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Portal Mais Professores divulga 12 programas de pós-graduação

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Portal Mais Professores está divulgando 12 programas de pós-graduação com inscrições abertas, voltados à formação e à qualificação de docentes da educação básica. As oportunidades incluem cursos de mestrado, doutorado e especialização, ofertados por universidades federais e institutos federais em diferentes regiões do país. 

A divulgação das vagas faz parte da ação do Ministério da Educação (MEC) para ampliar o acesso dos professores a cursos de pós-graduação gratuitos, fortalecendo a formação acadêmica e pedagógica do magistério. A plataforma reúne, em um único ambiente, informações sobre os cursos disponíveis, instituições ofertantes e prazos de inscrição. 

O portal integra o programa Mais Professores para o Brasil, iniciativa que articula políticas públicas voltadas à valorização docente e à qualificação profissional. Um dos objetivos do programa é enfrentar o déficit de formação adequada no país: dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) indicam que 33% das docências da educação básica não possuem professores com formação compatível com a área em que atuam. 

Par o MEC, a ampliação da divulgação da oferta de programas de pós-graduação pretende elevar o acesso aos cursos, aumentar a qualidade do ensino, atualizar práticas pedagógicas e incorporar novas metodologias e tecnologias educacionais. 

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Confira a relação completa sobre cursos, instituições e prazos finais de inscrição: 

Instituição Curso Final das inscrições

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) 

Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado 

23/jan. 

Universidade Federal de Goiás (UFG) 

Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica – Mestrado 

25/jan. 

Instituto Federal de Brasília (IFB) 

Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Escolar 

25/jan. 

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) 

Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão Escolar 

26/jan. 

Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) 

Programa de Pós-Graduação em História – Mestrado 

27/jan. 

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) 

Especialização em Gestão Pública 

30/jan. 

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) 

Pós-Graduação Lato Sensu – Especialização em Inteligência Artificial na Educação 

1/fev. 

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) 

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem – Mestrado 

2/fev. 

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 

Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado 

10/fev. 

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) 

Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado 

20/fev. 

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) 

Programa de Pós-Graduação em Educação Básica – Mestrado 

20/fev. 

Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) 

Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura – Mestrado e Doutorado 

6/mar. 

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Mais Professores – Instituído pelo Decreto nº 12.358/2025, o programa Mais Professores para o Brasil foi construído em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.  

O programa prevê, além do portal de formação, o Pé-de-Meia Licenciaturas, a bolsa Mais Professores para o Brasil, a Prova Nacional Docente e ações de valorização, como benefícios exclusivos em bancos públicos e descontos em hotéis. O Mais Professores visa atender 2,3 milhões de docentes em todo o país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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