CRIAÇÃO DE ABELHAS
Emater e prefeituras realizam Curso de Meliponicultura em Salvaterra e Soure
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O Governo do Pará, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), realizou em parceria com as prefeituras de Soure e Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, o Curso de Meliponicultura, entre os dias 5, 6 e 7 de maio, nos dois municípios. A iniciativa também contou com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).
No primeiro dia da programação houve a parte teórica, durante reunião técnica na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Salvaterra, abordando a criação de abelhas. A atividade é uma demanda da própria Secretaria, que recebe muitos pedidos relacionados a resgate e captura de abelhas, identificando a necessidade de ampliação dos conhecimentos técnicos sobre o tema.

Agricultores familiares, pesquisadores da Embrapa e técnicos da Emater-Pará promoveram debates e troca de experiências, além de orientações sobre o manejo e a importância ambiental, e também sobre procedimentos adequados relacionados às abelhas.
No dia seguinte, começou o curso em Soure, no auditório da Adepará, com a presença de técnicos da Embrapa, Emater local e de Salvaterra, Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Soure (Assuremas) e Associação dos Peconheiros e Peconheiras do Rio Paracauari Soure/Salvaterra (APPRPSS), que fortaleceu ainda mais a integração entre instituições e agricultores familiares da Região de Integração Marajó.

Conhecimento – Para o representante da APPRPSS, Neres Campelo do Amaral, morador da Comunidade Quilombola de Caldeirão, o curso foi muito importante para ampliar os conhecimentos sobre a criação de abelhas e as atividades que geram renda e emprego para a população.
“A gente não tinha esse conhecimento com as abelhas. Apesar que foram três dias, foram três dias de muito conhecimento pra gente. Com muito aprendizado prático. Temos vários tipos de abelhas na nossa área de reserva extrativista. Nessa área, a gente nunca trabalhou com o manejo delas. Deixávamos elas no habitat natural, fazendo o trabalho de polinização do açaí pra gente. Com esse projeto a gente vai trabalhar agora a criação em caixa e, futuramente, a gente pode tentar trabalhar a produção de mel. Vai depender muito da gente. Se a gente ver que dá para ganhar um incentivo por esse mel da floresta, de cada peconheiro, a gente pode também trabalhar a criação e a produção de mel”, disse Neres Campelo do Amaral.
No segundo dia do curso, a capacitação incluiu atividades práticas no Campo Experimental da Embrapa, em Salvaterra. Foram desenvolvidas práticas de manejo de abelhas sem ferrão (meliponinos), como captura de enxames com iscas, transferência de enxames para caixas racionais, orientações sobre alimentação natural das abelhas em períodos de escassez, divisão de colônias para expansão dos meliponários, proteção contra inimigos naturais (moscas forideos), montagem de meliponários e confecção de caixas.

“Com técnicas de trabalho vamos tentar reagrupar essas abelhas, tentar manejar elas, repassar pras caixas, fazer criação para produção de um açaí de melhor qualidade, porque quando elas polinizam o açaí dá uma produção melhor. Para começar essa produção por lá, de maio até setembro a gente quer trabalhar com essas abelhas. A gente vai correr atrás”, informou Neres.
Ainda segundo o representante da Associação, o apoio da Emater nos dois municípios é fundamental para obter mais conhecimento sobre criação de abelhas. “São parceiros nossos e, no meu caso, fiquei focado com o pessoal da Emater de Soure. Para nós, pequenos agricultores, extrativistas e pescadores, nos dão todo o apoio que precisamos. Estamos sempre com o pessoal da Emater do nosso lado. É um órgão principal dentro dos municípios, que apoia o pequeno agricultor familiar. Para a gente, como peconheiro, é satisfatório eles estarem do nosso lado, apoiando o nosso projeto, porque sem eles a gente não ia chegar a lugar nenhum”, enfatizou.
Foto: Divulgação“Manejaí” – O curso encerrou foi encerrado na quinta-feira (7). Para o chefe do Escritório Local de Salvaterra, Orlando Lameira, as atividades proporcionaram aprendizado prático sobre manejo sustentável, conservação ambiental e fortalecimento da meliponicultura na agricultura familiar.
“O Curso de Meliponicultura foi concluído com atividades práticas e troca de experiências entre técnicos, pesquisadores e agricultores familiares, encerrando mais uma importante ação do Projeto Manejaí Salvaterra. A iniciativa fortaleceu a parceria entre instituições e comunidades locais, incentivando práticas sustentáveis, conservação ambiental e geração de renda através da meliponicultura no território marajoara”, disse Orlando Lameira.
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Homem é agredido até a morte após suposta briga em praça de Breves, no Marajó
Um homem ainda não identificado foi agredido até a morte na madrugada desta sexta-feira (1º), após uma suposta briga na Praça do Operário, no município de Breves, no Arquipélago do Marajó.
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De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima deu entrada no Hospital Regional do Marajó já sem vida. A médica plantonista confirmou o óbito.
Segundo funcionários da unidade de saúde, o homem foi levado ao hospital por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que teria sido acionada pela Guarda Civil Municipal (GCM).
Ainda conforme o relato da GCM, os agentes foram acionados por um mototaxista, que informou sobre uma briga na Praça do Operário. Quando os guardas chegaram ao local, encontraram apenas a vítima caída no chão.
Testemunhas teriam apontado um homem conhecido pelo apelido de “Chuta Vento” como responsável pelas agressões. A GCM realizou buscas pela região e localizou o suspeito, que foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Breves para os procedimentos legais cabíveis.
As circunstâncias da agressão e a motivação do crime deverão ser investigadas pela Polícia Civil. A identidade da vítima também deverá ser confirmada oficialmente.
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