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CULTURA

5ª edição do Festival Rainha das Matas celebra os saberes das populações ribeirinhas do Marajó

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Foto: Divulgação

A 5ª edição do Festival Rainha das Matas será realizada no dia 18 de abril, no Parque de Exposições de Soure, no Arquipélago do Marajó. O evento cultural se consolida como um dos mais originais da Amazônia brasileira. O festival reúne arte, ações territoriais, impacto social, moda, sustentabilidade e protagonismo LGBTI+ em uma experiência que cruza tradição, inovação e política de direitos à cultura.

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O evento foi criando em 2021npela produtora cultural e performer Ágata Felina, o Rainha das Matas nasceu como um encontro entre amigos, inspirado no tradicional concurso Rainha das Rainhas do Carnaval, de Belém.

Diretamente das matas da comunidade do Pedral, o que era uma celebração local rapidamente ganhou força e se transformou em um projeto cultural com identidade própria, marcado por criatividade, resistência e afirmação de corpos dissidentes na Amazônia.

Para a diretora geral executiva Rafaela Kennedy, o Rainha das Matas representa um movimento coletivo que nasce do território e retorna para ele em forma de cuidado, visibilidade e geração de possibilidades. “O festival cria espaços onde corpos historicamente marginalizados possam existir com protagonismo e autonomia, ao mesmo tempo em que fortalece redes locais, ativa a economia e reafirma a diversidade como uma força estruturante de Soure”, destaca.

Nesta edição, o festival propõe um mergulho nos saberes das populações ribeirinhas, destacando conhecimentos tradicionais ligados ao manejo da natureza, como o ciclo das águas, o artesanato e o uso de plantas medicinais.

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A idealizadora e diretora artística Ágatha Felina destaca que escolher os saberes ribeirinhos como tema desta edição é colocar no centro aquilo que sustenta a vida no Marajó. “São conhecimentos passados de geração em geração, sobre os rios, as plantas, a pesca e o modo de viver. Trazer isso para o festival é valorizar essas histórias, dar visibilidade a quem sustenta o território e mostrar que esses saberes não são só memória, são caminho”, afirma.

O ponto alto da programação é o concurso Rainha das Matas, no qual os participantes desfilam criações feitas com elementos naturais como folhas, sementes, galhos e materiais que chegam às margens do rio. Mais do que figurinos, as peças são narrativas visuais que conectam corpo e território, tradição e contemporaneidade.

Ágatha Felina também ressalta o simbolismo do concurso dentro do festival. “O Rainha das Matas é um símbolo de resistência, de valorização cultural e de conexão com o território. É um espaço onde identidade, ancestralidade e criação se encontram, e onde cada candidata expressa, por meio das suas fantasias, essa relação viva com a natureza e com suas próprias histórias. A expectativa é de uma edição ainda mais potente, com muita energia, criatividade e pertencimento”, afirma.

Um dos destaques do festival é a feira Encanto das Matas, espaço dedicado à valorização de produtos, saberes e iniciativas da economia criativa local, reunindo empreendedores do território.

Esquenta Rainha das Matas: ações territoriais mobilizam Soure antes do festival

Mais do que um evento artístico, o Rainha das Matas se constrói, ao longo dos dias que antecedem o festival, com uma programação de ações territoriais que mobilizam a comunidade local e fortalecem iniciativas de economia criativa e turismo de base comunitária.

Nos dias 14 e 17 de abril, Soure recebe uma série de atividades que conectam cultura, formação e desenvolvimento local. A abertura do esquenta acontece no dia 14, com a roda de conversa “Turismo e Diversidade no Marajó”, que será na Agência Regional do Sebrae, com sede em Soure. O encontro é voltado para a rede turística local, que reúne hotéis, pousadas, hostels, restaurantes, lanchonetes e guias de turismo, promovendo diálogo, troca de experiências e orientação, com apoio do Sebrae, sobre práticas mais inclusivas e sustentáveis no território.

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Para o prefeito de Soure, Paulo Victor Lima, o Festival Rainha das Matas tem papel fundamental no fortalecimento do turismo e da identidade local, ao unir cultura, natureza e inclusão. “O nosso turismo é mais rústico e sustentável, voltado para a conexão com os campos, os búfalos e as praias de mangue, e o festival vem potencializar isso. Além de ser um evento de diversidade, que reúne um verdadeiro arco-íris de expressões, ele fortalece o sentimento de pertencimento da população, valoriza nossas tradições e mantém viva a cultura marajoara. Hoje, o Rainha das Matas transforma o mês de abril em um dos mais esperados em Soure, atraindo visitantes, mobilizando artistas e reafirmando a ligação das comunidades com a terra, a floresta e o futuro”, destaca.

Serviço

Festival Rainha das Matas | 5ª edição
18 de abril de 2026
A partir das 15h
Parque de Exposições de Soure — Ilha do Marajó (PA)

Programação:
 • Concurso Rainha das Matas
• Feira “Encanto das Matas”

Esquenta — ações territoriais

14 de abril (terça-feira)
 19h
Agência Regional do Sebrae – Soure
• Roda de conversa “Turismo e Diversidade no Marajó”
(Público: rede turística local)

17 de abril (sexta-feira)
 Associação de Moradores do Pacoval (AMPAC)

9h às 11h
• Oficina “Tramas da Floresta”, com Labô Young
• Oficina “Feito à mão” (pintura em tecido para crianças), com Mulambra Grif

15h às 18h
• Oficina “Letras das Águas”, com Kekel e Anny

20h
Quintal do Carimbó
• Festa “Filhas da Noite Suja”
(4º Festival Noite Suja)

 

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Homem em possível surto é contido após tentar atacar moradores em Oeiras do Pará, no Marajó

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Foto: Divulgação

Um homem possivelmente em surto foi contido pelas polícias Civil e Militar, no último final de semana, em Oeiras do Pará, no Arquipélago do Marajó, após tentar agredir moradores com uma faca em via pública.

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De acordo com informações da equipe do delegado Caio Versiani, o caso aconteceu na noite do dia 17 de abril de 2026. O suspeito teria tentado desferir um golpe contra um motociclista que retornava da igreja. A vítima conseguiu escapar ao realizar uma manobra evasiva, evitando o ataque.

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Na sequência, o homem passou a perseguir outras pessoas, entre elas mulheres e adolescentes, fazendo ameaças de morte e provocando pânico entre moradores da região. Segundo relatos, ele já era conhecido por episódios semelhantes, com comportamento agressivo em via pública.

Na manhã do dia seguinte, após novas denúncias, foi realizada uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar, que localizaram o suspeito. Durante a abordagem, ele tentou resistir e chegou a entrar em uma residência, sendo necessário o uso progressivo da força e algemas para contê-lo.

Após a detenção, a Polícia Civil realizou os procedimentos legais, incluindo oitiva da vítima, depoimentos de testemunhas, apreensão da arma branca e coleta de informações médicas. Diante do risco à ordem pública, foi solicitada a conversão da prisão em flagrante em internação provisória, como medida de segurança.

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