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MEC inaugura Escola de Tempo Integral em Fortaleza

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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, neste sábado, 28 de fevereiro, a Escola Municipal de Tempo Integral Professor Francimar Mangueira, no bairro Granja Portugal, em Fortaleza (CE). A unidade integra o conjunto de obras pactuadas no âmbito do Plano de Ações Articuladas (PAR 2), firmado em 2014, com investimento de R$ 9,6 milhões e contrapartida municipal de R$ 4,2 milhões. A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, do governador do Ceará, Elmano de Freitas, e da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, além de autoridades municipais. 

Na cerimônia, o ministro afirmou que o sucesso da educação no Ceará é fruto da colaboração entre as esferas municipal, estadual e federal. Sobre a escola inaugurada, ele ressaltou que a unidade não fica atrás de nenhuma instituição particular em qualidade e serviços oferecidos. “Tem infraestrutura, sala climatizada, laboratório, quadra poliesportiva, biblioteca, auditório, refeitório. Esse é o melhor modelo educacional em todo o planeta, onde a criança passa o dia na escola, faz uma boa alimentação, pratica esportes, faz atividades complementares. Cuidem muito bem da escola, porque o maior patrimônio do povo é a educação”, completou Santana.   

Nova escola – Projetada para atender até 420 estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, em regime de tempo integral, a escola conta com infraestrutura moderna distribuída em três pavimentos, organizados para garantir funcionalidade, acessibilidade e adequada circulação. A nova unidade amplia o acesso a ambientes pedagógicos qualificados e a espaços destinados a atividades acadêmicas, culturais e esportivas, contribuindo para a melhoria das condições de ensino e aprendizagem no município. 

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No pavimento térreo estão localizados hall de entrada, auditório, pátios cobertos, área administrativa, biblioteca, sanitários, depósito de material de limpeza (DML), elevadores, cozinha e refeitório. O primeiro pavimento dispõe de sanitários, DML, elevadores, circulações e pátios cobertos, dois laboratórios de informática, dois laboratórios de ciências, depósito de apoio e quatro salas de aula. O segundo pavimento reúne sanitários, DML, elevadores, circulações e pátios cobertos, além de oito salas de aula e sala do diretor de turma. 

A obra teve início em maio de 2022 e, em abril de 2024, quando alcançou 59,69% de execução física, houve paralisação em razão da rescisão contratual com a empresa executora. Após a adoção das medidas administrativas e contratuais necessárias, os trabalhos foram retomados em outubro de 2024, com conclusão em fevereiro deste ano. 

Novo PAR – O Plano de Ações Articuladas (PAR) é um instrumento de diagnóstico, planejamento e gestão das redes de ensino da educação básica e de assistência técnica e financeira do MEC aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal, com foco na melhoria da qualidade da educação. 

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É por meio do PAR que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transfere recursos da assistência financeira voluntária do MEC, inclusive de emendas parlamentares, aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal, para iniciativas diversas, como a aquisição de ônibus do Programa Caminho da Escola, equipamentos de tecnologia e aparelhos de ar-condicionado; a construção de escolas e creches; a formação de professores e profissionais da educação, entre outras. 

Expansão – No evento, o ministro também assinou os termos de construção de dois campi do Instituto Federal do Ceará (IFCE) em Fortaleza: Messejana e São Gerardo. Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a pasta investirá R$ 50 milhões para a expansão do instituto. Outros R$ 30 milhões serão investidos na aquisição de mobiliário e equipamentos quando as unidades estiverem em fase de conclusão. Ao todo, serão investidos R$ 203,5 milhões em obras de expansão e consolidação no IFCE.   

Agenda –  Durante o sábado, Santana também participa da inauguração da Escola Municipal de Educação Básica Raimunda Albano de Lima, localizada no Distrito do Ema, em Pindoretama (CE); e de uma creche tipo 2 em Cascavel (CE). 

Resumo | Mais educação para o Ceará 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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