PARÁ
Estado investe mais R$ 600 mil para habitação e linhas de crédito em Maracanã
PARÁ
“Estamos trabalhando com a oferta de microcrédito para empreendedores locais e apoio com programas habitacionais para fomentar a construção de casas em melhores condições para os moradores da cidade“, destacou Helder Barbalho. A afirmação foi dita hoje (09 de junho), durante a entrega de 60 cheques do programa Sua Casa e de 60 cartas de crédito do Credcidadão. A cerimônia de entrega ocorreu na cidade de Maracanã, região nordeste paraense
No total, a Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab) investiu, por meio do Sua Casa, mais de R$ 440 mil. O recurso repassado aos moradores garante a aquisição de material de construção e auxilia no pagamento dos profissionais contratados para o serviço.
O Sua Casa concede a quantia de até R$ 21 mil para a construção, reconstrução e ampliação de moradias. De acordo com o presidente da Cohab, Luís André Guedes, todas as famílias beneficiadas hoje receberam cheques referentes à última parcela do programa. “Com a entrega desta sexta-feira, os moradores recebem a segunda parcela do programa. Desta forma, todos recebem apoio para finalizar a construção do sonho da casa própria. Isso só é possível porque os moradores realizaram a utilização adequada da primeira etapa e fizeram ainda a prestação de contas, conforme previsto”, explicou o governador.
Crédito
Além do Sua Casa, a economia local recebeu investimentos diretos do programa Credcidadão. A iniciativa concede linhas de crédito para estimular a economia e investir no comércio local. Um microcrédito com juros baixos, no máximo de 1% ao mês, que pode ser renovado.
Mais de R$ 50 milhões serão disponibilizados pelo Estado a trabalhadores que buscam empreender no mercado paraense em 2023, por meio do CredCidadão. Ampliado com novas linhas de crédito e juros reduzidos, os empréstimos podem chegar a R$ 10 mil. O fortalecimento das políticas de desenvolvimento é uma das determinações do governador Helder Barbalho e inclui pessoas em situação de vulnerabilidade social.
“Sessenta cartas de crédito foram entregues para microempreendedores da economia formal, informal e criativa. Além de peixeiros, trabalhadores da agricultura familiar, artesãos, costureiras, vendedores ambulantes. O investimento totaliza 180 mil reais”, contou o diretor do Credicidadão, Braselino Assunção.
Fonte: Governo PA
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Safra do açaí começa em agosto e pode reduzir preço do litro em até 40%
A safra do açaí deve começar oficialmente em agosto. Prevista para a segunda metade do mês, o período é marcado pela abundância do fruto, aumento da oferta e melhoras no sabor e na textura do sumo. Em Belém, já crescem as boas expectativas de venda para os batedores de açaí que já vivenciam recuo no valor dos paneiros do fruto. A época também acompanha o recuo do alimento para os consumidores, que já esperam um preço mais acessível.
De acordo com o presidente da Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém e Região Metropolitana (Avabel), Carlos Alberto Noronha, apesar da expectativa, o período da safra “não vai ser de muita quantidade de frutos”. Isso porque as altas temperaturas registradas no segundo semestre do ano podem prejudicar a produção do açaí.
“Não se espera uma grande safra de açaí esse ano. O consumidor pode esperar ter uma queda no preço, mais ou menos entre 30% a 40%. Esse ano, o litro do açaí do tipo médio na entressafra chegou a custar entre R$40 e R$45. Acredito que o litro na safra vai ficar em torno dos R$26 a R$28, e isso naqueles pontos que tem o fruto e a polpa de açaí com qualidade, que faz o branqueamento, que é o procedimento correto a fazer, e o custo para todo esse processo é alto”, prevê.
Na entressafra, o paneiro de açaí proveniente da cidade Macapá, no Amapá, chegou a custar entre R$150 e R$170. Atualmente, o açaí das ilhas de Belém, considerado de “melhor qualidade”, está custando em torno de R$90 a R$100. “Já teve uma queda, sim, no fruto, assim como já teve queda também da polpa nos pontos de venda”, disse.
