Educação
Webinário orienta sobre gestão escolar e educação Infantil
Educação
O Ministério da Educação (MEC) apresentou, nesta quinta-feira, 5 de março, dois módulos da plataforma MEC Gestão Presente durante webinário transmitido pelo canal do MEC no YouTube. As ferramentas Gestão Presente na Educação Infantil (GPEI) e Gestão Presente na Escola (GPE) foram desenvolvidas para apoiar redes de ensino na organização de vagas em creches e na modernização da gestão escolar.
A plataforma MEC Gestão Presente qualifica a estruturação e o uso de dados da educação básica, permitindo acompanhar a trajetória escolar dos estudantes e apoiar a formulação de políticas públicas mais eficazes. A iniciativa também facilita a coleta e o compartilhamento de informações entre redes de ensino, contribuindo para uma gestão pública mais integrada, transparente e eficiente.
Durante a abertura do encontro, a secretária de educação básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que o uso da ferramenta visa fortalecer o acompanhamento das políticas educacionais e a garantia de direitos. “O uso dessa ferramenta resulta em algo que estamos nos empenhando desde 2023, que é, cada vez mais, garantir mais qualidade, equidade e fidedignidade, para a garantia dos direitos de aprendizagem para nossas crianças, adolescentes e jovens brasileiros”.
A diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC, Anita Stefani, ressaltou que as ferramentas foram desenvolvidas para ampliar a autonomia e garantir a segurança no tratamento dos dados. “São tecnologias nacionais que seguem todas as regras de dados pessoais, de segurança da informação, e que dão mais autonomia e segurança para as secretárias municipais conseguirem fazer uma gestão escolar, e uma gestão da demanda por vagas nas creches, de uma maneira mais eficiente, mais transparente e menos trabalhosa”, destacou.
Os módulos integram o Sistema Gestão Presente (SGP), que centraliza dados de escolas, estudantes e profissionais da educação, permitindo uma visão mais completa das redes de ensino. A iniciativa busca reduzir inconsistências de informação e fortalecer o planejamento educacional.
Gestão Presente na Educação Infantil – Um dos módulos apresentados foi o Gestão Presente na Educação Infantil (GPEI), voltado para apoiar gestores municipais na organização da oferta de vagas em creches. A ferramenta foi desenvolvida após a aprovação da Lei nº 14.851/2024, que estabelece que os municípios realizem, anualmente, o levantamento da demanda por vagas para crianças de zero a três anos.
O sistema permite registrar inscrições, aplicar critérios legais de priorização e organizar automaticamente listas de espera. Além disso, possibilita que as secretarias acompanhem, em tempo real, a demanda por vagas e a distribuição nas unidades educacionais, com base em dados georreferenciados, bem como monitorar a ocupação das unidades educacionais, priorizando crianças em situação de maior vulnerabilidade social.
A secretária municipal de educação de Tatuí (SP), Rosângela Domingues, relatou a experiência do município com a ferramenta. “Para nós de Tatuí, que já tentávamos fazer essa organização das vagas, o sistema foi um benefício muito grande, tanto para as crianças quanto para nós da gestão”, afirmou.
Gestão Presente na Escola – Outro destaque do webinário foi o módulo Gestão Presente na Escola (GPE), voltado para a gestão administrativa e pedagógica das escolas de educação infantil e ensino fundamental.
O sistema reúne funcionalidades como matrícula, enturmação, diário de classe digital, registro de frequência e acompanhamento do desempenho dos estudantes. Com isso, busca automatizar processos, reduzir burocracias e oferecer dados atualizados para a tomada de decisões pelas equipes escolares e pelas secretarias de educação.
Para o operador do sistema no município de Quixeramobim (CE), Bruno Cordeiro, a integração de dados facilita o acompanhamento da trajetória dos estudantes. “Dificilmente, com sistemas próprios, a gente teria uma base tão grande de dados. Por exemplo, quando recebemos alunos de fora do estado, é muito importante que essa transferência venha acompanhada de dados de desempenho, frequência e tudo mais. Isso, sem um sistema integrado de forma nacional, seria impossível”, afirmou.
Participantes – O encontro também contou com a presença do coordenador-Geral de Apoio à Gestão Escolar e Transformação Digital, Pedro Barreto; da secretária municipal de educação de Tatuí (SP), Rosângela Domingues; e do operador do sistema GPE do município de Quixeramobim (CE), Bruno Cordeiro.
MEC Gestão Presente – A plataforma MEC Gestão Presente é uma iniciativa que visa modernizar a gestão educacional nas redes públicas de ensino, de modo a apoiar as secretarias de educação e as escolas de todo o país. Ela facilita o planejamento e a execução de políticas educacionais, com base em evidências. Na ferramenta, estão centralizadas informações como matrículas, notas e transferências, garantindo dados atualizados e acessíveis aos gestores. Ela é dividida em três módulos principais: Sistema Gestão Presente; GPE; e GPEI.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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