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Relatório do PIB Municipal mostra Portel à frente de Breves como cidade mais rica do Marajó

No Pará, as cidades de Portel e Breves – as maiores economias do Marajó – caíram sete posições da tabela e ficaram longe do topo

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MARAJÓ

Foto: Bruno Carachesti/Agência Pará

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgaram o relatório do Produto Interno Bruto (PIB) municipal do Pará com os números de 2021 e nenhuma cidade da Região de Integração do Marajó aparece no topo da lista. O município mais bem posicionado é Portel (veja a tabela abaixo), que ocupa apenas a 39ª colocação no estado. Das 17 cidades marajoaras, 11 aparecem a partir da 100ª colocação, num total de 144 municípios paraenses.

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O PIB é o indicador econômico mais usado para medir o crescimento do País, o tamanho da riqueza gerada e das economias estaduais e municipais. Neste sentido, Portel, com 63,8 mil habitantes, se destaca como a maior economia do Marajó, tendo um PIB de R$ 945 milhões, gerado, principalmente, pela agropecuária.

Apesar da liderança no Marajó, a cidade ocupa apenas a 39ª colocação no Pará, o que representa uma queda de sete posições em relação a 2020, quando figurava na 32ª posição.

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Breves, a maior cidade do Marajó com 104,2 mil habitantes, apresenta o segundo maior PIB da região, com uma riqueza acumulada de R$ 983 milhões. Assim como a vizinha Portel, Breves também caiu sete posições no ranking estadual e em 2021 passou a ocupar a 42ª colocação.

No ranking marajoara houve poucas alterações entre 2020 e 2021 e apenas Afuá, Anajás e Chaves subiram na tabela ao ocupar os lugares de Oeiras do Pará, Cachoeira do Arari, Bagre e São Sebastião da Boa Vista.

Afuá era a 4ª economia da região e passou para o 3° lugar, com um PIB de R$ 444 milhões. A Veneza Marajoara trocou de lugar com Oeiras do Pará, única das 17 cidades da região que não conseguiu fazer o PIB crescer, caindo de R$ 441 milhões em 2020 para R$ 419 milhões em 2021.

Bagre perdeu duas posições no Marajó e Cachoeira do Arari e São Sebastião da Boa Vista também caíram uma posição no ranking.

Marajoaras no ranking paraense

No Pará, as cidades de Portel e Breves – as maiores economias do Marajó – caíram sete posições da tabela e ficaram longe do topo. Oeiras do Pará, que não conseguiu fazer o PIB aumentar, perdeu 10 colocações. Afuá, Muaná, Curralinho, Cachoeira do Arari, Bagre, São Sebastião da Boa Vista, Soure e Melgaço também caíram no estado.

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As únicas cidades marajoaras com crescimento na ranking paraense foram Gurupá, que saiu da 93ª para a 91ª posição, Anajás (da 107ª para a 106ª colocação) e Chaves (da 110ª para a 109ª posição).

 Veja o ranking do PIB marajoara em 2021 *

Posição Marajó Cidade Posição Pará Valor em R$ 2021
1° Portel   39° ↓7 945.733 milhões ↑
2° Breves   42° ↓7 893.933 milhões ↑
          3° ↑1     Afuá   75° ↓5 444.236 milhões ↑
     4° ↓1 Oeiras do Pará     79° ↓10 419.077 milhões ↓
5° Muaná     90° ↓13 338.764 milhões ↑
6° Gurupá       91° ↑2     334.287 milhões ↑
7° Curralinho     100° ↓3 282.512 milhões ↑
8° Ponta de Pedras 103° 275.230 milhões ↑
   9° ↑2 Anajás      106° ↑1   259.020 milhões ↑
10° ↓1 Cachoeira do Arari    107° ↓1 255.830 milhões ↑
11° ↓2 Bagre     108° ↓3 250.548 milhões ↑
  12° ↑1   Chaves      109° ↑1   248.270 milhões ↑
13° ↓1 São Sebastião da Boa Vista    111° ↓3 245.028 milhões ↑
14° Soure    113° ↓2 241.803 milhões ↑
15° Melgaço    117° ↓1 216.855 milhões ↑
16° Salvaterra 118° 210.371 milhões ↑
17° Santa Cruz do Arari 139° 96.043 milhões ↑

Fonte: IBGE e Fapespa.
Elaboração:Fapespa,2023.
*Dados sujeitos a revisão.

