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ATLETAS PREJUDICADOS

FPDE rebate Seduc e pede ‘imparcialidade’ na liberação para Gymnasiade

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MARAJÓ

Foto: Divulgação

A Federação Paraense do Desporto Escolar (FPDE) reagiu hoje (24) à proibição que o Núcleo de Educação Física, Esporte, Arte e Lazer (NEL), vinculado à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), fez às escolas estaduais de emitir declaração de matrícula para os alunos participarem da etapa nacional da Gymnasiade, que será realizada entre 9 e 12 de abril em Macapá (AP) valendo vaga para a etapa mundial na França. A Federação se pronunciou institucionalmente, sem assinaturas pessoais, por meio de uma carta escrita em papel timbrado na qual apresenta a sua versão, pede “imparcialidade” do NEL nas tomadas de decisões para não prejudicar os atletas e diz que aguarda a realização de uma reunião conjunta para tomadas de decisões.

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Conforme o Notícia Marajó informou, existe um impasse entre NEL e FPDE para a liberação das crianças. O NEL entende que precisa integrar a delegação que vai aos jogos, o que é vedado pela Federação, e cobra responsabilidade da Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) no regulamento, que no entendimento do Estado é omisso. Diante disso, 16 atletas marajoaras da Luta Olímpica (nove de Salvaterra e sete de Cachoeira do Arari), que se classificaram na fase estadual, seguem com o futuro indefinido.

Na carta, a FPDE explica que a Gymnasiade é a maior competição escolar do mundo e que está sob a chancela da Federação Internacional de Esporte Escolar, a qual a CBDE e FPDE são subordinadas. Como este ano o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) não marcou os Jogos da Juventude (competição equivalente), a FPDE optou por não realizar uma etapa seletiva no Pará e convocou os atletas classificados nos Jogos Estudantis Paraenses (JEP’s) do ano passado, no qual os atletas marajoaras se destacaram na Luta Olímpica.

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O problema começou quando a Seduc exigiu integrar a delegação, como faz nas competições do COB, e a Federação não concordou por entender que os técnicos da instituição deveriam integrar o time.

“A Coordenação do NEL e a Coordenação de Projetos Educacionais então se posicionou que só deixaria os estudantes/atletas participarem se eles fizessem parte da Comissão Técnica, indicando técnicos e até mesmo chefes de delegação. Alegaram que tinham que estar envolvidos, acompanhar atletas do estado, tipo uma espécie de tutor. A FPDE foi contrária, pois já tínhamos determinado em reunião que os técnicos seriam indicados pelo critério da meritocracia, ou seja, quem classificasse mais atletas, seria o técnico daquela modalidade”, justificou a FPDE.

“Isso criou um clima de desentendimento por parte do NEL que emitiu um comunicado no dia 07 de janeiro orientando os diretores das
escolas, da rede estadual de ensino para não emitirem declaração de matrícula de forma a impedir a participação na competição nacional, Gymnasiade. Temos o entendimento que o caráter da situação foi meramente financeira, para obtenção dos custos da viagem”, completou a carta.

No anexo à carta, a FPDE apresenta o mesmo regulamento questionado pelo NEL e destaca o artigo 13, no qual incumbe as escolas de contratarem um seguro para a viagem dos atletas. Ao Notícia Marajó, a Federação disse que está comprometida com o pagamento do seguro e que a CBDE já encaminhou documento se comprometendo com a segurança dos alunos.

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A Federação acrescenta, na carta, que  já se reuniu com a secretária de Estado de Educação, Elieth de Fátima, e que expôs a situação, inclusive o compromisso da CBDE, gerando, segundo a FPDE, surpresa na gestora, que teria pedido prazo para uma consulta jurídica, mas que ainda não deu retorno para marcação de um novo encontro.

A FPDE diz, ainda, que recebe reclamações dos pais de atletas e que vê em tudo isso “um ato de arbitrariedade e cerceamento de direitos que vai de encontro ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”. Por fim, faz um apelo:

“O ser humano quando está a frente na condução de uma atividade, precisa está isento de preconceito, preferências, ou seja precisa está revestido de imparcialidade, pois nas mãos dele estão vidas que sonham com a vitória, com a conquista e que não podem ser interrompidos pela falta de dignidade. Não podemos aceitar que o próprio ser humano boicote esperanças e fé na vida. Essas crianças correm em busca de um sonho, estar representando seu estado e seu país numa competição de grande porte. A Gymnasíade é mais uma oportunidade entre tantas, destinadas a adolescentes e jovens brasileiros, que promovem desenvolvimento socioeducacional, portanto não podemos furtá-los de fazer parte desse grande evento, que garante vaga para o mundial na Normandia/França, em maio /2022”.

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Trabalhador morre após sofrer descarga elétrica enquanto molhava carga de frangos em caminhão no Marajó

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Foto: Reprodução

Paulo Ricardo Pinheiro Maciel morreu após sofrer uma descarga elétrica, na via Retiro Grande, em Cachoeira do Arari, no Arquipélago do Marajó. O caso foi registrado na tarde desta terça-feira (22). A vítima chegou a ser socorrida, mas o óbito foi confirmado no Hospital da Cidade.

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Segundo informações repassada a Polícia Civil, o trabalhador realizava a molhagem de uma carga de frangos que estava sobre um caminhão estacionado em frente a um estabelecimento comercial, quando teria entrado em contato com um fio da rede elétrica.

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Após receber a descarga, a vítima caiu sobre a cabine do veículo. Testemunhas relataram que o fio permaneceu energizado por alguns instantes, o que dificultou a aproximação e o atendimento imediato.

Assim que foi possível acessar o local com segurança, pessoas que estavam nas proximidades retiraram a vítima do veículo e iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar.

Em seguida, o trabalhador foi levado em um veículo particular para o Hospital da Cidade. Apesar dos esforços de socorro, ele não resistiu e teve a morte confirmada na unidade de saúde.

Após ser acionada, uma equipe da Polícia Civil esteve no local para realizar os primeiros levantamentos e os procedimentos necessários à apuração do caso.

Moradores denunciam que já haviam solicitado à concessionária de energia que os fios fossem colocados em uma altura adequada, pois estariam muito baixos no local.

Ainda segundo relatos, uma equipe da concessionária foi até o local após o acidente para realizar serviços de reparo na rede elétrica.

A Polícia Civil instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias do acidente. Laudos periciais deverão auxiliar na identificação das causas da descarga elétrica e no esclarecimento do ocorrido.

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