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Helder mantém liderança na disputa pelo Senado

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A primeira pesquisa Genial/Quaest para o Senado no Pará reforçou o protagonismo político de Helder Barbalho (MDB), que aparece na liderança em todos os cenários testados para a eleição de 2026. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 27 de abril, confirma que o emedebista mantém vantagem consistente e se posiciona como o principal nome na corrida pelas duas vagas que estarão em disputa no estado. Em março, estudo do Real Time Big Data também já mostrava o ex-governador na frente.

No primeiro cenário analisado, Helder registra 24% das intenções de voto, enquanto o deputado federal Delegado Éder Mauro (PL) aparece com 13%, ocupando a segunda colocação. Na sequência, surgem Zequinha Marinho (Podemos), Celso Sabino (PDT) e Paulo Rocha (PT), todos com 6%, seguidos por Joaquim Passarinho (PL) e Chicão (União), com 4% cada, além de Fernando Carneiro (PSOL), que soma 2%. Além disso, o levantamento aponta um contingente relevante de eleitores indecisos, que chega a 24%, enquanto 12% declararam intenção de votar em branco, anular ou não comparecer às urnas.

Em outro cenário testado, Helder Barbalho permanece na dianteira, com 22% das intenções de voto, mantendo margem sobre os concorrentes e demonstrando estabilidade eleitoral. Nesse quadro, Delegado Éder Mauro registra 14%, seguido por Zequinha Marinho, com 8%, e por Celso Sabino e Paulo Rocha, ambos com 6%. Já Chicão aparece com 4%, enquanto Fernando Carneiro mantém 2% das preferências. O número de indecisos sobe para 26%, e os votos em branco ou nulos chegam a 15%, reforçando a avaliação de especialistas de que o cenário ainda pode sofrer alterações ao longo da campanha eleitoral.

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Outro ponto relevante do levantamento envolve a análise estratégica da disputa, já que, em 2026, cada estado elegerá dois senadores, o que amplia o peso das alianças políticas e das chapas majoritárias. Para os analistas políticos, a liderança de Helder indica forte presença eleitoral e capacidade de transferência de votos, fator considerado decisivo em disputas com duas vagas disponíveis.

Além disso, o estudo também revela índices de rejeição que mostram um ambiente competitivo, com percentuais próximos entre os principais nomes, o que tende a intensificar o debate político e a mobilização das campanhas nos próximos meses. Na pesquisa em que os eleitores foram perguntados em quais candidatos não votariam de jeito nenhum, Éder Mauro e Helder tiveram 38% e 36% respectivamente, enquanto Paulo Rocha ficou com 35% e Zequinha com 30%. Chicão teve 29%, Celso Sabino 28%, Joaquim Passarinho 25% e Fernando Carneiro 20%.

O levantamento ouviu 900 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 25 de abril, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança alcança 95%, padrão considerado elevado em estudos eleitorais. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob protocolo PA-09305/2026, o que garante transparência e validade estatística.

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Desmatamento na Amazônia cai 17% no 1º trimestre, mas volta a subir em março

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A Amazônia fechou o primeiro trimestre de 2026 com queda de 17% no desmatamento, mostram dados de um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Entre janeiro e março, 348 km² de floresta foram derrubados, ante 419 km² no mesmo período do ano passado.

ENTENDA: o desmatamento ocorre quando há remoção total da vegetação, geralmente para abertura de áreas destinadas a atividades como pecuária, agricultura ou ocupação irregular. Já a degradação é o dano parcial à floresta, causado, por exemplo, por queimadas ou exploração de madeira.

No chamado calendário do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, a queda foi ainda maior.

Entre agosto de 2025 e março de 2026, a área desmatada passou de 2.296 km² para 1.460 km², uma redução de 36%.

 Apesar da queda no trimestre e no acumulado do calendário, o dado de março acendeu um alerta.

No mês passado, o desmatamento chegou a 196 km², alta de 17% em relação aos 167 km² registrados em março de 2025.

