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Eleições Pará

Quaest para o Senado no Pará: Helder, 23%; Delegado Éder Mauro, 14%; Zequinha Marinho, 11%

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Foto: Reprodução

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (29) mostra como está a disputa pelo Senado no Pará.

Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes.

Na pesquisa espontânea da Quaest — em que os nomes não são mostrados aos eleitores entrevistados —, 83% estão indecisos, porque não souberam citar um candidato.

Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado precisa responder duas vezes em quem pretende votar: para a primeira vaga e, depois, para a segunda vaga.

Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. Veja os números abaixo:

Combinação – votos totais

  • Helder (MDB): 23%
  • Delegado Éder Mauro (PL): 14%
  • Zequinha Marinho (Podemos): 11%
  • Celso Sabino (PDT): 7%
  • Chicão (UNIÃO): 5%
  • Gizelle Freitas (PSOL): 2%
  • Fernanda Lopes (UP): 1%
  • Lívia Noronha (Solidariedade): 1%
  • Marcelino Conti (PSOL): 1%
  • Edlaine Rodrigues (Democrata): 0%
  • Breno Guimarães (Mobiliza): 0%
  • Branco/nulo/não vai votar: 12%
  • Indecisos: 23%

Agora, veja os resultados que consideram apenas as respostas para a primeira vaga e, depois, para a segunda.

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Primeira vaga

  • Helder (MDB): 38%
  • Delegado Éder Mauro (PL): 19%
  • Zequinha Marinho (Podemos): 9%
  • Celso Sabino (PDT):4%
  • Chicão (UNIÃO): 4%
  • Gizelle Freitas (PSOL): 1%
  • Fernanda Lopes (UP): 1%
  • Marcelino Conti (PSOL): 1%
  • Lívia Noronha (Solidariedade): 0%
  • Edlaine Rodrigues (Democrata): 0%
  • Breno Guimarães (Mobiliza): 0%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%
  • Indecisos: 15%

Segunda vaga

  • Helder (MDB): 7%
  • Delegado Éder Mauro (PL): 8%
  • Zequinha Marinho (Podemos): 13%
  • Celso Sabino (PDT): 9%
  • Chicão (UNIÃO): 8%
  • Gizelle Freitas (PSOL): 2%
  • Fernanda Lopes (UP): 1%
  • Lívia Noronha (Solidariedade): 1%
  • Marcelino Conti (PSOL): 1%
  • Edlaine Rodrigues (Democrata): 1%
  • Breno Guimarães (Mobiliza): 1%
  • Branco/nulo/não vai votar: 16%
  • Indecisos: 32%

Para 50% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 50% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro.

A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 28 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é PA-07718/2026.

Números da pesquisa espontânea

Abaixo, veja os dados completos da pesquisa espontânea.

  • Helder (MDB): 6%
  • Delegado Éder Mauro (PL): 3%
  • Zequinha Marinho (Podemos): 2%
  • Chicão (UNIÃO): 1%
  • Celso Sabino (PDT): 1%
  • Outros: 0%
  • Branco/nulo/não vai votar: 4%
  • Indecisos: 83%
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Rejeição dos candidatos

A Quaest perguntou também aos eleitores sobre cada um dos candidatos: se eles conhecem e votariam, se não conhecem ou se conhecem e não votariam. Os candidatos mais rejeitados (maiores índices de “conhece e não votaria”) são Helder (MDB) e Delegado Éder Mauro (PL).

Helder (MDB)

  • Conhece e votaria: 56%
  • Não conhece: 9%
  • Conhece e não votaria: 35%

Delegado Éder Mauro (PL).

  • Conhece e votaria: 36%
  • Não conhece: 30%
  • Conhece e não votaria: 34%

Zequinha Marinho (Podemos)

  • Conhece e votaria: 25%
  • Não conhece: 44%
  • Conhece e não votaria: 31%

Celso Sabino (PDT)

  • Conhece e votaria: 17%
  • Não conhece: 57%
  • Conhece e não votaria: 26%

Chicão (União)

  • Conhece e votaria: 14%
  • Não conhece: 62%
  • Conhece e não votaria: 24%

Gizelle Freitas (Psol):

  • Conhece e votaria: 6%
  • Não conhece: 86%
  • Conhece e não votaria: 8%

Livia Noronha (Solidariedade):

  • Conhece e votaria: 4%
  • Não conhece: 85%
  • Conhece e não votaria: 11%

Breno Guimarães (Mobiliza):

  • Conhece e votaria: 3%
  • Não conhece: 92%
  • Conhece e não votaria: 5%

Conti (Psol):

