PARÁ
Estudo sobre 2 mil espécies arbóreas no Pará é apresentado ao corpo técnico do Ideflor-Bio
PARÁ
A diversidade de espécies arbóreas do estado do Pará foi tema, nesta sexta-feira (23), de uma palestra no Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio). Ministrada pelo pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental, Dr. Eniel David Cruz, a formação expôs aos servidores um resumo de oito anos de estudos que, em breve, estará ao alcance de todos.
Em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), está sendo preparado um livro que exibirá, em detalhes, 2.770 espécies arbóreas já catalogadas em diferentes pontos do Pará. Esse quantitativo equivale a 50% dos vegetais de toda floresta amazônica, ou seja, metade das espécies existentes neste bioma estão em território paraense: é o que diz a pesquisa.
Neste sentido, discutir a temática com diferentes órgãos ambientais, como o Ideflor-Bio, é bom para saber a opinião deles e se o que está sendo colocado na obra científica atende às necessidades do Instituto em termos de informações, afirma o Dr. Eniel David Cruz. Ele acredita que esse intercâmbio de comunicação é muito importante para identificar possíveis ajustes no direcionamento dos estudos.
“Essa futura publicação vai ajudar diversos profissionais, porque são informações muito espalhadas e que, agora, estão sendo condensadas em uma única publicação. “São conteúdos que as pessoas precisam saber se determinada espécie é de terra firme, da várzea ou do igapó; para que esse vegetal serve, se é para o manejo florestal, subsistência humana, enfim, uma série de dados que nós estamos tentando colocar nesse livro para atender várias finalidades de uso”, frisou.
O pesquisador conta que espera concluir o trabalho até o início do ano que vem. “Neste momento, estamos terminando a primeira parte, que é a montagem do banco de dados. É um processo demorado, importante frisar, para que depois possamos dar continuidade às análises estatísticas e finalizar o livro”, detalhou Cruz.
Cooperação – Para o titular da Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal (DDF), Vicente Neto, a palestra está dentro da proposta do Instituto de trazer o máximo de informações e envolver o corpo técnico do órgão ambiental e atualizá-los desses conhecimentos.
“A gente tem conversado com todas as instituições que são nossas parceiras, como as universidades públicas, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e a Embrapa Amazônia Oriental. Hoje, por exemplo, tivemos aqui o Dr. Eniel falando um pouco desse trabalho sobre a flora amazônica, com recortes para o estado do Pará, que tem tudo a ver com os desafios das nossas diretorias”, ressaltou.
Vicente disse, ainda, que “é um estudo que traz muitas informações atualizadas dessas espécies arbóreas paraenses e que vão servir de base para o nosso trabalho, que tem o grande desafio de promover a restauração florestal desse estado. Portanto, a ideia é que a gente coloque na nossa rotina esse tipo de evento que traga, de alguma forma, atualização desses conhecimentos e promova o estreitamento dessas relações institucionais”, concluiu o dirigente.
Fonte: Governo PA
HOME
Pará tem maior taxa do país de acidentes com crianças e adolescentes
O Pará teve a maior taxa do país de internações de crianças e adolescentes de até 14 anos por acidentes em 2025. Foram 120 hospitalizações a cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional, de 63 internações.
Os dados fazem parte de um levantamento do Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, com informações do Ministério da Saúde, por meio do DataSUS. Ao todo, 9.737 crianças e adolescentes foram internados no estado por acidentes no ano passado
Diferentemente do cenário nacional, em que as quedas são a principal causa de internação, no Pará as queimaduras lideraram os registros.
Em 2025, foram 3.611 hospitalizações por queimaduras entre crianças e adolescentes no estado, o equivalente a 37,1% de todas as internações por lesões não intencionais na faixa etária.
Segundo o levantamento, em 3.400 desses casos, ou 94,2%, não houve especificação sobre a origem da queimadura no registro do atendimento médico.
Quedas aparecem em segundo lugar
As quedas foram a segunda principal causa de internação de crianças e adolescentes no Pará, com 2.477 registros em 2025.
No Brasil, as hospitalizações por quedas nessa faixa etária cresceram 3,3% em relação a 2024.
Para José Carlos Sturza de Moraes, cientista social e pesquisador da Aldeias Infantis SOS, a alta taxa de internações no Pará pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas e ao acesso a políticas públicas de proteção à infância.
Acidentes com animais também chamam atenção
O levantamento identificou ainda 459 internações por intoxicações de crianças e adolescentes no Pará em 2025.
O estado concentrou 233 internações causadas pelo contato com serpentes e lagartos venenosos, o equivalente a 25,1% dos casos registrados no país para esse tipo de acidente.
Também foram registrados 60 casos de contato com animais ou plantas venenosas, representando 17,2% do total nacional.
Acidentes de trânsito
Os acidentes de trânsito foram responsáveis por 1.022 hospitalizações de crianças e adolescentes no Pará em 2025, o equivalente a 10,5% do total registrado no estado.
As motocicletas aparecem entre os principais pontos de atenção. Foram 428 internações relacionadas a acidentes com esse tipo de veículo, correspondendo a 41,9% das hospitalizações por acidentes de trânsito envolvendo crianças e adolescentes no Pará.
Segundo Sturza, houve uma mudança no perfil das vítimas de acidentes de trânsito nos últimos dez anos. De acordo com o pesquisador, elas passaram de uma maioria formada por pedestres para ocupantes de motocicletas e bicicletas.
Mortes
O estudo também analisou mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2024. Nas oito categorias de acidentes avaliadas, foram registradas 3.341 mortes.
As sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos, seguidas pelos acidentes de trânsito, com 922 mortes, e pelos afogamentos, com 850. Juntas, essas três causas representaram cerca de 84% das mortes analisadas.
As crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, o equivalente a 32,8% do total. Já os menores de 1 ano tiveram 930 óbitos, ou 27,8%.
Entre as mortes por sufocação, 75% das vítimas eram bebês. Os afogamentos tiveram maior concentração entre crianças de 1 a 4 anos.
O levantamento aponta a necessidade de ampliar ações de prevenção de acidentes e melhorar o registro das informações sobre as ocorrências.
A Aldeias Infantis SOS informou que iniciou articulação com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (CEDCA) e com conselhos de outros estados para discutir medidas de prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes.
-
HOME6 dias atrásInfluenciadora morta a tiros no Pará pode ter sido vítima de ‘queima de arquivo’, diz PM
-
HOME7 dias atrásInfluenciadora é morta a tiros após obter liberdade provisória por suspeita de envolvimento na morte de sargento no Pará
-
HOME6 dias atrásFunai abre processo seletivo com 807 vagas e salários de até R$ 7,6 mil; Pará está entre estados contemplados
-
HOME7 dias atrásPF apreende R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo que abasteceriam campanha eleitoral no Pará; dois são presos
-
HOME5 dias atrásMP Eleitoral recomenda medidas para evitar uso da estrutura pública em ato político em Muaná, no Marajó
-
HOME6 dias atrásHomem com mandado de prisão em aberto é preso em flagrante com sete espingardas e munições no Marajó
-
HOME4 dias atrásDefensoria do Pará atua para impedir cobrança ilegal de ‘taxa do açaí’ a famílias ribeirinhas de Muaná, no Marajó
-
POLÍCIA6 dias atrásPF deflagra operação contra exploração sexual infantojuvenil