ECONOMIA
Exportações seguem em queda no Marajó com redução de vendas em duas cidades
MARAJÓ
Duas das três cidades exportadoras do Marajó registraram queda nas vendas no primeiro quadrimestre de 2022 em comparação com os quatro primeiros meses de 2021. Afuá e Breves exportaram menos no período atual e Salvaterra enviou mais mercadorias ao mercado exterior. Todas elas caíram no ranking estadual de exportação, segundo o relatório do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
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Afuá continua como a cidade marajoara que mais faz comércio com outros países. De janeiro a abril vendeu 670 mil dólares, 173 mil a menos que o mesmo período do ano passado e registrou queda de 20,5%. O município também caiu da 39ª colocação no ranking estadual para a 41ª. As vendas dos empresários afuaenses são todas de madeira serrada e o MDIC não informa quais foram os países compradores.
Salvaterra é a única cidade do Marajó a apresentar aumento nas vendas este ano. O salto, em comparação com o quadrimestre passado, é de quase 550%. As vendas de ferramentas e acessórios chegaram a 29,2 mil dólares e, como foram feitas em maio, a cidade caiu uma posição no ranking estadual: da 54ª para a 55ª colocação.
Breves, que é a maior cidade do Arquipélago do Marajó, fecha a lista de exportadores este ano (Muaná, que também está na plataforma do MDIC, ainda não vendeu nada) com redução de 43,6% nas vendas e caiu da 56ª para a 57ª posição no ranking estadual. Os exportadores locais também não venderam nada em maio e estagnaram nos 13,8 mil dólares.
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Projeto de Extensão leva educação para o trânsito a escolas no Marajó
Um projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), no Campus Universitário do Marajó-Soure, promove ações de educação para o trânsito com crianças e jovens do município. Iniciado em agosto de 2025, em parceria com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/Ciretran B), a Secretaria de Educação Municipal e a Prefeitura de Soure, o projeto “Juventude em Movimento: Educação para um Trânsito Seguro em Soure” busca estimular a cidadania e a segurança no trânsito entre estudantes, considerando as características da mobilidade urbana local.
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“A mobilidade urbana de Soure é marcada pela presença significativa de pedestres, ciclistas e motociclistas, além dos desafios relacionados à sinalização, às condutas de risco e à ausência de dados sistematizados sobre a realidade do trânsito no município”, explica Rodrigo Ribeiro, servidor técnico-administrativo da UFPA e coordenador do projeto.
A iniciativa promove campanhas e blitz educativas, orientações a pedestres, ciclistas e condutores, rodas de conversa, oficinas temáticas, quizzes interativos, intervenções lúdicas e atividades educativas em escolas e outros espaços públicos. Também estão previstas ações em locais estratégicos do município, como o mercado municipal, as agências.
Formação de agentes multiplicadores – O público-alvo do projeto são estudantes de escolas públicas de Soure, com idade entre 14 e 17 anos, selecionados para atuar como agentes multiplicadores das ações de educação para o trânsito. A iniciativa também conta com a participação de 20 discentes voluntários da UFPA – Campus do Marajó-Soure.
“Essa formação contribui para que os jovens reconheçam situações de risco, reflitam sobre suas próprias condutas e se tornem agentes de transformação em seus espaços de convivência”, destaca Rodrigo Ribeiro. “Quando crianças e jovens têm contato com esses conhecimentos, desde cedo, passam a compreender que o trânsito é um espaço de convivência coletiva e que as escolhas de cada pessoa podem afetar a segurança e a vida de outras”.
Em setembro, o projeto esteve na Creche Alegria do Sossego, em Soure, a convite da instituição, para uma ação de conscientização com o tema “Trânsito seguro começa em casa”. A atividade aproximou a discussão sobre segurança no trânsito do cotidiano das famílias e envolveu crianças, pais e responsáveis.
“A atividade buscou aproximar a discussão sobre segurança no trânsito do cotidiano das famílias, mostrando que atitudes responsáveis, respeito e cuidado podem e devem ser aprendidos e praticados desde cedo”, afirma o coordenador.
Segundo Rodrigo Ribeiro, a proposta é envolver os jovens não apenas como participantes, mas também como agentes multiplicadores dos conhecimentos adquiridos. “A ideia é que eles possam levar essas reflexões para suas escolas, famílias e para a comunidade”, acrescenta.
Próximas ações – Em outubro, será realizada uma nova etapa de formação e capacitação dos jovens participantes. A oficina metodológica será ministrada pela pedagoga Elizabeth Carvalho, coordenadora das Ações de Educação para o Trânsito do Detran-PA e apoiadora do projeto.
Já em novembro, durante o Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe), o Campus Universitário do Marajó-Soure sediará, entre outras atividades acadêmicas, uma roda de conversa sobre educação e segurança no trânsito, aberta às comunidades acadêmica e externa. A atividade será destinada ao compartilhamento das experiências desenvolvidas pelo projeto, à discussão dos desafios relacionados ao trânsito em Soure e à reflexão sobre a continuidade das ações.
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