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ALEPA leva Ação Cidadania aos moradores de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó

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O Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) e o Departamento de Bem – Estar Social (DBES) da Assembleia Legislativa do Estado do Pará promoveram a Ação de Cidadania, em Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó. Através desta ação, a população teve direito a serviços de cidadania e de saúde como atendimentos médicos, emissão de documentos e assessoria jurídica.


Aproximadamente 2.000 pessoas foram contempladas no sábado (21) e domingo (22) com os serviços ofertados na Escola Estadual Doutora Ester Mouta. Cerca de 60 profissionais estiveram envolvidos na programação, em parceria com o Governo do Pará, Polícia Civil, Polícia Militar, Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa) e Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon).

Durante as atividades, vários serviços do CAC foram disponibilizados, como emissões de 1.000 RG, de carteira de trabalho digital, da 2ª via de certidão de nascimento, fotografias 3×4 e assessoria jurídica, que garantem cidadania e direitos aos moradores dessa região.

Márcio Sousa
Para Márcio Sousa, coordenador geral do CAC, a descentralização dos trabalhos proporciona à sociedade a garantia de direitos: “Nós estamos levando diversos serviços para atender as demandas da população, seja na emissão de documentos, atendimento jurídico e saúde, que no dia a dia, a maioria das pessoas não possui acesso à emissão de documentos e outras necessidades. Realizamos esse trabalho em todas as regiões do Estado. Hoje, estamos no Marajó e na próxima semana, estaremos em Marabá e depois vamos para Altamira. E assim, vamos prosseguindo, levando essas ações. É importante destacar que esse programa do Poder Legislativo é para levar cidadania onde esses serviços não chegam”, destaca.

Ticiana Amaral
De acordo com Ticiana Amaral, que também integra a equipe do CAC, a procura pelos serviços de documentação foi muito requisitada: “Nós tivemos uma grande demanda em busca de segunda via de certidão de nascimento e é um documento que tem um custo alto para a maioria da população. Aqui, nas ações, oferecemos gratuitamente. Então, avalio como muito importante esse trabalho do Legislativo em garantir benefícios gratuitos à população que mais precisa”, disse.

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Edenilton Ribeiro O pescador Edenilton de Oliveira Ribeiro, de 42 anos, morador da comunidade rural de Praia Grande, distante cerca de 1 hora da cidade, aproveitou para tirar uma nova carteira de identidade: “Vim logo trocar a minha que estava muito antiga. Foi um atendimento bom e rápido. Essa nova identidade vai ajudar muito no meu trabalho e todos estão de parabéns por trazer isso Para nós’, disse.

Com assessoria jurídica, as pessoas tiveram oportunidade de receber orientação sobre seus direitos e de documentação necessária para encaminhar aos órgãos.

Silvana MoraisA pescadora Silvana dos Santos Morais, procurou o jurídico para fazer a correção de nomes na certidão de nascimento do filho, que estava com sobrenome errado: “A advogada foi muito simpática e disse que tenho que ir ao cartório para corrigir. Essa dica foi importante porque não sabia o que fazer para ajeitar o documento. Muito bom esse trabalho para nós”, comentou.

Na área de saúde, entre os serviços ofertados, destacaram-se: consultas médicas de ginecologia, mastologia e clínico geral, além de atendimento de enfermagem, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, orientação nutricional, escovações e aplicações de flúor, acompanhadas por palestras e atividades lúdicas sobre cuidados dentários para crianças.

Dalva Lobato De acordo com Dalva Lobato – Chefe da Divisão de Saúde da ALEPA, o trabalho é recompensador e vai além de uma simples consulta: “É muito gratificante poder ajudar essa população. Com os nossos profissionais de saúde, a gente busca contribuir e ajudar essas pessoas que tanto precisam. E o atendimento não se limita a consultas, dependendo do caso, fazemos a entrega de medicação e a gente encaminha para consultas ou exames mais específicos”, ressalta.