Para pesquisadores do instituto, o aumento pontual reforça a necessidade de manter ações de fiscalização, punição a responsáveis pela derrubada ilegal e políticas de geração de renda associadas à floresta em pé.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto, que diferem da metodologia do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o Imazon, os satélites usados são mais refinados que os dos sistemas do governo e são capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare, enquanto os alertas do Inpe levam em conta áreas maiores que 3 hectares (entenda mais abaixo).

Estados e municípios mais afetados

No acumulado entre agosto de 2025 e março de 2026, Mato Grosso, Roraima e Pará lideraram o ranking de desmatamento na Amazônia do instituto.

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O Pará registrou 425 km² de floresta derrubada no período, queda de 52% em relação ao ciclo anterior. Mato Grosso teve 270 km², redução de 38%.

Já Roraima foi o único estado com alta: a área desmatada passou de 184 km² para 222 km², aumento de 21%.

Entre os municípios, Caracaraí (RR) aparece no topo da lista, com 84,09 km² desmatados. Em seguida vêm Feijó (AC), Rorainópolis (RR), Colniza (MT), São Félix do Xingu (PA), Tarauacá (AC), Nova Ubiratã (MT), Rio Branco (AC), Portel (PA) e Canutama (AM).

Entre as unidades de conservação, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, teve a maior área desmatada no período: 35,52 km².

A unidade fica em São Félix do Xingu, município que aparece entre os cinco mais desmatados da Amazônia no acumulado do calendário.

Segundo o Imazon, a APA concentrou mais de 95% da área derrubada dentro do município entre agosto de 2025 e março de 2026.

Na avaliação de pesquisadores, a concentração da destruição em áreas específicas mostra a necessidade de ações mais direcionadas de fiscalização nesses territórios.

A degradação florestal também caiu em março. Segundo o Imazon, foram 11 km² de floresta degradada no mês, redução de 95% em relação a março de 2025.

O resultado é o menor para o mês desde 2014.

Mesmo com a queda, Roraima concentrou 82% de toda a área degradada registrada em março. O instituto aponta que isso pode estar relacionado ao regime climático do estado, onde o início do ano costuma ser mais seco do que em outras áreas da Amazônia.

No acumulado do calendário do desmatamento, a degradação também recuou: a queda foi de 93% em relação ao ciclo anterior.

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Apesar do resultado positivo, pesquisadores do Imazon avaliam que o dado precisa ser acompanhado com cautela, já que a redução ocorre depois de um período crítico.

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, a Amazônia registrou o maior nível de degradação da série histórica do instituto.

Imazon

O sistema do Imazon detecta áreas desmatadas em imagens de satélites de toda a Amazônia Legal.

Chamado de SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), o programa foi desenvolvido pelo Imazon em 2008, para reportar mensalmente o ritmo da degradação florestal e do desmatamento na região.

Segundo o Imazon, os satélites usados são mais refinados que os dos sistemas do governo e são capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare, enquanto os alertas do Inpe levam em conta áreas maiores que 3 hectares.

O SAD utiliza atualmente os satélites Landsat 7 e 8, da NASA, e Sentinel 1A, 1B, 2A e 2B, da Agência Espacial Européia (ESA). Ambos são de domínio público, ou seja: seus dados podem ser usados por qualquer pessoa ou instituição.

Combinando esses satélites, o sistema é capaz de enxergar a mesma área a cada 5 a 8 dias. Por isso, o sistema prioriza a análise de imagens adquiridas na última semana de cada mês.

Desse modo, caso uma área tenha sido degradada no início do mês e, depois, desmatada no final do mês, ela pode ser identificada como desmatamento no dado final.

Assim como o Deter, do Inpe, o calendário de monitoramento do SAD começa em agosto de um ano e termina em julho do ano seguinte por causa da menor frequência de nuvens na Amazônia. Os sistemas também são semelhantes porque servem como um alerta, mas não representam um dado oficial de desmatamento.

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