Apesar disso, até o momento, os batedores de açaí de Belém e região metropolitana não conseguiram retomar o lucro perdido na entressafra. Segundo Noronha, a situação é explicada pela diminuição da colheita do açaí nas ilhas de Belém neste mês de julho, época de férias escolares, o que faz com que o fruto ainda chegue em pequenas quantidades nos pontos de venda.
“Agora, o problema é que o açaí da região de Macapá parou de vir. Não foi mais viável vir de lá pra cá porque a safra diminuiu e as viagens têm despesa muito alta. O açaí que está tendo em Belém, das ilhas, da região de Igarapé-Miri, não está suprindo a necessidade de consumo da região. Mas afirma dizer que a tendência é melhorar daqui para frente”, garante o presidente da Avabel.
Expectativa de preços e produção
Na Feira da Pedreira, o batedor de açaí Heron Rocha, 57 anos, já espera por uma maior disponibilidade e boa qualidade de frutos durante a safra, que deve ocorrer a partir de 24 de agosto. O preço do sumo da fruta já sofreu um recuo com a chegada do verão amazônico. No Açaí do Heron, por exemplo, o litro do tipo médio está custando R$28, enquanto em março, no pico da entressafra, chegou a R$40.
“Eu costumo observar se os preços se estabilizam para eu poder baixar o meu preço. Não adianta baixar o preço, se o valor do fruto está alto porque eu posso ter que mexer na qualidade, e eu não quero isso. Então, eu aguardo até os últimos momentos para eu manter a qualidade, essa é a prioridade. Hoje, o açaí está de R$28 com uma esperança que esse preço caia para que a gente consiga repassar ao consumidor, assim é possível que a gente aumente o volume de vendas. Pode chegar até R$25”, afirma o batedor.
A queda acompanha a redução do preço do açaí da região das ilhas de Belém, que está estabilizado entre R$100 e R$140, o paneiro com duas latas. Já o fruto da região da Ilha do Marajó, oriundo de São Sebastião da Boa Vista e Curralinho, custa de R$50 a R$60, a lata. A diferença de preço é expressiva em relação a entressafra, quando o custo do paneiro pode chegar a R$600, tendo menos frutos, menor capacidade de produção e inferioridade de sabor.
“A grande vantagem do período da safra é que os apanhadores só conseguem ter uma boa venda se esperarem amadurecer o fruto. Não existe o caso de apanhar verde com intuito de pegar o preço mais alto. Consegue o preço mais alto aquele que consegue deixar amadurecer melhor o fruto. E é isso que garante o melhor sabor, cheiro e a produtividade do fruto”, explica Heron.
Consumo e expectativas dos clientes
Consumidora assídua, Patrícia Silva, de 55 anos, não deixa de comprar o açaí um único dia. Por isso, ela pondera que, mesmo com a baixa mais recente, o preço do sumo poderia diminuir mais um pouco, já que na entressafra o alimento pesou no bolso. Além disso, ela relata que o vinho da fruta já está mais saboroso, o que tende a aumentar a compra de um litro do açaí para dois do tipo médio.
“Nessa época o açaí fica muito mais gostoso, a qualidade é muito melhor, é outra coisa tomar açaí na safra. Eu tomo açaí desde pequena, fui criada tomando açaí todo dia, e na entressafra o preço do açaí vai lá pro alto, fica muito caro. Então, a gente diminui, de um litro, passei a comprar meio litro. Agora eu já to esperando pelo pico da safra porque tem que baixar só mais um pouquinho. Se diminuir, a gente compra mais”, disse a jornaleira.
“Eu costumo tomar sempre, na safra e na entressafra”, afirma o comerciante Antônio Nunes, 59, que sempre compra a mesma quantidade: dois litros do tipo médio, duas vezes na semana. Agora, com a chegada da safra, ele conta que espera pelo menos mais uma diminuição do valor, já que nos meses anteriores o sumo pesou no orçamento. “Além dele ser mais saboroso e mais grosso, eu espero que o preço fique mais barato porque na entressafra estava bem alto, R$40 que pesa no bolso”, disse.
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