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ESTELIONATO

Suspeitos de aplicar golpe com falso projeto social “Bombeiro Mirim” são presos no Marajó

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Foto: Divulgação

Três homens foram presos pela Polícia Militar nesta terça-feira (12) em Anajás, no Arquipélago do Marajó, suspeitos de estelionato. O trio estaria utilizando de um suposto projeto social para aplicar golpes em moradores do município, cobrando taxas de inscrição de pais e responsáveis sob a promessa de oferecer atividades do programa “Bombeiro Mirim”.

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De acordo com informações da PM, a primeira abordagem aconteceu na noite da última segunda-feira (11), durante rondas ostensivas na cidade. Os policiais encontraram um dos suspeitos ministrando instruções de ordem unida a um grupo de aproximadamente 70 alunos, entre eles várias crianças.

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Ao ser questionado, o homem, segundo a Polícia, afirmou que o projeto tinha caráter social e não possuía fins lucrativos. A guarnição então solicitou documentos pessoais e orientou que ele comparecesse à Delegacia de Polícia Civil para apresentar registros da iniciativa e certificações que comprovassem habilitação para atuar nas atividades.

Na manhã seguinte, denúncias chegaram à polícia informando que o suspeito estaria planejando fugir da cidade levando os valores arrecadados junto aos pais dos alunos. Durante as apurações, os militares descobriram que o projeto cobrava uma taxa de R$ 150 por inscrição, totalizando cerca de 70 famílias supostamente lesadas.

Segundo relatos de uma das mães, após a visita das forças de segurança ao local das atividades, o suspeito teria orientado os alunos a não comentarem com os pais sobre a presença da Polícia Militar e da Polícia Civil durante a averiguação.

Após buscas, os policiais localizaram o principal investigado em uma hospedagem da cidade, no momento em que ele arrumava os pertences para deixar o município. A proprietária do hotel informou à guarnição que o homem ainda não havia pago as diárias e pretendia sair do local prometendo quitar os valores posteriormente.

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Durante consultas aos sistemas de segurança, a PM constatou que o suspeito possui diversos registros e denúncias por estelionato em diferentes estados brasileiros, utilizando o mesmo modus operandi.

As investigações também apontaram a participação de outros dois homens no esquema. Um deles foi localizado em uma pousada da cidade, onde os policiais apreenderam uma máquina de cartão que seria utilizada para o recebimento dos pagamentos. O terceiro suspeito foi encontrado posteriormente com fichas de inscrição e outro equipamento de cobrança em cartão de crédito e débito.

Ainda segundo a polícia, o principal investigado já teria tentado aplicar o mesmo golpe no município de Afuá, também no Marajó. Na ocasião, uma das vítimas seria filho de um policial militar, que reconheceu o suspeito após a prisão em Anajás.

Os três homens foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, junto com o material apreendido, para os procedimentos cabíveis. A reportagem não localizou a defesa dos suspeitos.

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SICAR+: plataforma agiliza Cadastro Ambiental Rural e libera Pagamento por Serviços Ambientais no PA

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O governo do Pará inaugurou o SICAR+, uma plataforma avançada para o Cadastro Ambiental Rural (CAR) que promete agilizar a regularização ambiental no estado.

Desenvolvida para acelerar análises técnicas e eliminar inconsistências, a ferramenta amplia o acesso de produtores rurais a programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), como Cheque Pecuária e Valoriza Territórios Sustentáveis, enquanto assegura o cumprimento do Código Florestal.

Lançado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o SICAR+ traz uma base de dados automatizada e integrada, reduzindo o tempo de processamento de cadastros ambientais. Isso segundo o governo beneficia diretamente produtores rurais, responsáveis técnicos e usuários que dependem do CAR para obter crédito rural, seguro agrícola e comercializar produtos sustentáveis.

No Pará, onde o sistema próprio do CAR existe desde 2016, essa reformulação atende às demandas crescentes por transparência e gestão digital, também de acordo com o governo.

Regularização ambiental

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Raul Protázio Romão, enfatizou a melhoria na usabilidade.

“O SICAR+ representa um salto na modernização da gestão ambiental paraense, com uma plataforma mais segura, inteligente e eficiente. Ela aprimora a experiência do usuário e permite análises mais rápidas e precisas”, afirmou.

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Já o secretário-adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental, Rodolpho Zahluth Bastos, destacou a orientação automática ao usuário. “O sistema detecta inconsistências em tempo real, trabalha com dados atualizados e qualifica as informações para a equipe do Regulariza Pará, elevando a confiabilidade e a agilidade nas respostas técnicas.”

Entre os destaques do SICAR+ estão pré-análises automatizadas e formulários inteligentes, que corrigem erros durante o preenchimento e bloqueiam cadastros em áreas protegidas, como Terras Indígenas e Unidades de Conservação de Proteção Integral.

Essa automação segundo a Semas “minimiza retrabalho e direciona esforços técnicos para processos viáveis, otimizando a capacidade operacional do estado”.

Integração com Gov.br

Totalmente online e conectado ao Gov.br (sistema do governo federal), o SICAR+ substitui o modelo anterior, que misturava operações offline, por uma estrutura segura contra fraudes.

A integração promete facilitar o login unificado e pavimenta conexões futuras com outros serviços da Semas.

O Pará tem 379 mil CAR de imóveis rurais inscritos, dos quais 65% (cerca de 248 mil) estão em análise. Desde 2009, antes mesmo do Código Florestal de 2012, o estado atua com CAR para assentamentos de reforma agrária, povos e comunidades tradicionais (CAR PCT) e versão simplificada para agricultura familiar.

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