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ESTAVA FORAGIDO

Foragido por estupro de vulnerável é preso durante fiscalização em base fluvial no Marajó

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Um homem com mandado de prisão em aberto pelo crime de estupro de vulnerável foi preso durante uma fiscalização na Base Integrada Fluvial Antônio Lemos, em Breves, no arquipélago do Marajó.

A prisão ocorreu na noite de sábado (23), durante abordagem à embarcação Ana Beatriz IV, que fazia o trajeto entre Santana, no Amapá, e Belém.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), agentes fizeram fiscalização documental dos 169 passageiros da embarcação e identificaram, durante consulta aos sistemas de segurança, um mandado de prisão em aberto contra um dos passageiros pelo crime previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro.

Após a confirmação da ordem judicial, o homem foi detido e encaminhado à autoridade policial.

A ação contou com equipes do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (Gflu), Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar.

De acordo com a Segup, esta foi a segunda recaptura de foragido da Justiça realizada em bases fluviais do estado em dois dias consecutivos. Na sexta-feira (22), outro homem com mandado de prisão em aberto foi localizado durante fiscalização na Base Fluvial Candiru, em Óbidos.

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As bases fluviais fazem parte da estratégia de fiscalização nos rios do Pará, com abordagens a embarcações, passageiros e cargas em rotas hidroviárias do estado.

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Pará reduz em 55% os casos de pirataria nos rios com investimentos em segurança do Governo do Estado

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Os quase R$ 25 milhões investidos nos últimos quatro anos, pelo Governo do Pará, na implantação de três Bases Fluviais Integradas, em pontos estratégicos da malha hidroviária paraense, resultaram em redução das taxas de diversos crimes, incluindo os casos de roubo nos rios, conhecidos como pirataria, que registraram um recuo de 55,49% nos últimos cinco anos, segundo aponta balanço da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Em 2020, o Pará registrou 182 ocorrências de pirataria, envolvendo ataques a embarcações e ações criminosas contra populações ribeirinhas, em diferentes comunidades. Cinco anos depois, houve uma redução significativa desse tipo de crime: durante todo ano de 2025, foram contabilizados 81 casos. A redução também aparece na comparação mais recente, entre os anos de 2024 e 2025, com queda de 10,98%.

“Fechamos o primeiro mês de meu governo com o abril menos violento em 16 anos no Pará, com forte redução das mortes por crimes violentos, e temos também deflagrado várias grandes operações que têm mandado um recado claro: o Pará quer paz, e nós não daremos sossego a quem comete crimes nos rios, nas ruas, contra a mulher, em casa, seja onde for. Criminoso não terá paz no meu governo, e seguiremos avançando, porque ainda queremos muito mais na segurança pública”, avalia a governadora do Estado, Hana Ghassan.

Ações integradas

Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag Pará

Segundo detalha o titular da Segup, Ed-lin Anselmo, os investimentos nas bases fluviais do Pará integram a política estadual de segurança voltada à proteção das populações ribeirinhas, ao combate às organizações criminosas e à garantia da circulação de passageiros e cargas nos rios do Estado. “Para se ter ideia, nos últimos três anos, 2023, 2024 e 2025, não foi registrado nenhum latrocínio, que é o roubo seguido de morte nos rios”, pontuou o secretário de segurança.

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A primeira base que marcou o início da estratégia de segurança pública nos rios paraenses foi a Base Antônio Lemos, entregue em 2022, localizada no distrito de mesmo nome, em Breves, no Arquipélago do Marajó. A segunda, a Base Candiru, localizada no estreito de Óbidos, na região do Baixo Amazonas, foi entregue em 2024. O mais recente reforço foi a Base Baixo Tocantins, entregue este ano, no município de Abaetetuba.

“A segurança das nossas comunidades aumentou 100%”, afirmou o pescador Manoel José, de 74 anos, que vive em frente à comunidade Santo Antônio, próxima da Base Fluvial Baixo Tocantins. “Moro aqui desde que nasci, e a base fluvial trouxe um alívio para mim e para nossas famílias. Eu já perdi duas rabetas, assim como outras pessoas, mas hoje estou mais tranquilo”, acrescentou.

João Batista é outro beneficiado pela unidade. Aos 50 anos, 23 deles vividos na comunidade Igarapé Areia, o pescador garantiu que agora a região tem mais tranquilidade. “Antes das bases, era comum a atuação de piratas nas áreas ribeirinhas, além das embarcações de passageiros e mercadorias, que eram alvos. Mas hoje podemos ter mais segurança para a gente e nossos filhos”, avaliou.

Tecnologia reforça monitoramento

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Foto: Alexandre Costa / Ag Pará

Em média, cada base fluvial atua com 25 agentes da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal, do  Corpo de Bombeiros e do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), além de servidores da Secretaria da Fazenda e da Receita Federal (Sefa/Sefaz). Ao todo, as ações operacionais contam com sete lanchas, das quais quatro são blindadas, equipadas com alta tecnologia e capazes de atingir mais de 60 km por hora.

As embarcações estão equipadas com radar e câmera termal, permitindo a atuação dos agentes em qualquer horário, e possibilitando maior visualização de criminosos nos rios. Já as bases possuem tecnologia com rádios marítimos e digitais, câmeras, radar, além de plataformas de comunicação direta com as comunidades, para o recebimento de denúncias, garantindo atuação rápida e flagrante dos crimes.

Cobertura ampliada e fortalecida

Foto: Bruno Cruz / Ag Pará

O secretário de Segurança Pública, Ed-lin Anselmo, explica que, juntas, as três Bases Fluviais Integradas realizam uma cobertura de mais de 260 mil km² de área. “As estruturas estão inseridas nas principais rotas fluviais de grande tráfego de embarcações de carga e passageiros, que, estatisticamente, acabam sendo alvos da atuação de piratas contra embarcações e até mesmo comunidades”, ressaltou.

“A Base Baixo Tocantins, por exemplo, está próxima do porto de Vila do Conde, maior exportador das riquezas paraenses para diversos países. A Antônio Lemos fica entre o Rio Amazonas e o Estreito de Breves, ponto de escoamento de mercadorias de todo tipo. Por isso estamos lá: para garantir a ida e vinda das embarcações e assegurar tranquilidade às comunidades”, completou o secretário.

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