Educação
Gestão Presente será apresentado a gestores da educação infantil
Educação
O Ministério da Educação (MEC) promove, nesta quinta-feira, 26 de março, novo webinário para apresentar a plataforma MEC Gestão Presente Educação Infantil. Dessa vez, voltado a gestores e assistentes escolares, o evento irá tirar dúvidas sobre a plataforma e capacitar os profissionais a atuarem nas demandas por vagas de educação infantil em sua região. O encontro ocorre a partir das 15h (horário de Brasília) e terá transmissão ao vivo no canal do Youtube do MEC. Esse será o segundo evento sobre o tema – na última terça-feira, 24 de março, foi realizado um webinário para gestores municipais.
A transmissão irá abordar o papel do gestor escolar no sistema; o fluxo de funcionamento do módulo; as principais funcionalidades operacionais (vagas, listas e permissões); e o uso de critérios de priorização regulamentados.
MEC Gestão Presente – A plataforma MEC Gestão Presente é uma iniciativa do governo federal que visa modernizar a gestão educacional nas redes públicas de ensino, de modo a apoiar as secretarias de educação e as escolas de todo o país. Além disso, tem como ponto de partida a premissa de que o uso da tecnologia é estratégico para que gestores acessem informações mais precisas, facilitando o planejamento e a execução de políticas educacionais baseadas em evidências.
Assim, o programa promove a adoção de instrumentos de governo digital em todos os níveis da gestão educacional – federal, estadual, distrital e municipal – e facilita a coleta e o compartilhamento de dados escolares de forma padronizada, o que melhora a transparência, maximiza a eficiência e fortalece a colaboração entre os entes federativos, garantindo uma gestão integrada da educação pública. A primeira fase de adesão ao Gestão Presente na Educação Infantil contou com mais de 3 mil municípios, que terão à disposição o sistema para organizar suas vagas.
A plataforma conta com três módulos principais:
- Sistema Gestão Presente (SGP): operado por meio da Plataforma de Dados da Educação Básica, que integra informações e também gerencia os dados do Programa Pé-de-Meia, recebendo mensalmente informações de cerca de 8 milhões de estudantes.
- Módulo Gestão Presente na Escola (GPE): voltado para as redes municipais, inclui funcionalidades como matrícula, enturmação e diário de classe. O módulo contribui diretamente para a organização e a eficiência das rotinas escolares e possibilita uma gestão mais integrada e ágil das escolas.
- Módulo Gestão Presente na Educação Infantil (GPEI): voltado para apoiar a gestão da demanda por vagas na Educação Infantil. O sistema é gratuito, seguro e padronizado, permitindo o cadastro de instituições e vagas disponíveis, a inscrição de crianças e a distribuição automatizada das vagas com base em critérios de priorização previstos na legislação federal. Operado por gestores municipais e escolares, o GPEI também oferece às famílias a possibilidade de acompanhar, em tempo real, a posição da criança na fila, promovendo maior transparência, eficiência e equidade no acesso à educação infantil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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