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Maria SantanaA dona de casa Maria Santana, de 54 anos, buscou orientações com a nutricionista: “Nunca tive oportunidade de ter uma consulta com nutricionista. Sou diabética e a doutora me falou como fazer para me alimentar melhor. Vou ter que cortar o açúcar e caminhar. Agora, vou tentar fazer o que ela disse para ter saúde’, comentou.

Talia da Silva Pereira, de 19 anos, foi ao ginecologista e aprovou o atendimento. Ela disse que o município não possui essa especialidade médica e os serviços ofertados durante a ação ajudam a cuidar da saúde das mulheres: “Gostei muito da consulta e do médico. Essas ações são muito importantes para a nossa saúde, porque não temos ginecologista na cidade e nem dinheiro para ficar indo para Belém fazer essas consultas”, relatou.

Talia pereira com o medico Elias Nascimento
Na avaliação do ginecologista Elias Nascimento, entre as patologias identificadas durante as consultas estão mulheres no climatério – pós menopausa e ausência de exames preventivos contra o câncer de mama: “A carência é grande de mastologista e ginecologista aqui na cidade. Percebi que muitas mulheres possuem nódulos nas mamas e nunca fizeram mamografia e isso tem refletido na saúde dessas mulheres. São mulheres acima dos 40 anos que ainda não fizeram exames preventivos. A mamografia é preventiva e o procedimento de rastreamento deve ser realizado para combater o câncer de mama”, concluiu.

A Jucepa participou com orientações sobre abertura de empresas, informações sobre Microempreendedor Individual – MEI e outros tipos de sociedades empresarias; e a Arcon levou orientações e encaminhamentos sobre gratuidade nos transportes e meia passagem aos estudantes.

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Embarcação com 60 búfalos naufraga em Soure e animais morrem afogados

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Foto: TV Liberal

Uma embarcação que transportava 60 búfalos naufragou em Soure, no arquipélago do Marajó, no Pará. Segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, todos os animais morreram no acidente.

A carga seria levada para Belém. Dois homens que estavam no barco conseguiram se salvar.

O naufrágio ocorreu na quinta-feira (3) e a Polícia Civil informou nesta sexta-feira (4) que a Delegacia de Soure investiga o que aconteceu. A ocorrência foi comunicada à Capitania dos Portos, que também deve apurar o caso.

Os animais eram transportados até Belém, onde seriam entregues a uma cooperativa da indústria pecuária. O transporte era feito pela embarcação denominada “Arca da Aliança”, segundo o registro policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, os 60 búfalos foram inicialmente embarcados no cais da Fazenda São Lourenço, em Soure, por volta das 14h17. O documento informa que 40 animais pertenciam à Fazenda São Lourenço e outros 20 ao homem que registrou a ocorrência. A carga foi avaliada em R$ 250.750.

Ainda segundo o registro policial, após essa etapa do transporte, os animais seguiram em direção à Fazenda São Sebastião. Parte do trajeto foi feita a nado e outra parte por terra.

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Ao chegar à região do Igarapé São Sebastião, os búfalos foram colocados na embarcação “Arca da Aliança”, contratada para realizar o transporte fluvial. Segundo o boletim, o barco começou a afundar após o embarque dos animais, por causas ainda desconhecidas.

Os dois tripulantes que estavam na embarcação conseguiram retornar à Fazenda São Sebastião, de acordo com o relato registrado na delegacia. O boletim informa que os 60 búfalos morreram e que houve perda total da carga.

Representantes dos proprietários da carga também encaminharam uma comunicação formal à autoridade marítima pedindo a apuração do acidente, preservação da embarcação e realização de inspeção e perícia. No documento, eles relatam ainda a permanência das carcaças dos animais junto à embarcação e pedem providências diante de possíveis riscos ambientais, sanitários e à segurança da navegação.

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o que provocou o naufrágio. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.

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