PARÁ
Em Belém, Poli Metropolitana dispõe de 3,7 mil serviços mensais voltados à saúde da mulher
PARÁ
Referência do Governo do Estado do Pará em especialidades clínicas e cirúrgicas, em Belém, a Policlínica Metropolitana é uma unidade ambulatorial de média complexidade que tem a capacidade de ofertar, por mês, até 1.400 consultas especializadas, que contribuem no combate às doenças femininas. Os atendimentos nas especialidades clínicas de ginecologia e de mastologia ajudam a detectar precocemente cânceres como o de colo de útero e mama. Além disso, a central diagnóstica garante aos paraenses, diversos exames, como ultrassom, mamografia e até biópsia, somando o total de 2,3 mil mensais.
A autônoma Odilene dos Santos, de 39 anos, está constantemente ligada à saúde. A moradora do bairro da Terra Firme, em Belém, passou por duas consultas na Poli Metropolitana e recomendou o serviço. “Fui na especialidade de clínica geral e também na ginecologia. Os médicos foram bastante atenciosos e a organização da unidade foi o que me deixou mais impressionada. Aqui eu fiz 26 exames de sangue, exames de imagem e de urina. Agora, farei o preventivo e o de mama para voltar com a ginecologista. Acredito que é muito importante a mulher se cuidar preventivamente, antes que ela seja surpreendida com alguma doença”, comentou a usuária.
Preventivo – A principal forma de detectar as lesões que podem desenvolver doenças, é através do exame Papanicolau, ou seja, do chamado preventivo e da mamografia. “Na Poli temos o PCCU (preventivo), o ultrassom de mama e a mamografia. As principais formas de prevenção, são a detecção precoce, rastreamento e a vacina HPV. Uma vez detectadas as doenças, a guia de referência é para o Hospital Ophir Loyola”, explicou Luciana Monteiro, ginecologista da Poli.
A especialista diz que nos consultórios da unidade, as principais doenças detectadas nas mulheres são “miomatose uterina, climatério, ovários policísticos, doenças do ovário e vaginose”, completou Luciana.
Diagnóstico precoce – Para o enfrentamento dessas doenças, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), através da Poli Metropolitana, dispõe de mais de 2,3 mil exames por mês. Já que segundo os especialistas, a prevenção e a detecção precoce são as ferramentas fundamentais.
Elas são as chaves para um tratamento eficaz, e a Poli Metropolitana se empenha em garantir acesso aos exames fundamentais para esse processo. Na luta contra o câncer de mama, a Policlínica disponibiliza mensalmente: 600 mamografias, 1150 Ultrassonografias gerais, 120 biópsias de mama. “Esses exames são essenciais para identificar possíveis alterações no tecido mamário, o que pode levar ao diagnóstico precoce do câncer de mama”, destacou Camylla Rocha, diretora técnica da unidade.
Para o câncer de colo de útero, a médica também ressalta que a Policlínica Metropolitana oferece 400 colposcopias (exame que permite a visualização ampliada do colo do útero) e 35 biópsias de colo de útero (casos em que há necessidade de aprofundar o diagnóstico). Esses exames são essenciais para detectar alterações celulares no colo do útero e garantir o tratamento imediato quando necessário.
“A prevenção é o primeiro passo para cuidar da saúde. No caso do câncer de mama, é importante manter uma rotina de exames como a mamografia, além de realizar o autoexame das mamas regularmente. Manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e evitar o consumo excessivo de álcool também são hábitos que ajudam na prevenção. Para o câncer de colo de útero, o exame preventivo (Papanicolau) deve ser realizado periodicamente, conforme orientação médica, e a vacina contra o HPV é uma medida eficaz de prevenção, sendo oferecida pelo SUS para meninas e meninos a partir dos 9 anos”, detalhou a médica.
A diretora técnica também orienta as mulheres sobre os principais cuidados que devem ter com a sua saúde. “Realize exames preventivos regularmente: a mamografia, o Papanicolau e a ultrassonografia de mamas são ferramentas poderosas para o diagnóstico precoce. Orientamos a prática do autocuidado: realize o autoexame das mamas regularmente e fique atenta a mudanças no corpo. Também é importante manter hábitos saudáveis, como a alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e evitar fumar são medidas que reduzem o risco de câncer”, disse Camylla.
Por último, a profissional também alerta quanto à vacina contra o HPV. “Ela é uma das maneiras mais eficazes de prevenir o câncer de colo de útero”, garantiu.
Como ter acesso – As consultas de ginecologia e mastologia podem ser agendadas por meio de encaminhamento médico da Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência, este encaminhamento é direcionado à Central Estadual de Regulação, que organiza o fluxo de atendimentos dentro do SUS e garante o agendamento para os diversos serviços ambulatoriais estaduais, incluindo a Policlínica Metropolitana.
“Além disso, campanhas promovidas pela Sespa, como a ‘Vem te Cuidar!’, e encaminhamentos via Usinas da Paz, são oportunidades especiais para as mulheres acessarem exames e consultas de forma rápida, facilitando o diagnóstico precoce”, frisou Camylla.
Entenda – A unidade, administrada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), atende mulheres de todas as idades, com queixas ginecológicas e que permitam atendimento ambulatorial e eletivo – exceto as gestantes, pois não há atendimento obstétrico. Entre as principais patologias atendidas, estão: miomatose uterina, cistos ovarianos, lesões ou suspeitas de lesões em colo uterino, doença inflamatória pélvica e climatério.
Fique atento aos principais sintomas:
Câncer de colo de útero
Sangramento vaginal sem causa aparente e fora da menstruação, podendo acontecer também após a relação sexual; corrimento vaginal alterado, com mau cheiro ou coloração marrom, por exemplo; dor abdominal ou pélvica constante, que pode piorar ao usar o banheiro ou durante o contato íntimo; sensação de pressão no fundo da barriga; vontade de urinar mais frequente, mesmo durante a noite; perda rápida de peso sem estar fazendo dieta; Cansaço excessivo; Dor e inchaço nas pernas; perdas involuntárias de urina ou de fezes.
Câncer de mama
Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos; nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual; nódulo mamário de consistência endurecida e fixa ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade; descarga papilar unilateral sanguinolenta; lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos.
Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral; presença de linfadenopatia axilar; aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja; retração na pele da mama; mudança no formato do mamilo.
Texto: Roberta Paraense, com informações do Ministério da Saúde
Fonte: Governo PA
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Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes
O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.
Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado
Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.
Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.
Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.
Quedas aparecem em segundo lugar
As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.
No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.
Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.
Acidentes com animais também chamam atenção
O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.
O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.
Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.
Acidentes de trânsito
Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.
As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.
Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.
Mortes
O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.
As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.
As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.
Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.
O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.
A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.
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