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Centro Integrado de Reabilitação celebra Dia Mundial do Braille com programação educativa

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O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, promoveu ação de educação em saúde alusiva ao Dia Mundial do Braille – 4 de Janeiro -, na segunda-feira (6), no hall do Bloco C, reunindo profissionais, usuários e acompanhantes. A programação incluiu roda de conversas sobre o tema “Código Braille no contexto da inclusão social e escolar das pessoas com deficiência visual”.

O evento foi mediado pela bibliotecária Andreza Leão, da Biblioteca Inclusiva do CIIR, e contou com a participação dos facilitadores Dailton Conceição, profissional do Setor de Braille da Fundação Cultural do Pará (FCP); Ronaldo de Carvalho, professor no Setor de Alfa Braille (alfabetização com Braille) da Escola para Deficientes Visuais “José Álvares de Azevedo”, e Lourival Nascimento, que atua na mesma escola como professor na Educação Especial de Pessoas com Cegueira.

Segundo Andreza Leão, o Braille é um sistema de escrita e leitura tátil usado por pessoas com deficiência visual, que neste ano completa 200 anos. A comemoração desta data pretende aumentar a conscientização sobre a importância desse meio de comunicação na plena realização dos direitos humanos para pessoas cegas e com deficiências visuais.

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“A roda de conversa destacou a importância da data para o desenvolvimento intelectual, educacional e profissional das pessoas com deficiência visual. O evento contou com a participação de dois professores cegos e um especialista. Eles trouxeram perspectivas valiosas sobre o Braille, sua função e relevância. A iniciativa reforçou que o Braille não é substituível pelo digital, mas um recurso essencial para inclusão e autonomia”, explicou Andreza Leão.

Aprovação – Entre as dezenas de participantes estava Aurilene Costa, 40 anos, mãe de Vitor Wendel Nascimento, 16 anos, usuário com deficiência visual (cegueira total), assistido pelo CIIR há quatro anos. O usuário esteve no CIIR para o treino de atividades de vida diária (AVD) e consulta psicológica, como faz toda segunda-feira. Mãe e filho vêm de Maracanã, município do nordeste paraense, distante mais de 170 km da capital paraense. 

“A roda de conversa foi fundamental para divulgar o sistema de leitura tátil, destacando a importância de mostrar imagens do alfabeto em relevo. Foi uma oportunidade valiosa, especialmente por ser promovida pelo CIIR, que trouxe essa atividade para os usuários, acompanhantes e profissionais do Centro. Muitas pessoas ainda são leigas sobre o assunto. Todos estão de parabéns”, disse Aurilene Costa.

De acordo com o professor Lourival Nascimento, diagnosticado com cegueira total, “ter uma roda de conversa que discuta o Sistema Braille, o Código Braille e suas relações com a educação, a família, o trabalho, a Igreja, Libras e outras formas de desenvolvimento é extremamente instigante”.

Ele destacou, ainda, que a ação serviu para o aprendizado e também para revisão dessa prática, a fim de garantir um atendimento adequado às pessoas com cegueira ou baixa visão, especialmente aquelas com outras dificuldades. “Manter esses eventos é fundamental para ajudar na construção da cidadania dessas pessoas e na condução de suas vidas”, frisou.

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Para o profissional, a roda de conversa serviu ainda para ressignificar a existência das pessoas cegas ou com deficiência visual, mostrando que não estão sozinhas e podem contar com o serviço público. “Isso oferece alento e também orienta sobre como melhor atendê-las, destacando a importância do Braille para suas vidas”, concluiu.

A Biblioteca Inclusiva do CIIR conta com mais de 150 exemplares em Braille. Em 2024, a equipe multiprofissional do Centro de Reabilitação garantiu cerca de 360 atendimentos na especialidade de oftalmologia e quase 1.950 atendimentos em reabilitação visual.

História – O Sistema Braille é um código universal de leitura tátil e de escrita, usado por pessoas cegas, inventado na França por Louis Braille, um jovem cego. É reconhecido o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e integração dos deficientes visuais na sociedade. A Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) representa cerca de 7 milhões de pessoas com deficiência visual e atua para defender os direitos dessas pessoas.

Estrutura – O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação é referência no Pará na assistência de média e alta complexidade a Pessoas com Deficiência (PcDs) visual, física, auditiva e intelectual. Os usuários podem ter acesso aos serviços do Centro por meio de encaminhamento das unidades de saúde, acolhidos pela Central de Regulação de cada município, que, por sua vez, encaminha à Regulação Estadual. O pedido será analisado conforme o perfil do usuário pelo Sistema de Regulação Estadual (SER).

Serviço: O CIIR é um órgão do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Texto: Vera Rojas, com informações de Tarcísio Barbosa – Ascom/CIIR

Fonte: Governo PA

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Embarcação com 60 búfalos naufraga em Soure e animais morrem afogados

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Foto: TV Liberal

Uma embarcação que transportava 60 búfalos naufragou em Soure, no arquipélago do Marajó, no Pará. Segundo boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, todos os animais morreram no acidente.

A carga seria levada para Belém. Dois homens que estavam no barco conseguiram se salvar.

O naufrágio ocorreu na quinta-feira (3) e a Polícia Civil informou nesta sexta-feira (4) que a Delegacia de Soure investiga o que aconteceu. A ocorrência foi comunicada à Capitania dos Portos, que também deve apurar o caso.

Os animais eram transportados até Belém, onde seriam entregues a uma cooperativa da indústria pecuária. O transporte era feito pela embarcação denominada “Arca da Aliança”, segundo o registro policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, os 60 búfalos foram inicialmente embarcados no cais da Fazenda São Lourenço, em Soure, por volta das 14h17. O documento informa que 40 animais pertenciam à Fazenda São Lourenço e outros 20 ao homem que registrou a ocorrência. A carga foi avaliada em R$ 250.750.

Ainda segundo o registro policial, após essa etapa do transporte, os animais seguiram em direção à Fazenda São Sebastião. Parte do trajeto foi feita a nado e outra parte por terra.

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Ao chegar à região do Igarapé São Sebastião, os búfalos foram colocados na embarcação “Arca da Aliança”, contratada para realizar o transporte fluvial. Segundo o boletim, o barco começou a afundar após o embarque dos animais, por causas ainda desconhecidas.

Os dois tripulantes que estavam na embarcação conseguiram retornar à Fazenda São Sebastião, de acordo com o relato registrado na delegacia. O boletim informa que os 60 búfalos morreram e que houve perda total da carga.

Representantes dos proprietários da carga também encaminharam uma comunicação formal à autoridade marítima pedindo a apuração do acidente, preservação da embarcação e realização de inspeção e perícia. No documento, eles relatam ainda a permanência das carcaças dos animais junto à embarcação e pedem providências diante de possíveis riscos ambientais, sanitários e à segurança da navegação.

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o que provocou o naufrágio. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.

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