JUSTIÇA ITINERANTE
Presidente do CNJ participa nesta sexta (22/5) de itinerância no Marajó
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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, participará, nesta sexta-feira (22/5), da solenidade de encerramento da 4° edição do programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal. A solenidade será realizada em Breves, no arquipélago do Marajó (PA).
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Em 2026, a ação coordenada pelo CNJ atende à população dos municípios de Breves, Portel e Melgaço. São mais de 50 instituições públicas e privadas mobilizadas desde a segunda-feira (18/5) para oferecer serviços gratuitos em oito eixos temáticos: previdenciário, cidadania e documentação civil, fundiário, ambiental, trabalhista, infância, saúde e proteção das mulheres.
Antes da solenidade de encerramento, às 11h, o ministro Edson Fachin vai visitar a Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Estevão Gomes, onde acontece parte dos atendimentos. Para o ministro, a atuação da Justiça na região representa uma resposta integrada, coordenada e permanente aos desafios amazônicos, marcada por barreiras geográficas, baixa presença estatal e dificuldade histórica da população em acessar direitos.
“O programa Justiça Itinerante na Amazônia Legal consolidou, ao longo dos anos, um modelo cooperativo de atuação voltada à prestação jurisdicional, à oferta de serviços essenciais e à escuta qualificada das comunidades locais, alcançando cerca de 30 mil atendimentos na região”, afirmou Fachin, durante a 7ª Sessão Ordinária do CNJ.
Acesso à justiça
O programa Justiça Itinerante Cooperativa da Amazônia Legal foi criado para aprimorar ações para a garantia de direitos sociais e o fortalecimento da relação com a sociedade. Seu objetivo é garantir à população acesso gratuito a serviços básicos, de cidadania e de saúde, especialmente em regiões em situação de vulnerabilidade social.
Juízes e juízas do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) atuam durante todo o programa. Na oportunidade, poderão ser proferidas sentenças em diversos casos, além da homologação de acordos conciliatórios.
Também estão sendo disponibilizadas consultas com médicos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), da Força Nacional do SUS e do Hospital Albert Einstein. Além disso, estão sendo emitidos documentos civis – como certidão de nascimento e identidade – e solicitados benefícios previdenciários, que poderão gerar impacto na economia local.
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PJ Agrária e NAF realizam reunião para apresentação do diagnóstico sobre ordenamento fundiário e ambiental de Portel
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 8ª Promotoria de Justiça Agrária de Castanhal e do Núcleo Agrário e Fundiário (NAF/MPPA), realizou, no dia 19 de maio, reunião técnica no plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Portel para apresentação do diagnóstico sobre o ordenamento fundiário e ambiental do município, elaborado pela Clínica Multiversidades da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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A atividade integrou a programação da Justiça Itinerante Cooperativa Amazônia Legal, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reunindo representantes do poder público nas esferas municipal, estadual e federal, além de lideranças comunitárias, organizações sociais e membros da sociedade civil, com o objetivo de subsidiar ações voltadas ao fortalecimento da gestão territorial e ambiental no município.
A abertura do evento foi conduzida pela promotora de Justiça agrária Ione Nakamura, que destacou a importância do diálogo institucional e da construção coletiva de soluções técnicas e jurídicas para enfrentar os desafios fundiários, ambientais e sociais da região. Participaram também da mesa de abertura a juíza da Vara Agrária de Castanhal, Rafaela Morais, e o promotor de Justiça de Portel, Rodrigo Bastos.
Durante a programação, a professora Dra. Luly Fischer, da UFPA, apresentou o trabalho desenvolvido pela Clínica Multiversidades, ressaltando que o município de Portel foi definido como área prioritária para estudos relacionados à governança territorial e ambiental na Amazônia. Em seguida, o residente de Engenharia Sanitária e Ambiental, mestrando André Martins, integrante da equipe técnica responsável pelo diagnóstico, expôs dados sobre a situação fundiária local, destacando aspectos relacionados à dominialidade das terras, áreas já destinadas, assentamentos, unidades de conservação e cadastros ambientais rurais. A supervisora da Clínica de Cartografia e Engenharia Sanitária e Ambiental, Dra. Katiucia Adams, também participou da programação, acompanhando a apresentação técnica do diagnóstico.
Representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Iterpa, Ideflor-Bio, Emater, Adepará, Incra, lideranças sindicais, vereadores e secretários municipais, movimentos sociais e representantes comunitários também participaram dos debates, contribuindo com informações e propostas relacionadas à regularização fundiária, gestão ambiental, políticas públicas e conflitos territoriais existentes no município.
Durante a reunião, a PJ Ione Nakamura destacou a necessidade de fortalecimento da governança territorial e sugeriu a criação de um Comitê de Governança Florestal para o município de Portel, como mecanismo de articulação entre instituições e comunidades locais.
Outro ponto debatido foi a preocupação com o avanço da “vassoura-de-bruxa” da mandioca, doença fúngica que ameaça a produção agrícola da região. Na ocasião, o MPPA realizou ação de orientação e distribuição de materiais informativos em parceria com a Adepará, reforçando a importância da prevenção e do controle fitossanitário.
Ao final do encontro, foram definidos encaminhamentos voltados ao aprofundamento dos estudos técnicos, fortalecimento do diálogo institucional e apoio à construção de soluções voltadas à regularização fundiária, proteção ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável em Portel.
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