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Justiça paraense instala novo Ponto de Inclusão Digital em Gurupá, no Marajó

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Foto: Divulgação
No coração das águas amazônicas, onde os rios são estradas e o tempo da viagem é medido pela correnteza, a Justiça paraense decidiu encurtar distâncias históricas. Na última sexta-feira, 15, a vila quilombola Vila Carrazedo, no município de Gurupá, recebeu um novo Ponto de Inclusão Digital (PID), iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado do Pará em parceria com a prefeitura municipal.
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O espaço é o 71º instalado pelo Judiciário paraense e representa mais do que um avanço tecnológico: simboliza a chegada concreta do acesso à Justiça em territórios tradicionalmente afastados dos serviços públicos.
Em uma região onde sair da comunidade pode significar horas de deslocamento fluvial e custos difíceis de assumir no orçamento familiar, a nova sala digital surge como uma ponte entre direitos e cidadania. Por meio do PID, moradores(as) poderão participar de audiências virtuais, consultar processos, emitir documentos e receber orientações jurídicas sem precisar viajar até a sede do município.
Durante a inauguração, a diretora do Fórum de Gurupá, Mirian Zampier, destacou o significado simbólico da instalação do espaço em um território quilombola. “É um território que significa luta, resistência e resgate de identidade. O Poder Judiciário estar presente em um lugar com tanto significado é uma construção muito gratificante para todos(as) os(as) envolvidos(as)”, afirmou.
Facilidade – De maneira simples e próxima da comunidade, a magistrada explicou que a sala funciona como uma extensão virtual do Fórum dentro da própria vila. “É como se fosse uma sala do Fórum aqui dentro do território. Quem precisar de atendimento poderá conversar com a equipe da cidade sem precisar gastar aquele dinheirinho de deslocamento que faz falta no final do mês”, disse.
A estrutura instalada conta com computador, webcam e suporte de um servidor cedido pela prefeitura, responsável por auxiliar os(as) moradores(as) no contato com os órgãos públicos e instituições parceiras. Entre os serviços disponíveis estarão atendimentos do cartório, emissão de segundas vias de certidões, registros civis, orientações jurídicas, demandas relacionadas à guarda, pensão alimentícia, testes de DNA e até registros de medidas protetivas de urgência.
Segundo Mirian Zampier, a proposta é romper barreiras históricas de exclusão institucional. “Não é justo que, pelo fato de viver longe da sede do município, a população não tenha acesso aos mesmos serviços públicos. A população é uma só, o território é um só”, reforçou.
A prefeita de Gurupá, Maria Iracilda de Almeida Alho, também destacou o impacto social do projeto para as comunidades mais afastadas do arquipélago. “Estamos falando de acessibilidade ao nosso povo, principalmente às pessoas mais simples, que muitas vezes não sabem onde recorrer ou não têm informação. Ter uma sala do Poder Judiciário presente aqui significa dar voz, orientação e acolhimento à população”, declarou.
Ela lembrou ainda que esta é a segunda unidade implantada no município – a primeira foi instalada no distrito de Itatupã – e ressaltou a importância da parceria entre a prefeitura e o Judiciário. “Esse é um olhar diferenciado para Gurupá. Mesmo com todas as dificuldades de um município distante dos grandes centros, seguimos trabalhando para garantir direitos, combater violações e levar dignidade ao nosso povo”, afirmou. A juíza a juíza Edna Maria de Moura Palha e outras autoridades públicas também participaram da cerimônia de inauguração.
PID – Os Pontos de Inclusão Digital fazem parte de uma política nacional incentivada pelo Conselho Nacional de Justiça, alinhada à Recomendação nº 130/2022 e à Resolução nº 372/2021, que estimulam a criação de espaços de atendimento remoto e o fortalecimento do Balcão Virtual em todo o país.
Em um Estado de dimensões continentais como o Pará – com mais de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, 144 municípios e cerca de nove milhões de habitantes – iniciativas como essa transformam tecnologia em ferramenta de cidadania. Nos rios do Marajó, onde por muito tempo a distância separou pessoas de seus direitos, a Justiça agora chega pela tela, pela conexão e pela escuta.
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Casal de idosos morre em acidente de trânsito a caminho de evento religioso no sudoeste do Pará

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Um casal de idosos morreu após um caminhão, que seguia na contramão, bater de frente contra o carro das vítimas, na noite deste domingo (17), na BR-230, a Transamazônica, em Medicilândia, no sudoeste do Pará. O casal seguia para um evento religioso.

Segundo a polícia, o motorista do caminhão apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante pela Polícia Militar após o acidente. O casal morreu ainda no local.

Segunda a Polícia Civil, testemunhas afirmaram que o carro trafegava em baixa velocidade quando foi atingido pelo caminhão, que estaria com os faróis apagados. Com o impacto da batida, o veículo ficou completamente destruído e os corpos ficaram presos às ferragens.

O acidente ocorreu por volta das 19h30, no km 89 da rodovia, na entrada de Medicilândia. O casal de agricultores seguia da Agrovila Nova Canaã para a cidade.

As vítimas foram identificadas como Orisvaldo Lopes de Oliveira, de 69 anos, e Idasima Lambert Oliveira.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Altamira realizaram a retirada das vítimas. A Polícia Científica, a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal também estiveram no local para apurar o acidente.

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O motorista do caminhão foi identificado como Francisco Magno Costa Pinto. Segundo a Polícia Militar, ele foi localizado a cerca de quatro quilômetros do local do acidente e encaminhado para a Delegacia de Medicilândia.

De acordo com testemunhas, o homem teria passado a tarde consumindo bebida alcoólica em um bar da cidade.

Um vídeo gravado por uma moradora mostra o caminhão realizando manobras perigosas em via pública momentos antes da colisão. O veículo pertence a uma empresa responsável pela manutenção da rodovia.

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