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INVESTIGAÇÃO

Operação em SP, SC e PA investiga morte de comerciante que recusou pagar extorsão em Ananindeua

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Foto: Divulgação

Uma operação da Polícia Civil do Pará que investiga o assassinato da comerciante Creuza Paula de Souza Tavares teve prisões e dois investigados mortos durante abordagens policiais nesta quinta-feira (8). As ações ocorreram simultaneamente no Pará, em São Paulo e em Santa Catarina.

Creuza foi morta a tiros em 7 de fevereiro de 2025, enquanto trabalhava na própria loja de roupas, no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém.

Segundo a investigação, integrantes do Comando Vermelho teriam determinado o assassinato porque a comerciante se recusava a pagar uma cobrança de extorsão, chamada de “taxa do crime”, e mantinha amizade com policiais que frequentavam o estabelecimento.

A operação Creuza cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e outras medidas cautelares expedidos pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Ananindeua.

As diligências ocorreram em cinco municípios:

  • Belém, Ananindeua e Tracuateua, no Pará;
  • São Bernardo do Campo, em São Paulo;
  • Guabiruba, em Santa Catarina.

Assassinato visto por chamada de vídeo

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos monitoraram a rotina da comerciante durante vários dias antes do crime.

No momento do assassinato, os suspeitos teriam feito uma chamada de vídeo. Segundo os investigadores, a ligação permitiu que outros integrantes da organização criminosa acompanhassem a ação à distância.

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A Delegacia de Homicídios Metropolitana, vinculada à Divisão de Homicídios, informou que teve acesso a grupos do aplicativo usados pelos investigados para planejar e coordenar o crime.

Os elementos reunidos na investigação fundamentaram os pedidos de medidas judiciais.

Dois investigados morreram

Em Santa Catarina, Kleber Deyvison da Silva Leal, conhecido como “Leal”, foi atingido durante uma abordagem de equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do estado. Ele morreu posteriormente.

Segundo a versão policial, Kleber reagiu à abordagem. O relato fornecido não detalha como teria ocorrido essa reação.

Em São Paulo, Lucas de Araujo Bier Roca da Costa, conhecido como “LK”, também foi atingido durante uma intervenção policial e morreu posteriormente.

Conforme o registro da ocorrência, Lucas tentava fugir da região de São Bernardo do Campo em direção a Santos e teria reagido à abordagem. O material também não detalha a reação atribuída a ele.

Segundo a investigação, Kleber e Lucas eram lideranças do Comando Vermelho, com atuação principalmente nos bairros do Coqueiro e Cidade Nova, em Ananindeua. O g1 tenta contato com a defesa dos suspeitos.

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A Polícia Civil atribui aos dois a determinação e a coordenação de extorsões contra comerciantes, atentados e homicídios, inclusive contra agentes públicos.

Prisões, buscas e apreensões

Durante as diligências no Pará, a polícia informou ter encontrado drogas, munições de arma de fogo e objetos de possível origem ilícita. Também houve prisões em flagrante por tráfico de drogas.

O registro da operação informa a prisão preventiva dos seguintes investigados:

  1. Walter Tadeu de Souza Pinto, conhecido como “T2”, também preso em flagrante por tráfico de drogas;
  2. Nataliane Sarmento Castro;
  3. Ana Carmem Monteiro Silva;
  4. Renan Carvalho Castro, conhecido como “MK”;
  5. Jeferson Botelho Furtado;
  6. Felipe dos Santos Dias;
  7. Erick Fabricio Pereira do Nascimento, conhecido como “FB”;
  8. David Oliveira da Silva Junior, conhecido como “Bololo”.
  9. Edio Vinicius Silva Carvalho
  10. Maydson Neves.
  11. Daniele Ferreira de Oliveira.

Outras medidas judiciais

Ivaneide Monteiro Pereira Santos, Antonio Cassimiro e Gustavo Paes Fernandes Oeiras foram relacionados como alvos de medidas cautelares diversas da prisão. O documento não informa quais restrições foram determinadas.

Talicia Teixeira Fernandes foi alvo de busca e apreensão domiciliar. Segundo a Polícia Civil, os investigados têm vínculos com o Comando Vermelho.

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Projeto de Extensão leva educação para o trânsito a escolas no Marajó

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Foto: Divulgação

Um projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), no Campus Universitário do Marajó-Soure, promove ações de educação para o trânsito com crianças e jovens do município. Iniciado em agosto de 2025, em parceria com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/Ciretran B), a Secretaria de Educação Municipal e a Prefeitura de Soure, o projeto “Juventude em Movimento: Educação para um Trânsito Seguro em Soure” busca estimular a cidadania e a segurança no trânsito entre estudantes, considerando as características da mobilidade urbana local.

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“A mobilidade urbana de Soure é marcada pela presença significativa de pedestres, ciclistas e motociclistas, além dos desafios relacionados à sinalização, às condutas de risco e à ausência de dados sistematizados sobre a realidade do trânsito no município”, explica Rodrigo Ribeiro, servidor técnico-administrativo da UFPA e coordenador do projeto.

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A iniciativa promove campanhas e blitz educativas, orientações a pedestres, ciclistas e condutores, rodas de conversa, oficinas temáticas, quizzes interativos, intervenções lúdicas e atividades educativas em escolas e outros espaços públicos. Também estão previstas ações em locais estratégicos do município, como o mercado municipal, as agências.

Formação de agentes multiplicadores – O público-alvo do projeto são estudantes de escolas públicas de Soure, com idade entre 14 e 17 anos, selecionados para atuar como agentes multiplicadores das ações de educação para o trânsito. A iniciativa também conta com a participação de 20 discentes voluntários da UFPA – Campus do Marajó-Soure.

“Essa formação contribui para que os jovens reconheçam situações de risco, reflitam sobre suas próprias condutas e se tornem agentes de transformação em seus espaços de convivência”, destaca Rodrigo Ribeiro. “Quando crianças e jovens têm contato com esses conhecimentos, desde cedo, passam a compreender que o trânsito é um espaço de convivência coletiva e que as escolhas de cada pessoa podem afetar a segurança e a vida de outras”.

Em setembro, o projeto esteve na Creche Alegria do Sossego, em Soure, a convite da instituição, para uma ação de conscientização com o tema “Trânsito seguro começa em casa”. A atividade aproximou a discussão sobre segurança no trânsito do cotidiano das famílias e envolveu crianças, pais e responsáveis.

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“A atividade buscou aproximar a discussão sobre segurança no trânsito do cotidiano das famílias, mostrando que atitudes responsáveis, respeito e cuidado podem e devem ser aprendidos e praticados desde cedo”, afirma o coordenador.

Segundo Rodrigo Ribeiro, a proposta é envolver os jovens não apenas como participantes, mas também como agentes multiplicadores dos conhecimentos adquiridos. “A ideia é que eles possam levar essas reflexões para suas escolas, famílias e para a comunidade”, acrescenta.

Próximas ações – Em outubro, será realizada uma nova etapa de formação e capacitação dos jovens participantes. A oficina metodológica será ministrada pela pedagoga Elizabeth Carvalho, coordenadora das Ações de Educação para o Trânsito do Detran-PA e apoiadora do projeto.

Já em novembro, durante o Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe), o Campus Universitário do Marajó-Soure sediará, entre outras atividades acadêmicas, uma roda de conversa sobre educação e segurança no trânsito, aberta às comunidades acadêmica e externa. A atividade será destinada ao compartilhamento das experiências desenvolvidas pelo projeto, à discussão dos desafios relacionados ao trânsito em Soure e à reflexão sobre a continuidade das ações.

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