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ECONOMIA E NEGÓCIOS

Mineração amplia negócios no Pará e já movimenta R$ 8,4 bilhões com empresas locais

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A mineração já movimentou R$ 8,4 bilhões com empresas paraenses somente nos primeiros seis meses de 2026. O valor corresponde a 55% de todas as compras realizadas pela Vale e pela Vale Metais Básicos para as operações de ferro, cobre e níquel no Pará.

Os números mostram como a atividade mineral vem ampliando a participação de empresas locais na cadeia de fornecedores e fazendo o dinheiro circular dentro da economia paraense, com geração de negócios, empregos e novas oportunidades.

A participação dos fornecedores do estado cresceu nos últimos quatro anos. Em 2022, as empresas paraenses representavam 42% das compras da mineradora. Em 2026, esse percentual chegou a 55%, um avanço de 13 pontos percentuais.

Entre os municípios que mais movimentam negócios relacionados às operações da Vale estão Marabá, Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás e Ourilândia do Norte. Juntas, as cinco cidades concentraram R$ 7,7 bilhões em faturamento com empresas do Grupo Vale no primeiro semestre deste ano.

Mais empresas paraenses na cadeia da mineração

A expansão também aparece no número de fornecedores cadastrados. Entre 2022 e 2026, 2.702 empresas paraenses passaram a integrar a base de fornecedores da mineradora.

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Com isso, o número total de empresas do estado cadastradas chegou a 8.757.

Segundo Elberti Lopes, diretor de Suprimentos da Vale, a estratégia busca aumentar a participação das empresas paraenses nos negócios gerados pela mineração.

“Nosso objetivo é ampliar a participação dos fornecedores paraenses nas oportunidades geradas pela mineração. Quando uma empresa local cresce e se torna mais competitiva, os benefícios se espalham pela economia, com geração de emprego, renda e desenvolvimento para os municípios onde atuamos”, afirma.

Rodadas de negócios e capacitação

Além das compras, a companhia afirma ter ampliado ações para preparar empresas paraenses para atender às exigências do setor.

Desde 2025, a Vale participou de mais de 25 rodadas de negócios, promoveu mais de 20 workshops e treinamentos, que capacitaram mais de 900 fornecedores, e realizou mais de 1.100 atendimentos a empreendedores.

A proposta é ajudar empresas locais a cumprir requisitos técnicos e comerciais exigidos pela mineração e, dessa forma, aumentar a competitividade e a possibilidade de contratação.

Como uma empresa pode se tornar fornecedora

Empresas interessadas em fazer parte da cadeia de fornecedores da Vale e da Vale Metais Básicos precisam passar por um processo de cadastro.

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O primeiro passo é realizar o registro no Portal Vale, com o envio da documentação e das certidões exigidas conforme a área de atuação.

Depois, a empresa deve realizar o cadastro na plataforma Coupa, utilizada nas transações comerciais das operações de Ferrosos e também de Salobo, Sossego e Onça Puma.

Após a análise do perfil, o Grupo Vale pode encaminhar o convite para participação em processos de fornecimento.

Para o Pará, os números mostram que a mineração não movimenta apenas as grandes operações instaladas no estado: uma parcela cada vez maior dos recursos também chega às empresas locais, fortalecendo uma cadeia que envolve diferentes municípios e setores da economia.

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Mineração movimenta R$ 8,4 bilhões com empresas do Pará em 2026; veja onde o dinheiro está circulando

Esse segundo é mais forte para Discover, porque transforma o dado financeiro em curiosidade regional e abre espaço para o leitor descobrir quais municípios e empresas estão sendo beneficiados.

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Revista de malas de terceirizados da Equatorial gera situação de constrangimento em Breves

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Funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços para a Equatorial Energia teriam sido submetidos a uma revista de malas por supervisores da empresa, situação que teria causado constrangimento aos trabalhadores. O caso teria ocorrido em Breves, no Marajó, após o encerramento de um ciclo de trabalho em uma área rural da região.

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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que os trabalhadores são submetidos à revista de seus pertences.

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Uma fonte ouvida pela reportagem afirmou que os colaboradores foram chamados para subir, com as malas, até o segundo andar de uma embarcação. No local, segundo o relato, eles teriam sido informados de que seus objetos pessoais seriam revistados.

Ainda de acordo com a fonte, os funcionários teriam sido orientados a abrir as próprias malas e realizar a revista dos pertences. Cerca de 25 a 30 colaboradores teriam passado pelo procedimento.

Em nota, a Equatorial Pará informou que tomou conhecimento das imagens que circulam nas redes sociais sobre uma situação ocorrida durante uma atividade realizada por uma empresa parceira, em Breves.

A distribuidora informou que solicitou esclarecimentos formais à empresa responsável e que acompanha a apuração dos fatos.

A Equatorial Pará reforçou que não compactua com qualquer conduta que possa constranger ou desrespeitar trabalhadores e afirmou exigir que suas empresas parceiras atuem de acordo com os princípios de respeito, integridade e dignidade.

A empresa também informou que, caso seja identificado qualquer descumprimento das normas estabelecidas, serão adotadas as medidas cabíveis.

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