  • Conhece e votaria: 3%
  • Não conhece: 85%
  • Conhece e não votaria: 12%

Edlaine Rodrigues (Democrata):

  • Conhece e votaria: 2%
  • Não conhece: 91%
  • Conhece e não votaria: 7%

Fernanda Lopes (UP):

  • Conhece e votaria: 2%
  • Não conhece: 92%
  • Conhece e não votaria: 6%
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Artesanato do Marajó vira coleção de calçados e estreia na Semana de Moda de Milão

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Foto: Divulgação

Os tradicionais grafismos marajoaras, uma das expressões artísticas e culturais mais antigas da Amazônia, vão ganhar as passarelas internacionais. Uma coleção inédita de calçados, cocriada por artesãos da Ilha do Marajó (PA), será lançada oficialmente em Milão, na Itália, durante a prestigiada Semana de Moda de Milão.

O evento de apresentação está marcado para o dia 23 de setembro de 2026, no Consulado-Geral do Brasil em Milão.

A iniciativa faz parte de uma missão internacional que ocorre entre os dias 20 e 30 de setembro, unindo a marca de calçados sustentáveis DOTZ, o Instituto Costurando Sonhos Brasil, o Instituto Tucunaré e o G10 Favelas.

Da cerâmica arqueológica ao design de calçados

Os grafismos marajoaras utilizados na coleção são inspirados nos desenhos complexos das cerâmicas decoradas por povos indígenas que habitaram a região do Marajó antes da colonização.

Para a nova linha de calçados, essa herança arqueológica foi reinterpretada, unindo a ancestralidade ao design contemporâneo.

Calçado com estética marajoara — Foto: Divulgação

Calçado com estética marajoara — Foto: Divulgação

O projeto conta com a participação ativa de produtores locais, como Miqueias Caldas, artesão de Cachoeira do Arari e integrante do Instituto Tucunaré.

Ele atua na aplicação dessas referências culturais em novas superfícies por meio de técnicas de desenho, pintura e carimbos.

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“Mais do que uma coleção de calçados, estamos falando de uma colaboração que conecta cultura, design e oportunidades”, destaca Rodrigo Doxandabarat, fundador da DOTZ.

Conexão entre a Amazônia, Paraisópolis e a Europa

A produção da coleção estabelece uma ponte sólida de economia criativa e impacto social entre diferentes territórios brasileiros:

  • Ilha do Marajó (PA): Onde reside a sabedoria ancestral dos artesãos locais.
  • São Paulo (SP): Onde o Instituto Costurando Sonhos Brasil, liderado pela marajoara Suéli Feio, atua na formação profissional, costura e inclusão produtiva de mulheres da periferia.
  • G10 Favelas: Bloco de líderes de favelas que apoia o projeto, ampliando o potencial de empreendedorismo periférico e conexões globais.

“Essa iniciativa permite que diferentes territórios contribuam com aquilo que possuem de mais potente, preservando suas identidades enquanto constroem novas oportunidades”, afirma Suéli Feio, que trabalha há mais de 20 anos na capital paulista promovendo o desenvolvimento de sua terra natal.

Para Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas, a internacionalização do projeto consolida a capacidade de aproximar os talentos das comunidades brasileiras do mercado de luxo global.

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O elo histórico entre o Marajó e a Itália

A escolha da Itália como destino da coleção carrega também um forte simbolismo histórico.

O país europeu era a terra natal do Padre Giovanni Gallo, sacerdote e pesquisador que dedicou sua vida à preservação do patrimônio arqueológico e cultural do Marajó, sendo o fundador do famoso Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari.

Levar os calçados com grafismos marajoaras a Milão é visto pelos organizadores como um reencontro poético entre a história do Marajó e as origens do missionário italiano.

Campanha de arrecadação

A comitiva brasileira que viaja à Itália planeja ações de grande visibilidade para promover a cultura nacional.

Entre as atividades previstas, estão rodadas de negócios, encontros com a indústria da moda italiana e reuniões institucionais.

O grupo também planeja realizar a entrega de um par de sapatos exclusivo ao Papa Leão XIV, simbolizando a união entre fé, artesanato e inclusão social.

Além disso, a delegação pretende convidar formalmente a cantora italiana Laura Pausini para ser a madrinha da iniciativa.

Para viabilizar os custos de transporte e hospedagem da delegação de artesãos e costureiras na Itália, o Instituto Costurando Sonhos Brasil abriu uma campanha de financiamento coletivo.

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