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Projeto de Extensão leva educação para o trânsito a escolas no Marajó

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Foto: Divulgação

Um projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), no Campus Universitário do Marajó-Soure, promove ações de educação para o trânsito com crianças e jovens do município. Iniciado em agosto de 2025, em parceria com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/Ciretran B), a Secretaria de Educação Municipal e a Prefeitura de Soure, o projeto “Juventude em Movimento: Educação para um Trânsito Seguro em Soure” busca estimular a cidadania e a segurança no trânsito entre estudantes, considerando as características da mobilidade urbana local.

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“A mobilidade urbana de Soure é marcada pela presença significativa de pedestres, ciclistas e motociclistas, além dos desafios relacionados à sinalização, às condutas de risco e à ausência de dados sistematizados sobre a realidade do trânsito no município”, explica Rodrigo Ribeiro, servidor técnico-administrativo da UFPA e coordenador do projeto.

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A iniciativa promove campanhas e blitz educativas, orientações a pedestres, ciclistas e condutores, rodas de conversa, oficinas temáticas, quizzes interativos, intervenções lúdicas e atividades educativas em escolas e outros espaços públicos. Também estão previstas ações em locais estratégicos do município, como o mercado municipal, as agências.

Formação de agentes multiplicadores – O público-alvo do projeto são estudantes de escolas públicas de Soure, com idade entre 14 e 17 anos, selecionados para atuar como agentes multiplicadores das ações de educação para o trânsito. A iniciativa também conta com a participação de 20 discentes voluntários da UFPA – Campus do Marajó-Soure.

“Essa formação contribui para que os jovens reconheçam situações de risco, reflitam sobre suas próprias condutas e se tornem agentes de transformação em seus espaços de convivência”, destaca Rodrigo Ribeiro. “Quando crianças e jovens têm contato com esses conhecimentos, desde cedo, passam a compreender que o trânsito é um espaço de convivência coletiva e que as escolhas de cada pessoa podem afetar a segurança e a vida de outras”.

Em setembro, o projeto esteve na Creche Alegria do Sossego, em Soure, a convite da instituição, para uma ação de conscientização com o tema “Trânsito seguro começa em casa”. A atividade aproximou a discussão sobre segurança no trânsito do cotidiano das famílias e envolveu crianças, pais e responsáveis.

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“A atividade buscou aproximar a discussão sobre segurança no trânsito do cotidiano das famílias, mostrando que atitudes responsáveis, respeito e cuidado podem e devem ser aprendidos e praticados desde cedo”, afirma o coordenador.

Segundo Rodrigo Ribeiro, a proposta é envolver os jovens não apenas como participantes, mas também como agentes multiplicadores dos conhecimentos adquiridos. “A ideia é que eles possam levar essas reflexões para suas escolas, famílias e para a comunidade”, acrescenta.

Próximas ações – Em outubro, será realizada uma nova etapa de formação e capacitação dos jovens participantes. A oficina metodológica será ministrada pela pedagoga Elizabeth Carvalho, coordenadora das Ações de Educação para o Trânsito do Detran-PA e apoiadora do projeto.

Já em novembro, durante o Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Siepe), o Campus Universitário do Marajó-Soure sediará, entre outras atividades acadêmicas, uma roda de conversa sobre educação e segurança no trânsito, aberta às comunidades acadêmica e externa. A atividade será destinada ao compartilhamento das experiências desenvolvidas pelo projeto, à discussão dos desafios relacionados ao trânsito em Soure e à reflexão sobre a continuidade das ações.

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