DECISÃO
Conta de luz mais cara: governo do Pará promete impedir impacto aos consumidores
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O Governo do Pará vai reagir à decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que autorizou um reajuste médio de 6,94% nas tarifas da Equatorial Pará. O objetivo é buscar medidas para assegurar que os consumidores paraenses não sejam penalizados pelo aumento aprovado pela agência federal.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador Helder Barbalho criticou a decisão e classificou o reajuste como “um absurdo” e “inaceitável”. Ele também afirmou que o Pará está entre os estados com as contas de luz mais caras do país e questionou o fato de o Estado ser um grande exportador de energia enquanto, segundo ele, os paraenses pagam uma das tarifas mais altas.
“Isso é um absurdo, inaceitável que continuem fazendo isso com os paraenses. A gente acaba com uma das contas de luz mais caras do país. E essa indignação é porque a gente não admite ser o Estado que mais exporta energia e o que paga mais caro no país”, afirmou Helder.
A decisão da Aneel foi tomada nesta terça-feira (15) e estabelece efeito médio de 6,94% para os consumidores. O índice atinge cerca de 3,12 milhões de unidades consumidoras em 228 municípios do Pará. Os novos valores passam a valer após a publicação da resolução homologatória no Diário Oficial da União.
Durante a tramitação do processo, o Governo do Pará já havia se posicionado contra o reajuste e adotado medidas para tentar impedir sua aplicação. A Procuradoria-Geral do Estado ajuizou uma Ação Civil Pública contra a Aneel e a Equatorial Pará, questionando o processo e buscando suspender a parcela do reajuste prevista para 2026.
A homologação, porém, foi aprovada por unanimidade pela diretoria da Aneel. O efeito médio ficou em 6,94%, sendo 6,66% para consumidores de baixa tensão e 8,09% para consumidores de alta tensão. Para consumidores residenciais da classe B1, o índice informado pela agência é de 6,70%.
Por que a tarifa aumentou?
Segundo a Aneel, o reajuste foi influenciado principalmente pelos custos de aquisição de energia, encargos setoriais e componentes financeiros. A análise técnica citada no voto-vista aponta que apenas a compra de energia acrescentou 3,19 pontos percentuais ao índice.
O processo tarifário envolve a Equatorial Pará, concessionária responsável pela distribuição de energia no Estado, e a Aneel, responsável pela análise e homologação das tarifas.
A empresa havia solicitado, em agosto, que o reajuste fosse deliberado com celeridade e também apresentou um pedido de medida cautelar relacionado ao processo. A Aneel não acolheu a inclusão imediata de uma eventual diferença tarifária no reajuste de 2026 e decidiu que o tema será tratado no processo tarifário de 2027, com atualização pela Selic.
Quando o aumento começa?
Os novos valores serão aplicados a partir da publicação da decisão no Diário Oficial da União, conforme informado pela Aneel. A data contratual do reajuste era 7 de agosto de 2026, mas a homologação ocorreu posteriormente.
Apesar da aprovação, o Governo do Pará mantém a contestação ao reajuste e deve buscar medidas para evitar que o aumento aprovado seja integralmente repassado aos consumidores paraenses.
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Workshop de fotografia com celular reúne participantes em Portel, no Marajó
O Ponto de Cultura Memória da Música (Museu do Rock) realizou, nos dias 11 e 12 de setembro, em Portel, no Arquipélago do Marajó, um Workshop de Fotografia com Celular. A atividade ofereceu conhecimentos básicos sobre fotografia para pessoas interessadas em aprimorar seus registros e, futuramente, ingressar profissionalmente na área.
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O fotojornalista Ray Nonato ministrou a oficina. Com mais de 40 anos de trajetória na fotografia, o profissional possui experiência em veículos de comunicação e imprensa no Pará e em outras regiões do Brasil.
Durante a formação, os participantes aprenderam técnicas para utilizar o celular como ferramenta de produção de imagens. A oficina também apresentou possibilidades de uso da fotografia como forma de expressão, trabalho e geração de renda.
Para a aluna Andressa Emilly, a participação na oficina representou uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.
“Participar deste curso de fotografia foi uma experiência incrível de aprendizado e evolução. Aprendi novos olhares, técnicas e formas de transformar momentos em histórias. Mais um conhecimento que levo comigo e que contribui para a minha trajetória pessoal e profissional”, afirmou.
Um dos coordenadores da atividade, Marlison Freitas, destacou a importância de oferecer gratuitamente a formação à comunidade.
“Estamos muito satisfeitos pelo Ponto de Cultura ter proporcionado mais esse curso de forma gratuita para a comunidade. A fotografia é uma forma de expressão presente no nosso cotidiano e que também pode se transformar em fonte de renda e trabalho, quando aperfeiçoada”, ressaltou.
O fotojornalista Ray Nonato também destacou a importância da iniciativa para jovens e adultos de Portel. Segundo ele, a oficina vai além do aprendizado técnico e pode contribuir para o desenvolvimento cultural e econômico da comunidade.
“Para mim, que já faço esse trabalho há mais de 30 anos, levando a arte da fotografia para etnias, ribeirinhos e turistas em Belém, é uma honra ter sido convidado. Como jornalista de imagem, vejo que iniciativas como esta cumprem um papel social, cultural e econômico fundamental para a comunidade local”, afirmou.
Ray Nonato também ressaltou o potencial de Portel para a produção de imagens.
“O município tem muitas maravilhas naturais que podem ser registradas, como amanheceres e pores do sol, comunidades, balneários, praias e as próprias pessoas. E o mais interessante é que, com um celular, qualquer pessoa pode produzir uma boa imagem”, destacou.
A atividade integra as ações desenvolvidas pelo Ponto de Cultura Memória da Música e foi fomentada por meio do Edital de Projetos Continuados de Pontos de Cultura – PNAB. O workshop também contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Portel, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (SECELT).
A oficina reforça o compromisso do Ponto de Cultura Memória da Música com a democratização do acesso à formação cultural e com o desenvolvimento de novas habilidades, utilizando a fotografia como ferramenta de expressão, aprendizado e possibilidade de geração de renda.
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