOME4 dias atrásGreve dos bancários começa sexta-feira no Pará; saiba quais serviços podem funcionar
-
HOME6 dias atrásSuspeito de estupro de vulnerável é preso pela Polícia Civil no Marajó
-
HOME6 dias atrásGoverno confirma edital da Seduc-PA na segunda; concurso terá mais de 2 mil vagas
-
HOME6 dias atrásAgência-Barco da Caixa percorre municípios do Marajó com atendimentos em setembro
-
HOME6 dias atrásMulher é resgatada após mais de uma semana em cárcere privado no Marajó
-
HOME5 dias atrásLenine se encanta com o Marajó durante primeira visita e promete voltar ao Pará
-
HOME3 dias atrásTrês homens são presos suspeitos de furto de energia elétrica que provocou apagão em Breves, no Marajó
-
POLITÍCA NACIONAL4 dias atrásSergio Moro cobra rigor contra facções criminosas